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Porto Velho,  sex,   25/setembro/2020     
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Bastou a PF deflagrar a Operação Plateias para que personagens antes sorridentes passassem a perder as unhas

21/11/2014 11:50:06
Gessi Taborda
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VELÓRIO

Aliás, apesar do clima de velório nas cercanias do governo sempre tem a turma da gozação que não perde a piada. Dizem que bons advogados de defesa estão sendo mais disputados que Papai Noel. É tanto figurão precisando de um bom advogado, que já tem escritório de peso recusando cliente. E dizem que alguns políticos precavidos já contrataram advogados porque sabem o que vem por aí. Daqui a pouco vai faltar advogado criminalista, vão ter criar uma versão tupiniquim com o nome de “Mais Advogados”.


ROENDO AS UNHAS

Bastou o inicio da “Operação Plateias”, atuando em mais uma frente de combate à corrupção no estado de Rondônia, para personagens que estavam sorrindo a bandeiras despregadas com o desfecho eleitoral no estado, começassem a perder as unhas.

Para os padrões de Rondônia, a PF federal volta a agir em cima de um rombo (até agora avaliado em 57 milhões de reais) que pode ser estratosférico, supostamente praticado com as bênçãos do próprio governador Confúcio Moura (desde 2012), para entre outras coisas, financiar a campanha eleitoral. Por uma dessas contradições da política, Confúcio conseguiu uma reeleição fácil no segundo turno. Tudo indica que o homem do PMDB começará (se começar) o novo governo sem a menor garantia de que cumprirá todo o mandato.


ESTELIONATO

A vitória de Confúcio, diante dessas revelações (muitas das quais utilizadas como munição nas manifestações oposicionistas de José Hermínio, o presidente da Assembleia) deixa claro que ele se beneficiou da falta de uma Oposição rondoniense consolidada e aguerrida. Seu opositor, o ex-senador Expedito Júnior não soube explorar o estelionato eleitoral que permitiu Confúcio superar sua rejeição popular, tornando-se o vitorioso.


FALHOU

A coluna registrou durante muito tempo que também em Rondônia o povo queria mudanças e esse sentimento deveria aflorar nas urnas. Todavia, a campanha chapa branca usou a força da máquina como não se via por aqui a muito tempo.

E, sejamos realistas: o candidato à reeleição não teve um opositor devidamente preparado para moer as mentiras do marketing oficial e nem para desmascarar o governo em relação à ética, aos tipos de fraude praticados nas contrações e obras e serviços. Supostamente Confúcio fez um enorme caixa de campanha para si e uns poucos ungidos.


MUDANÇAS

Mas o sentimento popular não mudou diante do resultado eleitoral: a população quer as coisas mudem de fato. E não é só aquela parte que votou pela alternância.

Aliás, “mudança” foi uma palavra de ordem usada pelo próprio Confúcio para os próximos quatro anos. Com ele mantido praticamente o dia todo de ontem na superintendência da Polícia Federal, pergunta-se: Que tipo de mudanças, de transformações esse governador pode fazer? Se essa Operação Plateias tivesse acontecido no final do primeiro turno Confúcio teria sido reeleito? Tenho cá minhas dúvidas...


DECEPÇÃO

Não escondo ter admirado Confúcio em seu papel parlamentar. A ponto de ter imaginado que ele poderia mesmo contribuir para mudar Rondônia, levando o estado a novos patamares de progresso, de melhores índices no IDH de sua população.

Minha decepção com esse político de Ariquemes não demorou nada. Graças a ele o jornal Imprensa Popular teve de encerrar suas atividades pelo arrocho sofrido na publicidade oficial. Ou seguia pautas do interesse do governo e abdicasse de seu papel crítico e analista; ou seria cortado do bolo publicitário. E foi assim que o jornal encerrou suas edições impressas.

A decepção com Confúcio só aumentou. A coluna mostrou muitas vezes que Confúcio só era filósofo no nome.


SEM CONEXÃO

Na realidade o governador não foi minimamente conectado com os anseios do povo em todo o primeiro mandato.

E não será no segundo (agora cheio de incertezas) mandato. Isso está claro com a demonstração seu envolvimento com a quadrilha que se formou em seu governo, de acordo com as primeiras revelações dessa operação policial.

Antes, muito antes, tinha me decepcionado com Nobel Moura (irmão de Confúcio) que terminou sua carreira política como foragido por se implicar no homicídio de um radialista de Machadinho. Imaginava que Confúcio fosse totalmente diferente. Estava enganado, possivelmente por seu sorriso angelical. Estou convencido de que Confúcio é um perigo para aquela parte da sociedade esperançosa numa Rondônia respeitada pelo resto do país.


PURA RETÓRICA

Não há mais como se enganar. Confúcio é pura retórica (um lado facilmente detectável em suas postagens de blogueiro) sem nada de boa prática efetiva de governo. Pelo cenário da primeira gestão não podemos acreditar na sua conversa de uma educação melhor, de uma saúde mais eficiente, de mais qualidade de vida e de segurança.

Depois dessa Operação Plateias o governador Confúcio não conseguirá nem mesmo ser um bom exemplo de gestor público no segundo mandato.


SUBTERFÚGIOS DA COSA NOSTRA

Estamos falando afinal de um chefe de estado que usava de subterfúgios mafiosos para arrancar dinheiro por meio de extorsões, de rombos e demais práticas lesivas ao erário rondoniense. Estamos falando de um governo com indícios de inchaço da máquina pública para atender acordos de cunho político-eleitoral.

E mesmo diante de todas as denúncias de alguns ângulos dessa operação da Polícia Federal que arrancou Confúcio cedo de sua casa, conduzindo-o coercitivamente à Superintendência daquela instituição, ele (governador) nunca deu o trato adequado, punindo duramente os denunciados pela corrupção e por desvios em várias frentes do governo.


QUEM NOS SOCORRERÁ?

E ai estamos nós refém de um governo chafurdado no pântano da fétida corrupção, envolvendo até gente de sua cozinha eleito para um novo mandato.

Quem poderá acreditar que no próximo ano Confúcio terá atitudes diferentes, republicanas, legalistas e éticas?

Para o colunista tudo seguirá como está. Nas urnas o povo marcou sua posição, mas a mudança de verdade vendida na campanha do governador não passou de estelionato eleitoral.

Agora é manter esperanças na ação do próprio Judiciário. Lá Confúcio terá de responder pelas acusações de abuso do poder político e econômico.


OPORTUNIDADE

Essa Operação Plateias (que não se perca pelo nome) poderá contribuir para melhorar a imagem do Judiciário perante a população. Isso se bandidos os bandidos forem punidos, incluindo o governador se restar provada sua participação no esquema.

A percepção popular é que nossa Justiça é absolutamente vesga. Se do “chefe da quadrilha” não se prova que foi parte do butim, ele não é culpado, mesmo que comprovadamente seja o chefe de fato. E assim basta um pouco de esperteza para ficar fora da cadeia. Ou não é isso que está acontecendo com gente condenada, como é o caso do Carlão de Oliveira, após meter a mão na grana da Assembléia?


CADÊ O BARBUDO?
Engraçado, o mesmo Raupp que corre para dar pitaco na eleição da mesa diretora da Assembleia fica caladinho quando a lama da corrupção atinge o governador Confúcio, que é de seu partido. Ele teria obrigação de falar sobre o assunto.



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