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Porto Velho,  sáb,   4/julho/2020     
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Sujeito de sorte e político hábil, Amir Lando é muito coisa, menos homem do tempo pra prever a próxima cheia catastrófica do Madeira

19/11/2014 10:47:13
Gessi Taborda
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HOMEM DO TEMPO

Amir Lando é um homem de muita sorte. Veio pobre para Rondônia e ficou rico, muito rico mesmo. E não foi só com política não. Amir é considerado um bom advogado e por isso defende causas importantes, desde os tempos do Incra. Politicamente Lando vem tropeçando há muito tempo e mesmo assim acaba sempre pegando a rebarba deixada pelos cassados, garantindo sua presença no parlamento brasileiro.

E nem por ter toda essa sorte Amir pode ser levado a sério quando resolve agir como o “Homem do Tempo”, anunciando nova cheia do Rio Madeira. E não se trata, pelo visto, das cheias normais desse portentoso afluente do Amazonas. O (ainda) deputado Lando deve estar prevendo outro dilúvio, no tamanho do que inundou áreas bem distantes do leito do rio e desabrigou milhares de famílias, especialmente no município.

Até as pessoas leigas podem fazer previsões. O leitor pode sair por aí dizendo que a terra vai ser destruída por um cometa ou um meteoro. Isso é o óbvio e ululante. Anunciar novas cheias no Madeira é coisa fácil. Afinal, o rio tem seu ciclo próprio de cheia e vazante. Agora uma cheia como a mais recente, que ficou na história rondoniense, não é coisa para ser prevista por um leigo, mesmo sendo ele deputado.


BOTANDO FÉ

A prática de atos de corrupção nas instituições governamentais de nosso estado não é coisa rara. E nem por isso – salvo melhor juízo – o tema da corrupção no estado não foi tão candente como se esperou. Poderia ter sido mais profundo. Mesmo assim, o tema impediu que nos sucessivos debates houvesse um aprofundamento das propostas dos candidatos.

Um dos escândalos de maior calibre registrado nesse primeiro mandato de Confúcio foi aquele que teve como pivô José Batista (ex-secretário adjunto de saúde) e Rômulo Lopes (afilhado e ex-assessor do governador). Os dois acabaram fazendo a chamada delação premiada e deram informações substanciais sobre o suposto envolvimento do próprio governador na prática de cobranças de propinas e outros crimes que passaram a ser rotina nas cercanias do Poder.


O MP COM A PALAVRA

Até agora as autoridades responsáveis pela investigação desses fatos e pela ação processual para punir os envolvidos não deram qualquer informação sobre o andamento dessas iniciativas. Essa demora tem levado pessoas a desconfiar de que no final tudo terminará numa imensa pizza.

Pelo menos esse colunista prefere botar fé no Ministério Público e nos membros responsáveis pela apuração e punição dos implicados nesse esbulho.

Certamente o estado não iria abrir mão de uma punição mais severa contra Batista e Rômula em decorrência da delação premiada se não houvesse um interesse real das autoridades da Justiça em tocar para frente os processos e os procedimentos que terminarão na responsabilização daqueles que promoveram essas práticas cavernosas na gestão do estado em seu próprio benefício. Que o Ministério Público se pronuncie sobre o andamento desses procedimentos após a realização a denunciação premiada de Batista e Rômulo.


INSÔNIA

Políticos do PMDB vinham garantindo a jornalistas, que o lobista Fernando Baiano, operador do partido no Petrolão, estaria fora do Brasil. Saiu até publicado que ele estaria na Espanha, e que não voltaria ao Brasil. Pois para surpresa de muitos e perplexidade e desespero da turma do PMDB, Baiano estava no Brasil e resolveu se entregar. Hoje muitos políticos do PMDB vão passar a noite com insônia.


GRANDE PRÊMIO

A Mega-Sena acumulada sorteia, nesta quarta, R$ 80 milhões. É o sonho de alguns milhões de brasileiros. E é menos de um terço do que um gerente, funcionário de médio escalão da Petrobras, Pedro Barusco, se comprometeu a devolver, nos termos de sua delação premiada. A devolução de Barusco é de R$ 252 milhões. Se um gerente junta essa quantia, quanto terá cabido ao primeiro escalão?


PERGUNTA INSISTENTE

Essa coluna divulgou na semana passada tópicos sobre a questão do desmatamento da floresta. E agora saiu a confirmação de que Rondônia lidera – mais uma vez – a destruição da floresta. Afinal, o que o IBAMA e Sedam estão fazendo para por um ponto final nessa tragédia? E quando vamos ver estampados nas páginas de polícia dos jornais a cara desses sujeitos que não tem qualquer condescendência com o clima e com a preservação dos biomas amazônicos?


EMPREITEIRAS

Infelizmente não dá para acreditar que haverá investigações profundas dos negócios das gestões de Roberto Sobrinho e dos pagamentos feitos até agora pela atual gestão de Nazif a empreiteiras envolvidas em obras eivadas de problemas, como os “elefantes brancos” apelidados de “viadutos”. Aliás, uma investigação que parou foi a da rua Vieira Cahulla, onde o antecessor de Nazif enterrou uma baba preta e, até hoje, o trabalho não foi feito como previsto. Por aqui, como se sabe, também atuou o tal “operador” do esquema de laranjas de gente do PT.


HUMORISMO

Mais dois dias no estrangeiro e a presidente jogaria a roubalheira da Petrobrás no colo de FHC. Fora lembrar-nos personagem do saudoso Chico Anysio que repetia: "Sou, mas quem não é?".


ASSUNTO COTIDIANO

Uma fonte com livre trânsito no segmento do transporte urbano afirmou que a tarifa do ônibus vai ser o assunto frequente entre os permissionários do transporte e a prefeitura a partir do mês de dezembro. E o assunto não vai se limitar à tarifa técnica.

De acordo com essa fonte a tendência da prefeitura é problema do aumento da tarifa para o próximo ano. Mas, continuou a fonte, haverá uma pressão para que o reajuste seja anunciado antes do natal. A prefeitura tem diversos instrumentos, políticos e legais, para desfazer o atual contrato com as empresas de ônibus. Mas ainda não há vontade política para isso. Afinal, 2016 não está tão longe assim e, como consta, esse segmento empresarial sempre foi grande doador para as campanhas.


IMPUNE

Ainda tem muita gente em Rondônia precisando responder por rombos praticados na administração pública. Ninguém deveria ficar impune. O fim da impunidade é o que poderá mudar os métodos utilizados pelos gestores públicos rondonienses. Até Augusto Placa, que foi deputado, líder de governo, está encalacrado agora com uma denúncia de práticas nada ortodoxas na Prefeitura de Pimenta Bueno.

Enquanto nomes do haute-monde rondoniense não estiver na cadeia, mesmo que estejam condenados por muitos anos, ninguém terá muito receio de meter a mão no dinheiro público.


ESCOLAS

As escolas rondonienses estão pagando caro pela falta de segurança do patrimônio público. Enquanto não houver escola pública de qualidade não alcançaremos a almejada justiça social.


ESTRADA RUIM
Moradores de Guajará-Mirim, cidade da fronteira com a Bolívia, não entendem tanto desprezo com a estrada que liga a BR364 à cidade. A estrada praticamente foi destruída com a grande cheia do Madeira. E agora, dizem, parece que a obra de recuperação será feita centímetro a centímetro, num trabalho arcaico diante de toda a facilidade que se tem hoje com a tecnologia das construções rodoviárias.



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