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Batista mostra que escândalo não será esquecido pelas autoridades responsáveis pelo combate à corrupção

08/11/2014 11:13
Gessi Taborda
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DELAÇÃO PREMIADA

A eleição acabou com o governador conseguindo mais um mandato. Nem por isso pode-se imaginar que a delação premiada feita por José Batista da Silva, ex-secretário adjunto da Saúde rondoniense preso em 2011, na Operação Termópilas, revelando que o governador Confúcio Moura foi “o cabeça” do esquema de propinas, que funcionou neste governo que está terminando, para pagamento de despesas de campanhas com recursos públicos, não deve ser esquecido pelas autoridades responsáveis pelo combate à corrupção. Foi o que revelou fonte bem informada à coluna.

Segundo a mesma fonte “há uma disposição dos integrantes do Judiciário” em fazer com que os envolvidos naquele escândalo, estando ou não no governo, enfrentem o implacável rigor da Lei.


DIFÍCIL DE ACREDITAR

Mesmo sendo uma revelação alvissareira essa da fonte, é difícil de acreditar que os grandes acusados na delação premiada do Batista sejam pelo menos ouvidos nas instituições do Judiciário ou da Polícia Federal. Até agora os políticos acusados de botar a mão em dinheiro grosso do erário, com raríssimas exceções, estão por ai influenciando nas questões políticas do estado; elegendo seus parentes prepostos, e vivendo como nababos mesmo com o patrimônio bloqueado (qua!qua!qua!qua!) pela Justiça.

Rondônia precisa adotar de fato a tolerância zero contra quem faz o uso que bem entende dos recursos públicos, roubando descaradamente através de esquemas de corrupção, como esse denunciado pelo Batista.

Restabelecer a moralidade no trato com a coisa pública nesse estado só será possível se denúncias substanciais – como essa feita pelo Batista – tiver consequências.


FALTA FIRMEZA

Ainda bem que o deputado reeleito José Hermínio não passa batido. Fez muito bem em puxar as orelhas do senador Valdir Raupp por sua intromissão nas competências do Legislativo Estadual, com referência à reeleição da mesa diretora da Casa, prevista no Regimento.

Raupp parece ter esquecido que seu cargo é de Senador e é lá que deveria falar grosso sobre questões como transposição dos servidores; infraestrutura viária e outras obrigações do governo federal descumpridas com o estado de Rondônia.


BLÁBLÁBLÁ

Até parece que o Senador já se esforçou ao máximo para questões como o desabastecimento de água tratada em boa parte do estado; a falta de infraestrutura viária, a falta da rede de esgotos e até mesmo a prosaica implementação do Aeroporto Internacional Jorge Teixeira, que só é “internacional” no nome, e isso desde quando Raupp foi governador rondoniense. Raupp me faz lembrar a história bíblica do túmulo: por fora a beleza fria do mármore e por dentro só ossos e podridão. Fala em verbas e mais verbas, mas se você espremer não vai encontrar praticamente nada. Ou leitor conhece alguma grande obra no estado de Rondônia que foi conquista pelo barbudo de Rolim?


ORGULHO

Não pode haver pai mais orgulhoso. Aldrin Willy Mesquita Taborda, filho do colunista, recebeu em Brasília – das mãos do ex Ministro da Previdência, professor Nelson Machado - prêmio Chico Ribeiro, dentro do IV Congresso Internacional de Informação de Custos e Qualidade do Gasto no Setor Público. O premio é o reconhecimento à importância da implantação no Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, de aplicação de técnicas desenvolvidas (em conjunto comm Clodoaldo Pinheiro Filho) de mensuração de ativos no TCE e que estão sendo adotadas em órgãos outros públicos.


CASSAÇÃO

Será uma questão de DNA? É difícil saber. Mais um jovem introduzido na política com o objetivo de seguir a carreira interrompida do pai deve sofrer a frustração de descobrir que o abismo da cassação deverá engolir sua vitória eleitoral. Dessa vez a Procuradoria Regional Eleitoral ajuizou ação para cassar o registro de candidatura ou do diploma Leo Moraes, eleito deputado estadual no pleito recente.


SUPLENTE DE SORTE

Leo é filho de Paulo Moraes, ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-secretário da Segurança Pública. Leo foi eleito vereador num visível esquema de grande campanha com base raízes da Segurança Pública. Agora, na reedição do esquema que lhe deu a vitória para Assembleia, o jovem está sendo acusado de abuso econômico e captação ilícita de recursos. Além dele, o presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil, Antonio Garção Sobral Neto, também vai responder à ação.

Diante dos indícios conhecidos a vitória de Leo não vale nem uma pataca furada. Quem deve estar soltando fogos é seu suplente.


PRÁTICA

“Reajuste de combustível não se anuncia; pratica-se”. Dadas as circunstâncias, podemos parafrasear a (sem) Graça Foster, dizendo: “De falcatrua não se desiste; pratica-se”. Ou se preferir: Corrupção não se denuncia, acoberta-se.


TRATAMENTO

Já que o governador reeleito de Rondônia é médico, bem que poderia anunciar antes de começar o segundo mandato como pretende tirar nossa economia da UTI, sem perspectivas de produtividade e crescimento. A juventude que sai das faculdades e das escolas de ensino médio com o canudo nesse ano bem que gostariam de saber onde vai arrumar o tal primeiro emprego.


E VOCE ACREDITA?

Presidente do STF rebate Gilmar Mendes: ministros são independentes de quem os indicou. Ah tá! Papai Noel existe, cegonha traz o bebezinho aos pais no hospital, coelhinho elabora o ovo de Páscoa. Fala sério! É por estas que a credibilidade do STF está próxima de zero.


BLINDAGEM

Como é que Dilma quer combater a corrupção se todos os políticos envolvidos são blindados pelo governo?



PRAÇA MILIONÁRIA

A gestão anterior do prefeito petista, que acabou conhecido como Roberto Ali-Babá, chegou a gastar quase 20 milhões numa “reforma” da praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Ninguém sabe realmente quanto se gastou ali, pois a tal “reforma” não passou de uma maquiagem mal feita pela gestão petralha.
Agora é o prefeito Mauro que promete “reativar” a praça. Ora, não se sabe ainda como é o tal projeto. Mas o anúncio da decisão deve ligar o sinal de atenção das instituições de controle para evitar novas derramas de dinheiro público sem nenhum critério.



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