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O governador precisa explicar o negócio da china prestes a ser entregue a um dos coveiros do Beron

10/10/2014 13:25:20
Gessi Taborda
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FILOSOFIA

Do filósofo de verdade: “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro, a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz” (Platão).


QUE CONFÚCIO ESCLAREÇA

Com a propaganda na TV e a abertura dos debates começou, de verdade, o segundo turno eleitoral. Agora com dois candidatos apenas haverá melhor condição de que cada um deles preste esclarecimentos sobre pontos que acabaram ficando obscuros no turno anterior. Estou seguro de que esta “nova” eleição vai aclarar quem realmente busca o poder para servir Rondônia e não para procurar desenvolver projetos e planos destinados apenas a gerar grana, satisfazendo ambições pessoais de quem está no núcleo do poder ou gravita em torno dele.

Estou seguro que agora, nesse turno, será revelado parte do lado escuro do governo Confúcio que praticamente passou despercebido da população no confronto de primeiro turno.

Cabe ao governador explicar o negócio da china que estava pronto para entregar a um dos personagens que enterrou o Beron. Como um governo sério pode promover um negócio de bilhões sem licitação pública transparente, sem apoio das instituições?


NEGÓCIO DA CHINA

É quase impossível encontrar alguém em Rondônia capaz de lembrar o nome dos personagens que no primeiro governo eleito pelo PMDB (Valdir Raupp) rondoniense aqui estiveram (como interventores) para acelerar a liquidação do Beron, um dos patrimônios mais simbólicos de Rondônia. A manobra não só extinguiu o banco rondoniense como deixou uma dívida que cresce igual bola de neve.

Pois o governo Confúcio – que tanto fala em ética e transparência – estava prestes a fechar com um desses personagens que mandou o Beron para as cucuias em 1995 um obscuro “negócio da china”, pelo qual o estado chegou a gastar 200 mil reais (só a título de elaboração de projeto) pagos sem licitação para a empresa Assets – Alicerce Assessoria Empresarial (??), um desses capítulos que ninguém sabe e ninguém viu.

A negociação tinha um claro indício de direcionamento para atender a “empresa” do homem que contribuiu para falir o Beron, colocando em suas mãos um volume de dinheiro astronômico, com a contratação de uma operação de crédito em torno de 1 bilhão e 700 milhões de reais.

Só isso pode justificar que o edital para a contratação de uma empresa para promover a reestruturação da dívida rondoniense só foi publicado no Diário Oficial do Estado (que praticamente ninguém lê) e em nenhum jornal de circulação nacional, como exige a lei.


UMA ARAPUCA ENORME

O negócio do qual falamos na coluna de hoje é, proporcionalmente, tão explosivo como os negócios feitos na Petrobrás para garantir a propina a políticos da base do governo, como estão sendo denunciados agora pelo executor da roubalheira naquela estatal. Mas ninguém praticamente falou nada sobre isso no primeiro turno, nem quando Confúcio jurava de pés juntos sua aversão às negociatas e à corrupção.

Certamente um fato de tamanha relevância e complexidade coloca em cheque o governador que pretende um novo mandato. Como um “gestor público” poderia aceitar fazer um contrato dessa monta adotando a inexigibilidade de licitação para contratar o executor de um volume bilionário das finanças do estado?


NAS MÃOS DE CRISPIM

E a arapuca só não funcionou porque o assunto acabou sendo denunciado ao Tribunal de Contas do Estado pelo presidente da Assembleia Legislativa, José Hermínio (deputado reeleito), em 19 de abril de 2013.

A denúncia foi parar nas mãos do Conselheiro Valdivino Crispim de Souza, reconhecido como um dos mais competentes membros daquele Corte e implacável na denúncia e investigação de jogadas montadas com o objetivo de surrupiar o erário.

Graças ao empenho do conselheiro Crispim essa negociata não prosperou. Certamente os mentores dessa jogada serão responsabilizados. Terão de devolver o volume de dinheiro pago a título de elaboração dos estudos (??) da reestruturação da dívida rondoniense perante a União.


APARELHAMENTO

O povo de Rondônia claramente demonstrou (ao votar nos candidatos de Oposição) que não tolera mais a índole malandra no governo do Estado.

Expedito pode ganhar de forma incontestável o governo rondoniense se firmar um acordo com a população para acabar com esses negócios espúrios comuns em governos que deixam de lado o entendimento do que é coisa pública.

É preciso por um ponto final no aparelhamento do Executivo, nocauteando a demagogia, a roubalheira, a corrupção deslavada e adoção de dois pesos e duas medidas na hora das contratações de obras e serviços.


INTIMIDAÇÃO

A intimidação feita pelo vice na chapa do candidato à reeleição contra servidores comissionados e ocupantes de cargos de confiança de que serão demitidos caso não trabalhem na arregimentação de votos para o governador é um postura intolerável e ao mesmo tempo esclarecedora: Então objetivo é o de trabalhar para um projeto de poder lastreado no pensamento da autoridade absoluta e não para o poder do povo rondoniense?

Ora, o Estado de Rondônia não tem aspiração e nem características para ser o túmulo da democracia republicana. São essas declarações intimidatórias e as negociações nebulosas sobre as quais o governo não dá nenhum esclarecimento que deverão contribuir para alavancar muito mais a candidatura da Oposição.


MENOS EGOISTA

A campanha já começou e certamente só subirá de temperatura (nos programas da TV) a partir da segunda-feira. Programa eleitoral é chato, mas as forças do bem da nossa Rondônia não pode se omitir nesse momento tão importante para o destino de nosso Estado.

Creio que Expedito Júnior vai focar seu discurso nos compromissos de mudança, que não significa uma troca pura e simples de comando, mas da restauração de ética, do respeito ao dinheiro público e de uma política mais republicana e menos egoísta e atrasada.


A CARNE É FORTE

A indústria de carne bovina brasileira vem mantendo o ritmo de crescimento ao longo de 2014 e já registra alta de 10,87% em faturamento com vendas externas e 7,09% em volume exportado entre janeiro e setembro, comparado com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o país exportou 1,164 milhão de toneladas ante 1,08 milhão de toneladas em 2013. As vendas em 2014 alcançaram US$ 5,3 bilhões contra US$ 4,7 bilhões registrados no ano anterior. A carne é um dos principais produtos na balança de exportação do comércio rondoniense. Hong Kong e Rússia continuam sendo os principais importadores da carne bovina brasileira, com crescimentos constantes ao longo do ano.


AUDITORIA
Pelo que andei ouvindo nessa semana não deixaria de dar uma sugestão: seria saudável se acontecesse, ainda nesse ano, uma auditoria profunda na tal Nota Fiscal rondoniense. Tem gente apostando que esse tipo de auditoria poderia identificar aquilo que o cidadão-contribuinte-eleitor não gostaria que acontecesse: fraude nas finanças públicas.



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