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Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
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Chegar empatado com o candidato que tem a máquina a seu favor dá a Expedido um gostinho da vitória

09/10/2014 09:46:14
Gessi Taborda
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HOMEM SIMPLES

Na disputa do primeiro turno, o resultado mostrou que Expedito Júnior criou um conceito de campanha, ignorando velhos clichês da política e aproximando o candidato às massas ao caracterizá-lo como um homem simples e trabalhador.

O mesmo que já havia ocorrido quando Expedito venceu para o Senado com uma estrondosa votação, consolidando sua liderança política como uma das mais importantes de Rondônia.

Nesse ano o crescimento do candidato do PSDB aconteceu na hora certa, desmentindo prognósticos manipulados das pesquisas favoráveis ao candidato da reeleição.

Então, no quadro rondoniense, o PSDB de Expedito Júnior merece todos os créditos por ter chegado empatado com o governador ao segundo turno, fato que tem praticamente o gosto da liderança na corrida, levando-se em consideração a força da máquina pública e dos miliardários aliados do continuísmo na administração do estado.


VOTOS ANTIPETISTAS

Como não há outra alternativa de oposição no turno final, Expedito deve amealhar os votos de eleitores antipetistas e também daqueles que desistiram de correr o risco da continuidade de um governo que não soube promover o desenvolvimento do estado e ainda sofreu o desgaste dos muitos escândalos de corrupção.

Vai ser difícil (quase impossível) Confúcio Moura brecar a eleição de Expedito – um político com baixíssima rejeição (bem ao contrário do candidato chapa-branca) e com todas as condições de herdar os votos dados à Jaqueline Cassol e até daquela parte do PT que rejeita o continuísmo do PMDB no governo.


VIRA-CASACA

Caso Aécio Neves (PSDB) vença a eleição, o PMDB nacional voará para o ninho tucano em uma velocidade recorde. Fará de 0 a 100 Km/h em tempo menor do que o de uma Ferrari Itália ou uma Bugatti Veyron. E não só o PMDB. Siglas filhotes também estão aprendendo a voar em tempo recorde.


DOIDERA

O sistema político-partidário brasileiro vive um legítimo samba da coligação doida. Apenas 35 deputados federais se elegeram sozinhos, sem coligação, atesta o site Congresso em Foco. E se não fosse por esse sistema maluco, Lindomar Garçom não seria, de novo, deputado federal. Sempre do lado que a vaca deita, deu a sorte de sair do PV na hora certa. Certamente, como sempre acontece, continuará em sua posição governista, consagrando sua melhor filosofia: “longe do poder não há salvação”. Para ele – como para muitos políticos – o melhor governo é o próximo.


DESEMPREGADOS

Muito mais preocupados do que os estrategistas da campanha de Confúcio Moura com o crescimento de Expedito Júnior (PSDB) no segundo turno, consolidando o viés de vitória do resultado de empate no primeiro turno, está uma legião de dependentes do filósofo de araque, premiados com os mais altos vencimentos e com centenas de cargos comissionados ao longo da gestão peemedebista. É uma multidão que deve ter quatro zeros em cargos de confiança (CDs) do governo, autarquias, fundações e estatais, que se acostumaram a um padrão de vida que, antes, nem sonhavam. Com uma suposta derrota do governo, lá se vai a possibilidade de revezamentos em cargos públicos, mantendo as “boquinhas” e, assim, tendo de voltar à antiga pobreza.


TARIFAS MENORES

Expedito Júnior vai começar a campanha do segundo turno com propostas corajosas. Uma delas, segundo contou uma fonte, será a redução do IPVA. Se eleito, pretende fazer uma contabilidade do índice de passageiros por quilômetro para a redução das passagens dos ônibus intermunicipais, uma das mais caras do Brasil.


PETISTAS DESOBEDIENTES

Sempre foi previsível a que num segundo turno o padre Tom não teria dificuldades de se aproximar do candidato do PMDB, Confúcio Moura. Se antes da definição das candidaturas Padre Tom chegou a confirmar que “preferia dizer missas” a aliar-se a Confúcio, justificando sua rebeldia com a cúpula nacional do PT que o pressionou a se manter unido com o candidato chapa-branca, agora, no segundo turno, era previsível que o cura se transformasse num “confucionista desde pequenininho”.

Mas uma parte dos petistas que atribuem responsabilidade ao padre Tom pela humilhante campanha do PT, que ficou no 4º lugar– sem eleger deputados federais, não deveram seguir a orientação ditada pelo padre. Podem seguir o Expedito Júnior, com a esperança de dar a volta por cima.


TERCEIRÃO

O senador Vital do Rego, do PMDB paraibano, lutou e conseguiu ser presidente das duas CPIs sobre a Petrobras. A notoriedade não lhe valeu muito: ficou em terceiro lugar na disputa do Governo da Paraíba, com 5,2% dos votos.


DUBIEDADE

O PSB em todo o Brasil deve fechar com o Aécio. Em Rondônia o alto comando do partido de Marina ficou fechado com Confúcio no primeiro turno, quando Marina sofreu todo tipo de humilhação da chapa capitaneada por Dilma. Agora, segundo consta, há uma orientação da direção nacional do PSB para que o partido, nos estados onde há embate entre o PMDB e os tucanos, apoie o PSDB de Aécio. Até agora nem o prefeito de Ji-Paraná e seu colega de Porto Velho demonstraram que seguirão essa tendência.


CHORORÔ

O prefeito Mauro Nazif apresentou um verdadeiro espetáculo de chororô ao participar ontem do programa “A Voz do Povo”, do jornalista e advogado Arimar Sá. Foi lá com a ideia de falar sobre obras, mas, como em sua gestão não existe nada de impactante, preferiu o chamado “mar de lágrimas” na tentativa de se desculpar perante o povo por sua gestão totalmente ineficaz.

Culpou, por exemplo, as dezenas de ações na Justiça decorrentes da j* de governo de seu antecessor (mas, claro, não falou de sua resistência realizar auditoria nas contas de Bob Ali-Babá), a queda na receita do município (pela redução do volume de repasses constitucionais) e até na redução da receita fiscal decorrente das usinas.


PERDIDO
O prefeito parece não compreender que o povo não está nem ai para esse ato do teatro do absurdo. A população quer resultados práticos, quer o resgate dos compromissos, como o de que uma das primeiras medidas de sua (??) seria por um ponto final no “monopólio” responsável pelo péssimo e caro transporte coletivo, coisa que até agora não aconteceu. Por absoluta incompetência de gestão e por falta de rumo político, o prefeito de Porto Velho continua, ao que parece, mais perdido que cego em tiroteio.



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