Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
artigos

Resultado das urnas desmente Ibope e deixa PMDB de Confúcio com as barbas de molho

07/10/2014 09:07:25
Gessi Taborda
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    

 



Clique para ampliar
CAMINHO DOS VOTOS

O PMDB de Confúcio Moura certamente dormiu preocupado na noite de domingo com os resultados que emergiram das urnas. A anunciada pesquisa do IBOPE, dando uma margem segura ao governador sobre o seu principal oponente, Expedito Júnior, não se confirmou.

Certamente ainda nesse momento uma pergunta martela na cabeça dos coordenadores da campanha chapa-branca: para onde vão os votos de Jaqueline Cassol, Padre Ton e (vamos lá) e do PSOL? Os votos dados a Jaqueline, independente de acordo político, prenuncia-se a favor do candidato tucano, por conta do perfil desse eleitorado.


OS VOTOS DO PT

Os votos dados ao candidato do PT – que se mostrou completamente incompatível com Confúcio – podem ir para um ou outro, certamente sendo mais fácil de ser ofertado ao candidato que se mostrar mais competitivo.

A eleição desse segundo turno também deve ser bastante apertada. Terá mais chance aquele candidato que souber falar melhor ao coração do eleitorado de Porto Velho.

Quem quiser vencer tem de imediato, de melhorar sua comunicação. No primeiro turno a comunicação do candidato que disputa a reeleição sempre foi errática e descasada das verdadeiras aspirações do eleitorado rondoniense, sobretudo o de Porto Velho.


TRES SEMANAS

Os eleitores rondonienses terão mais três semanas para optar entre a continuidade e a alternância, na República e no estado, entre aqueles que efetivamente têm projetos para a população e não apenas para a conquista do poder.

Para que a disputa polarizada seja mesmo outra eleição, como gostam de dizer os próprios políticos, é essencial que os pretendentes aos cargos mais importantes da República e do estado, envolvam-se num debate construtivo, aprofundem suas propostas e ofereçam à população soluções claras para os problemas do Brasil e de Rondônia.


PRECISAMOS CRESCER

Tomara que os escolhidos na votação de domingo deixem em segundo plano os ataques pessoais e a estratégia da desconstrução para se concentrarem mais em questões da vida real, a começar pelas novas ameaças de turbulência na economia. Rondônia precisa buscar a estabilidade, precisa crescer, precisa manter e aumentar o nível de emprego. E as pessoas querem saber o que os candidatos farão efetivamente para garantir o crescimento econômico.


REMÉDIOS AMARGOS

A gestão rondoniense, levada a efeito no aumento da dívida pública, deixa o estado numa situação que nada tem de tranquila.

Ninguém ignora que o estado precisará de remédios amargos para sair da estagnação. Então, nesta disputa de segundo turno, os candidatos não poderão mais olhar apenas para o passado. Os candidatos têm o dever de explicitar os meios e recursos que pretendem utilizar para alcançar seus propósitos.

Chegou a hora de enfrentar o presente e projetar o futuro sem subterfúgios. E este desafio se torna maior ainda com as mudanças na composição do parlamento, cujo apoio terá que ser conquistado ou reconquistado pelo futuro governante.


ESTADO REAL

O debate entre os candidatos nesse segundo turno tem de estar focado no estado real e não numa Rondônia baseada no mito do Eldorado ou de Shangrilá. O candidato que quiser contar com a preferência e o apoio da maioria dos brasileiros já deve começar a governar agora, apresentando propostas convincentes e factíveis para melhorar o país _ e não apenas para conquistar o poder.


SOBERANIA POPULAR

É natural existir muita gente não satisfeita com o resultado ditado pelas urnas. Eu mesmo ainda identifico pequenos deslizes que, entre outras coisas, garantiu a vitória de um ou outro personagem folclórico para compor o legislativo. No geral o resultado as urnas registrou um avanço na qualidade dos votos rondonienses.

Mesmo contrariando algumas das expectativas desse escriba, em qualquer situação o povo é soberano. A determinação de segundo turno no estado reflete bem a preocupação daqueles que verdadeiramente amam Rondônia. O resultado da pesquisa do Ibope foi um fiasco. Desacreditou ainda mais esse instituto em nosso estado. Expedito com o resultado das urnas mostrou uma musculatura política de quem pode até ser o vencedor da batalha final, afinal ele enfrentou a máquina estadual, alinhada com as máquinas das principais prefeituras do estado. A batalha continua e deve ficar mais renhida até o final dessa semana.


UNIÃO DE FORÇAS

Há toda possibilidade de união das forças que reprovam o governo do peemedebista Confúcio Moura. A rejeição de Confúcio sempre foi seu grande problema. Ele conseguiu baixar um pouco essa rejeição ao inaugurar (em plena campanha eleitoral) obras iniciadas em outro governo, como foi o caso do Palácio das Artes, onde a gestão do governo atual não chegou a ser responsável nem por um terço da obra.

Tudo indica que setores populares não entenderam isso e acabaram votando no candidato da reeleição. Aliado a isso, forças do estado também se uniram contra as candidaturas populares, inclusive a do Expedito.

Mas agora pode acontecer que os setores populares que votaram em outros candidatos de Oposição que acabaram derrotados no primeiro turno possam votar unidos na melhor proposta de inclusão social e de desenvolvimento econômico para o Estado de Rondônia.

FIGURAS CARIMBADAS

A faxina ainda não foi 100 por cento. Mas certamente a derrota eleitoral de personagens manjados como o tal Zequinha Araujo (também conhecido como cuequeiro), como a caricata Ana da 8 (dessa vez deu com os burros n’água), e várias outras figurinhas carimbadas com a participação em esquemas de corrupção mostrou que a massa eleitoral está cada vez mais exigente com o perfil do político. Ainda há questionamentos: por que candidatos umbilicalmente ligados (até familiarmente) a corruptos conseguiram renovar o mandato? Certamente ainda somos tolerantes com algum tipo de corrupção.


FEUDALISMO

O que quebrou a liderança de Ivo Cassol, impondo-lhe uma derrota eleitoral como ninguém esperava, foi o resultado do próprio estilo do (ainda) senador, de querer sempre ser o sujeito que corta o baralho e dá as cartas. Essa tendência ao feudalismo político levou sua família a uma situação que poderá ser uma barreira quase instransponível para voltar à ribalta da política.

Da família sobra ainda só o Cesar Cassol, prefeito de Rolim, para tentar se manter na vida pública rondoniense. O próprio Cesar é um sobrevivente do feudalismo criado por seu irmão. Por não comungar das ideias de Ivo ficou sem espaço nas últimas disputas. Foi obrigado a se contentar com a prefeitura de Rolim e nada mais.


ALI-BABÁ
A baixíssima votação do ex-prefeito de Porto Velho, derrubando as previsões de que ele estaria entre os mais votados na disputa para a Câmara dos Deputados é, antes de tudo, um alerta para aqueles políticos que pretendem usar o cargo público para o enriquecimento rápido e para garantir benesses aos seus grupinhos. Porto Velho não se deixou levar pela lábia e pelo slogan inventado para o personagem (Quem trabalha de tem de voltar!) que, como se viu, teve uma votação pífia, uma verdadeira condenação ao Bob Ali-Babá. Trabalho é fundamental. Não quando é feito com o objetivo de desviar e promover o enriquecimento ilícito de meia dúzia de puxa-sacos.



Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: