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Porto Velho,  qua,   30/setembro/2020     
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No apagar das luzes de 2014, Nazif faz sua trapalhada final: meio milhão de reais para a 'virada'

28/12/2014 22:08:48
Gessi Taborda
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GRANDE TRAPALHADA

A decisão de passar o natal no sítio (com os primos Juarez e Mariza) me permitiu um repouso afastado das atividades do colunista e me proporcionou um olhar mais descansado para abordar as opiniões dos fatos desse final de ano. E o que mais me chamou a atenção foi a celeuma gerada pela decisão do prefeito de liberar quase meio milhão de reais (R$ 489 mil, em valores precisos) arrancados dos contribuintes em favor de uma desconhecida Associação Beneficente Resgatando Vidas (ABR), escolhida para realizar tal “Show da Virada de Porto Velho 2015”.
E assim, o péssimo prefeito portovelhense Mauro Nazif termina 2014 com uma nova trapalhada, que só encontra justificativa em sua vã crença de que assim conseguiria desviar a atenção de grande parte da população para as evidências gritantes do fracasso de sua gestão que – como se sabe – ainda vai durar todo o próximo ano.

SEM IMPACTO

Sem uma assessoria de qualidade (especialmente no segmento da comunicação) o prefeito Mauro Nazif vai sendo enganado e levado a promover projetos com pouquíssimo impacto na recuperação de sua imagem desgastada ao longo dos três primeiros anos de sua “governança”.
Esse projeto da “virada” do ano, torrando quase meio milhão de reais através de uma entidade sem nenhum lastro, a não serem as evidências de sua ligação política com uma deputada do balacobaco, só poderia causar impacto negativo, a ponto de esse assunto estar no crivo do conselheiro Wilber Coimbra do Tribunal de Contas do Estado.

SOÇOBROU

Nesse final de ano nem a contaminação do espírito natalino da população conseguiu livrar o prefeito da ira popular. Dessa vez as evidências de que as incompetências da gestão municipal deverão continuar por mais um ano soçobrou a paciência popular. Primeiro – pela chamada “ideia de asno” – com a “decoração” na base de pneus velhos espalhados por todas as vias públicas e, depois, com essa decisão de jogar pelo ralo meio milhão de reais para bancar uma festa com a pornográfica Banda Calypso, numa área pública desgastada e sem praticamente nenhum atrativo.

DESCULPAS

Bem que o prefeito procurou ocupar espaços na mídia da capital rondoniense para “justificar” suas trapalhadas. Chegou a contar numa dessas entrevistas que a cidade não gastou nada com a decoração pneumática. Não adiante fazer besteiras e depois ir à mídia se explicar. Não há pedido de desculpas que cale a angústia das famílias de Porto Velho diante de tanta evidência de abandono da cidade; diante da falta de projetos verdadeiramente capazes de resgatar a qualidade de vida urbana e melhorar o astral de seu povo.

GRAVE

Mais grave do que o desperdício do dinheiro público com uma promoção que em nada acrescenta valores culturais e ao lazer sadio do povo, é perceber como as arapucas e malandragens montadas por gatunos amadores conseguem, facilmente, arrancar pequenas fortunas do erário municipal.
Esse episódio comprova como se desinveste em pessoas, através de programas de qualificação de nossa juventude, ou programas para a redução da pobreza. Joga-se meio milhão de reais fora enquanto ainda se mantém desabrigados da cheia histórica vivendo em condições sub-humanas nas barracas da “defesa civil”.

INFAME

Ainda bem que o Tribunal de Contas do Estado (e também o MP) vem demonstrando nos últimos anos a corajosa decisão de enfrentar os corruptos sem trégua.
A decisão do prefeito com esse gasto estapafúrdio de quase meio milhão de reais é infame. Deveria também servir de motivação para os vereadores de Porto Velho mudar a postura do amém para a de fiscais do povo. Enquanto joga-se fora essa montanha de dinheiro, as praças da cidade são mais parecidas com pocilgas e não servem ao seu propósito de estimular o sadio convívio comunitário. Não têm bancos, nem jardins, nem banheiros públicos e muito menos segurança. Não são praças do povo e sim dominadas pelo imenso número de camelôs, do comércio da pirataria, etc, etc.

PAVÃO

Enquanto o governo municipal procura meios de pavonear-se, o tesouro público é estuprado de forma vil por entidades criadas nas coxas exatamente com o objetivo de alimentar o parasitismo patrocinado pelos próprios políticos.
O povo que paga impostos está farto da incompetência da Mauro Nazif e vai preparando-se para justiçá-lo no juízo final das próximas eleições. Mas até lá é preciso que os órgãos do controle externo tomem as providências necessárias para, ao contrário de apenas punir a desfaçatez com o dinheiro público, obrigar os gestores a devolver os valores jogados no ralo da corrupção e da malandragem.

EXAUSTÃO MORAL

Estava completamente decidido a não comparecer à cerimônia de posse do governo no dia 1º de Janeiro. Agora estou em dúvidas. Talvez seja importante estar lá, como jornalista. O problema é imaginar que não tenho mais estômago para testemunhar um espetáculo bizarro como será, certamente, a tal posse do mesmo “filósofo” que terminou esse ano numa sequência alucinante de acontecimentos que envergonham o estado de Rondônia e causa asco às pessoas de melhor consciência, que pagam seus impostos e anseiam por estado capaz e orgulhar seus moradores e o país.

VOYEURISMO

Se pudesse, teria agido como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Hermínio, que preferiu juntar a família e sair de férias, deixando para seu vice – o deputado Maurão de Carvalho – cumprir o ritual de dar posse ao reeleito governador Confúcio Moura.
Honestamente ainda não decidi se estarei lá no tal “Palácio as Artes”, onde tudo vai acontecer. Estou considerado que ir lá é como participar de um voyeurismo sádico diante da instalação de mais um período de desintegração do sistema republicano em Rondônia, da exaustão moral a que – salvo melhor juízo – estamos condenados.

DESCONFIANÇA

Como todo cidadão rondoniense gostaria de estar coberto de esperanças na recuperação do estado, na consolidação de sua economia e numa retomada dos valores éticos e morais na gestão pública.
Mas como acreditar nisso tudo diante desse cenário de destruição na confiança no estado?
O da credibilidade no governador que vai continuar é tão evidente que nem mesmo um dos próceres do PMDB, Tomás Correia, aceitou fazer o papel de titular da Casa Civil. Talvez tenha compreendido que os indícios imputados à pessoa do governador Confúcio nas investigações das ações da Polícia Federal (Operação Plateias) são muito graves.
O que me anima é a possibilidade das autoridades do Judiciário (STJ) cumprirem com rapidez o seu papel e sentenciar com a isenção quem tanto mal fez ao Estado.

FALTA DE CRER

A aparente tranquilidade dos governantes rondonienses e dos integrantes de sua base política se dá pela crença na impunidade.
Mas a Justiça de hoje não se associa aos cúmplices do silêncio que torcem pela banalização da corrupção na gestão pública.
A Justiça sabe que nesse momento o mais grave é a pandemia da descrença e desespero e vai agir com rigor para salvar o país e o estado destruído pela equidade de anos, devolvendo uma nova esperança aos cidadãos-contribuintes-eleitores.




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