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Porto Velho,  qua,   30/setembro/2020     
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Com discurso genérico e cheio de falsa retórica, Confúcio fala solto diante de aduladores e puxa-sacos

06/01/2015 10:08:26
Gessi Taborda
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FALTOU ANÁLISE

A posse de Confúcio para seu segundo governo foi um desses eventos enfadonhos, com baixíssima assistência e que não conseguiu interessar nem mesmo a mídia rondoniense que praticamente não repercutiu nada do momento mais destacado da festa: o discurso do governador, também chamado de “filósofo caipira” numa alusão à sua origem política, o município de Ariquemes.


CARA DE PAU

O discurso do governador reeleito foi – como se esperava – enfadonho, sem nenhum viés de inovação e recheado de uma retórica própria do autoelogio, incapaz de resistir números da contabilidade real do Estado. É surpreendente a cara de pau de Confúcio, afirmando nas primeiras palavras de seu discurso que superou as realizações do Cel. Jorge Teixeira, o grande construtor da a infraestrutura que permitiu a transformação do em estado.

Falou isso sem ao menos corar e sem explicar, por exemplo, que aquela Rondônia dos tempos do Teixeirão tinha uma população muito menor e recursos idem.

E mesmo assim, enquanto a BR-364 foi a obra mais importante inaugurada por Teixeirão esse governo mequetrefe tem como sua maior obra (paralisada por decisão judicial, diante das maracutáias que levaram até o deputado Mosquini a curtir uma temporada na cadeia) o tal Espaço Alternativo.


GENÉRICO

O demorado discurso de Confúcio foi genérico e cheio de retóricas: “Eu ouvi as vozes dos prefeitos, suas aflições e sua escassez de recursos. Multiplicamos os pães”. Confúcio é assim: gosta de se comparar a um grande milagreiro. Mas apenas prefeitos que “ganharam o por fora”, usando firmas criadas para ser escolhidas em licitações duvidosas (e foi por isso que o prefeito Alex Testoni, de Ouro Preto, sentiu o primeiro gostinho do xilindró) ficaram felizes com esse milagre da multiplicação de que Confúcio colocou no seu discurso de posse.



CONTRAPRODUCENTE

Ao falar da campanha as declarações de Confúcio foram contraproducentes se ele pretendia procurar alguma justificativa para as denuncias que sofreu de praticar abuso político e econômico com o objetivo de vencer a qualquer custo.

“A campanha é um monstro que nos transforma. Ela arranca a timidez natural, o recato e a gente se transforma num vendedor de esperanças, num camelô das calçadas. Na campanha não tem espaço para tristeza e depressão. Apenas, para agonia dos dias tão longos”. Essa declaração feita por Confúcio no discurso de posse é por demais reveladora. Certamente os correligionários de Confúcio não tiveram mesmo nenhum motivo para pular de alegria com uma vitória que está lastreada na insegurança de um desfecho judicial, não só pelas denúncias no âmbito da Justiça Eleitoral mas, também, no âmbito da Justiça Criminal, decorrente dos caminhos a serem adotados em virtude do Inquérito 784/DF tramitando no STJ.



BESTEIROL

O discurso de Confúcio foi elaborado sob os signos do fracasso, da crise e até do medo futuro próximo. Ele tenta tirar o seu da reta, como se fosse possível reverter as descobertas da Polícia Federal, do MPF e das diligências em curso por determinação de uma Ministra do STJ, apontando-o como um participante ativo e avalista das ações da organização criminosa que funcionou no seu primeiro governo, onde tinha como seu lugar tenente na execução dos atos de corrupção o Assis, seu próprio cunhado.



SINDROME

E ai Confúcio não esconde a síndrome megalomaníaca de personalidade da história que, como deixa claro, sofre de perseguição: “Não tem governo que não sofra e que não se alegre. Tudo depende de momentos e de circunstâncias. Aqui poderia dar inúmeros exemplos. Desde os de conhecimento geral, até os de políticos anônimos que foram ao sacrifício extremo de suas vidas e honras – Getúlio, JK, Jânio, Jango, Jorge Teixeira, Jerônimo Santana, Olavo Pires, Gentil Valério, Sidney Guerra, Pastor Ismael”. Quanta besteira, quanta desfaçatez, querer comparar Getúlio a Olavo Pires, Jânio e Jango a Jorge Teixeira...



TUDO IGUAL

Pelo discurso e pela composição do segundo governo confuciano não dá para falar que muda alguma coisa. Tudo permanece igual no estilo e na composição. O anúncio feito no discurso de que – nesse novo mandato – o secretariado conviverá com telefones bloqueados para (diz o governador) Confúcio não ser surpreendido por novas batidas da Polícia Federal em sua residência, apenas realça o lado caricato desse personagem. Já estamos, assim, na mesmice repetitiva de um governo loteado, com cara de baú de roupa velha, inservível que se reparte com os vizinhos.



INVESTIGAÇÕES

E nem diante do risco real de ter de se explicar sobre o festival de corrupção do primeiro mandato Confúcio pretende acabar com feudos tirando da máquina pública personagens marcados como beneficiários da roubalheira no INQ784/DF.

Acredite quem quiser. Mas não dá para imaginar ser possível acreditar em novo rumo para vencer a inércia e a pasmaceira, originadas da politiquice sórdida que por muitos anos vem dominando o cenário rondoniense. Os parasitas permanecem e Confúcio não demonstra interesse em tirá-los do governo.



SEM FORÇA

Desmoralizado com as denúncias em poder do judiciário sobre o suposto comando da organização criminosa que agiu no governo passado, Confúcio não terá como fugir das negociações para garantir sua base de sustentação parlamentar. E então – salvo melhor juízo – não terá como abdicar dos conluios mesquinhos dos partidos e das pequenezes daqueles que atuam na política em busca de vantagens.



DEUS NOS ACUDA

O ano de 2015 começou igual aos outros, com um governo sem prestígio no cenário nacional e especialmente no governo federal onde há forte desconfiança de que Confúcio não vai escapar da teia da Justiça, onde está enredado, apontado como mentor da corrupção investigada pela PF na gestão passada.

O Estado não tem quase nenhum dinheiro para investimento. Vai depender quase exclusivamente do governo federal, onde as credenciais de Confúcio não são as melhores.

O ano começa com um “Deus nos acuda” para pagar dívidas com fornecedores, acumuladas no primeiro governo e até para garantir que a folha do estado seja paga em dia. Para evitar uma gritaria incontrolável, já se fala, segundo fontes, que a tesoura vai funcionar no corte de até 30% das gratificações dos cargos comissionados. Se não houver cortes até o custeio da máquina pública pode ficar comprometido.



DE PARABÉNS

Os advogados Hélio Vieira e sua Zenia Cernov (sua mulher) conseguiram mais uma vitória importante para os servidores do estado de Rondônia que buscam obter os benefícios da Lei da Transposição para o quadro de servidores do governo federal.
Manoel Rodrigues, presidente do Sintero, destacou a importância da decisão judicial favorável aos servidores contratados até 15/03/1987, e disse que vai continuar a lutar para o cumprimento da ordem judicial.



Comentários (1)
Cara de pau mesmo

Essa matéria mostra resumidamente a "cara" da administração(?) pela qual passou nosso Estado nos últimos quatro anos, e que infelizmente conseguiu (santa máquina, só mesmo ela) ficar mais quatro, pra tristeza do povo rondoniense. E o pior é que o futuro se mostra tenebroso. As outras opções pra ocupar o cargo ...

Leandro - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 12/01/2015 08:56:16  [IP: 170.66.1.***]
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