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Porto Velho,  sáb,   31/outubro/2020     
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O Brasil fez sua escolha e escolheu a bandalheira

28/10/2014 10:38:47
Gessi Taborda
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VIVA A DEMOCRACIA

O Brasil fez sua escolha. E, lamentavelmente, escolheu a corrupção, a bandalheira, a agressividade, a mentira, o atraso do menor esforço, das falsas promessas, da falta de escrúpulos, do ataque à honra e reputação, da vingança, da ofensa, do estimulo à desagregação, da megalomania, do radicalismo, etc., etc. Mas assim é a democracia. E espero que a oposição saiba se fazer presente, visando sempre ao melhor para o Brasil e que a liberdade não seja ameaçada.


A MUDANÇA NÃO VIRÁ

Infelizmente não foi dessa vez que o manifesto desejo de mudanças que levou brasileiros em todo país às ruas será atendido. Paradoxalmente, o próprio povo decidiu, numa margem apertada dos votos apurados no último domingo, que tudo deve continuar como dantes. Na política é assim mesmo: se ganha e se perde. E aqueles que não ganharam naturalmente procuram uma justificativa plausível para a desdita.

Nesse momento certamente tem muita gente Brasil afora culpando parte do povo pelo malogro da campanha da mudança personificada por Aécio Neves.

O mesmo certamente ocorre no meio da população rondoniense em referência ao resultado eleitoral que deu mais quatro anos ao governador Confúcio Moura.


ESFRIAR A CABEÇA

Mas é preciso analisar com cabeça fria, que o povo sofreu a maior manipulação já vista numa eleição no nosso estado de Rondônia. Foi um festival de mentiras, jogo sujo; grana, muita grana, na compra de partidos e de votos, e a máquina pública trabalhando a todo o vapor. A imprensa domesticada fez o complô do silêncio para beneficiar a candidatura oficial, escondendo muitas outras situações absurdas que, salvo melhor juízo, configurariam abuso de poder político e econômico, que pesaram a favor da candidatura do PMDB. Alguns desses episódios se converteram em processos que tramitam na Justiça Eleitoral. A Justiça pode, diante de todos os fatos contidos nesses processos, decidir contra a diplomação do candidato eleito ou (tudo é possível) ou contra sua posse.


INSATISFAÇÃO

A vitória do governador Confúcio não apagou os reflexos da rejeição altíssima de seu governo, registrada antes do processo eleitoral. A insatisfação do eleitorado de qualquer forma ficou expressa no fato de que a soma de abstenções, votos brancos e nulos e os votos dados a Expedito superaram os votos do governador reeleito.


PRIMEIROS ENTRAVES

Os processos em tramitação na Justiça Eleitoral tratam, entre outros assuntos da denúncia de abuso de poder político consistente na distribuição de ingressos, pelo Governo do Estado, para a inauguração do Teatro Estadual Palácio das Artes durante a campanha eleitoral e a distribuição de comida aos presentes durante a convenção que escolheu Confúcio Moura candidato a governador.

Na Justiça Eleitoral, como afirmam operadores do Direito, é notório que prevaleçam os fatos. Então com Confúcio deveria acontecer a mesma punição dada a Edvilson Negreiros, que teve o mandado cassado como vereador de Porto Velho. Há perfeitamente similaridade entre os dois casos.


CRIMES ELEITORAIS

Porém a gente sabe que essas coisas não são simples, e acima de tudo muito demoradas até a última instância. Tem o TRE, recurso no próprio TRE, depois TSE, com recurso, finalmente STF. Isso pode demorar anos. Mas é fato que Confúcio supostamente cometeu uma série de crimes eleitorais comprovados, que a legislação prevê cassação.



AS ALTAS VIRÃO

As urnas determinaram que continuasse tudo na mesma. Incluindo as moscas. Dilma venceu. Agora vão vencer o aumento da luz, da gasolina, da inflação, noves fora o resto... Os 53% dos brasileiros (votos válidos) que elegeram Dilma demonstraram que gostam de mentira, falcatruas, roubalheiras. Portanto, realmente terão o governo que merecem.



CORRUPTOS

Os corruptos de Rondônia e do Brasil não são miragens. São personagens reais que certamente estão prontos a dominar novos nichos do poder público, de onde seja possível subtrair ainda mais recursos para o enriquecimento ilícito. Assim como o doleiro Youssef em nível de Brasil nominou um bando de ladrões do dinheiro público que existem de fato, também o ex-secretário adjunto da Saúde do atual governo fez o mesmo.

Se não houver uma faxina de fato, com a verdadeira punição dos sanguessugas do dinheiro público (aqui no estado e também na república) vamos assistir a continuidade do desmantelamento total da nossa terra.



LUTAR POR NOSSA TERRA

Mas não adianta apenas lamentar o resultado das urnas. Cabe-nos juntar os cacos e continuar na luta por um Brasil e uma Rondônia melhor. Não podemos desesperar nem desistir dessa luta para melhorar a terra que nos acolheu, mesmo que ainda tenhamos os corruptos no comando. Cabe-nos, portanto, mais do que nunca lutar, fiscalizar e jamais desistir de lutar pelo bem do Brasil. O mínimo que esperamos é que a oposição desta vez acompanhe e fiscalize o governo mais corrupto que o Brasil já teve. E que em Rondônia acabe de vez aquele ímpeto político de ficar do lado que a vaca deita.



A RAPOSA

Ouvi ontem desabafo de um tucano emplumado aqui de Porto Velho: “Expedito Júnior livrou-se de um grande abacaxi. Confúcio vai ter de engolir a sua própria herança maldita. Rondônia, à beira do abismo, acaba de dar um passo à frente”. Não sei por que o tal comentário me fez lembrar a fábula imortal de “A raposa e as uvas”.



MANÉ

Quem assistiu todos os debates da campanha acaba aceitando a ideia de que Expedito perdeu para o império da prepotência, da arrogância, da intolerância, da incompetência, da desonestidade, da imoralidade, da corrupção, da mentira, da desfaçatez, do desprezo pelas leis. Não soube responder à altura e acabou ganhando um novo apelido, o de “menino falastrão”.
Expedito não entendeu que grande parte da população é o espelho deste desgoverno. Tem as mesmas características imorais. Não foi a toa que aquele deputado enroscado no escândalo das ambulâncias estava lá, prestigiando o candidato que venceu.



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