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Porto Velho,  sex,   13/dezembro/2019     
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Nazif vai concluindo os dois anos de sua gestão conseguindo a proeza de ser um gestor público sem horizontes

05/11/2014 16:10:58
Gessi Taborda
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CÂMARA LENTA

E no final dessa opereta bufa a Câmara Municipal acabou descendo mais um degrau ao simplesmente engavetar o relatório feito com o objetivo de conseguir o impeachment do prefeito Mauro Nazif. Essa Câmara Municipal de Porto Velho nunca cassou um prefeito e não seria agora que as coisas iriam mudar. Mais uma vez a coluna acertou em suas análises.
Não é novidade para ninguém que em 2012 a população de Porto Velho elegeu – mais uma vez – uma maioria de vereadores despreparados e sem nenhuma vocação para representar os verdadeiros interesses da população.

INTERESSES PAROQUIAIS

Nessa legislatura esses vereadores interessados apenas em defender interesses paroquiais conseguiram a proeza de serem levados para a cadeia exatamente por não resistir ao cio político da corrupção. E os que não caíram na esparrela nada fizeram para purificar o ambiente da Câmara, aplicando as penas aos seus pares que conspurcaram os mandatos e feriram o código de ética. Tudo ficou como dantes e os nomes envolvidos com as denúncias de corrupção não perderam nada. Falou mais alto o corporativismo daquela Casa.

SEM HORIZONTES

A arapuca montada pela edilidade para afastar o prefeito certamente objetivava reduzir a descrença popular nos atuais vereadores. Mas o resultado final serviu para realçar mais ainda o perfil macunaímico daquela Casa que, por essas trapalhadas vai zerando o pouco de credibilidade que poderia ter junto à opinião pública.
Não é que Mauro Nazif tenha escapado da armadilha por ter se transformado num alcaide de qualidade mediana. O prefeito eleito em 2012 sofre hoje da mesma falta de respeito popular que seus algozes, os vereadores.

FARINHA DO MESMO SACO
Nazif vai concluindo os dois anos de sua gestão conseguindo a proeza de ser um gestor público sem horizontes, consolidando a imagem de perfeita incapacidade de gerir a capital do estado, dotando-a dos requisitos mínimos de uma capital de estado.
Aliás, como reconhecem os analistas da pobre política local, foi esse aspecto de deserto de personalidade que parece ter tomado conta do prefeito que motivou o cio político dos vereadores a ponto deles imaginar o impeachment do prefeito como uma tábua de salvação para quem já está preocupado com a sentença das urnas de 2016.

NO LIMBO

Ninguém consegue compreender quais motivos levaram o serelepe Mauro dos tempos dos legislativos a viver meio recluso num limbo tenebroso, como se não fizesse mais diferença para seu projeto político, como um prefeito que ninguém obedece e ninguém escuta.
Em todos os lugares da cidade é impossível não ouvir quando se fala de Nazif, pelo menos umas cinco vezes, alguém dizendo que “Porto Velho é uma cidade sem prefeito”.

CENÁRIO TENEBROSO

O cenário é tenebroso e nem por isso a população chegou a apoiar o jogo dos vereadores tentando um impeachment do prefeito até porque, como disse um repórter político, isso só tornaria o pior aquilo que está muito ruim.
Dos vereadores a população espera que cumpram seu papel de fiscais respaldados pela sociedade. E que o prefeito continue no limbo agindo desmioladamente, como quem está acreditando que suas ações não precisam estar conectadas com as exigências da lei, quando se trata de lidar com o dinheiro público.

NA JUSTIÇA

Conheci de perto o dr. Mauro. Fui testemunha dos seus esforços para chegar ao Executivo. Fez acordos mais parecidos como “entregar a alma” para chegar onde está. Sinceramente ficou de triste de vê-lo hoje no cargo executivo só dando tropeções e barrigadas.
E a meu ver seu maior adversário é seu despreparo. Como alguém tenta tantas vezes ser Executivo e quando chega lá fazem tudo para não ver nem mesmo o óbvio. Ora, Mauro corre o mesmo risco de seus antecessores que até hoje estão assombrados por abacaxis na Justiça, correndo sério risco de ver o sol nascer quadrado.

VIRADA? QUANDO?

Mauro deve estar convencido da impossibilidade da Câmara Municipal se opor ao seu jeito de (vá lá!) governar. Com o engavetamento na Câmara Municipal das denúncias contra ele, poderá até anunciar a partir de agora que vai ser um bom prefeito, “dando a volta por cima”.
Pode até ser um ponto do marketing (embora o prefeito seja pessimamente assessorado na área de comunicação) mas difícil de acreditar. Seria a mesma coisa que acreditar que um paralítico poderia vencer Usain Bolt nas olimpíadas do Rio.
Até agora o dr. Mauro demonstrou que não possuí o mínimo que se espera de um prefeito.

CABEÇA DE ELEITOR

Déficit de R$ 15,7 bilhões em setembro. E em outubro a maioria ainda pediu bis para essa gestão incompetente.

PLANOS DE SAÚDE

Uma das mais vergonhosas relações existentes de prestação de serviço em nosso país, os planos de saúde, que usurpam frequentemente seus clientes, em três anos viu crescer as reclamações em cinco vezes. E a tendência é só aumentar, se não for realmente feita uma reforma na legislação. Mas, como todo empreendimento milionário neste país, a bancada da saúde está sempre a postos para deixar as coisas como são e os planos de saúde, cada vez mais ricos.


ESPERANÇA

José Hermínio, presidente da Assembleia, contou que não tem maiores esperanças em relação ao próximo governo. Pelo que se anda falando por ai, comentou o deputado do PSD, “corremos o sério risco de assistir a reedição de um governo pautado pela mediocridade, pela corrupção leniente e pelo aparelhamento da máquina estatal”, assinalou.

É MELHOR SE CUIDAR

Concluído o processo eleitoral, o grande desafio é como voltar a crescer. A inflação resistente, convivendo com o crescimento baixo, impõem limitadas ações ao governo. Surpreendeu a todos que exatos três dias após a eleição presidencial o Banco Central elevou a Selic, reconhecendo a gravidade da situação econômica. É esperada, além do aperto na política monetária, também uma contração fiscal, com a redução do gasto público, um dos vilões da resistente inflação. Essas ações atuam alinhadamente para a retração da atividade econômica, inibindo o crescimento, com menor geração de emprego e renda e da lucratividade das empresas.

QUESTÃO ESTRUTURAL

Há, portanto, um ciclo, do qual fazem parte ainda a questão cambial, com a desvalorização do real e a deterioração da balança comercial e do balanço de pagamentos, gerando um cenário preocupante, resumido na possível perda do chamado grau de investimento. A quebra desse ciclo passa pelo enfrentamento de uma questão estrutural nunca bem resolvida pelos governos que se sucedem que é a baixa taxa de investimento da economia brasileira. Uma das razões disso se explica pela reduzida poupança interna que deveria se somar aos recursos de investidores estrangeiros para alavancar o crescimento econômico. Socorro!!!



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