Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  qua,   30/setembro/2020     
artigos

Dona de uma estrela como há muito não se via, Mariana é favorita a ser destaque em 2015

07/01/2015 12:43:44
Gessi Taborda
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    

 



Clique para ampliar
BELEZA & SOLIDÃO

Se há na política rondoniense uma pessoa que deverá sobressair-se no cenário da Câmara dos Deputados neste ano, certamente essa pessoa será a de Mariana Carvalho. Principalmente por ter sido agraciada pela natureza com uma beleza plástica mais fulgurante do que outras as outras deputadas que já foram tidas como musas do parlamento.

Escrevi pouco sobre essa jovem deputada, filha de Aparício Carvalho, que já foi vereador, deputado e até governador (por curtos períodos) sem ter tido nem uma vitória eleitoral.


DIFERENTE DO PAI

Tenho cá comigo que Mariana – diferentemente do pai – é uma dessas pessoas de bem com as urnas, onde conseguiu até agora grandes votações e, por isso mesmo, estará com todo o gás para enfrentar o desafio de disputar a prefeitura em 2016. Aliás, nas suas mais recentes entrevistas essa dondoca não escondeu a possibilidade de disputar de novo o comando administrativo da capital rondoniense, o que é óbvio.

Gostaria mesmo de ficar convencido de que essa jovem se tornasse uma figura com dimensão para lançar a esperança de vermos em 2016 a reinvenção de um governo municipal determinado em fazer de Porto Velho a grande capital não só de Rondônia, mas do norte brasileiro.


TRAQUEJO

Ainda vejo a figura de Mariana Carvalho demasiadamente solitária no enredo da construção partidária, como se ainda não estivesse suficientemente traquejada para conquistar corpos e mentes de quem sonha com o fim da desorientação e do caos deixado por todos os prefeitos do passado mais recente da cidade, por, verdade seja dita, nunca terem sido inspiradores de nada.

É uma pena se a jovem Mariana Carvalho rejeitar a responsabilidade de – como deputada federal – ser protagonista das mudanças tanto tempo esperadas pelas cabeças mais lúcidas da cidade.


DILEMA GRAMSCINIANO

Com a dimensão eleitoral que conseguiu na disputa do ano passado, ela poderia expressar o inconformismo dos eleitores que não aguentam mais a mesmice continuada da política rondoniense, tendo a coragem de inspirar o curso de acontecimentos em todas as latitudes rondonienses e ganhando relevância de liderança verdadeira.

A transição de um ano para outro suscita sempre balanços e projeções mais ou menos marcados pela velha máxima de Gramsci ciclicamente repetida: pessimismo da razão, otimismo da vontade.

Pelo tamanho da votação que recebeu do povo rondoniense Mariana Carvalho deve buscar palavras oportunas e vigorosas, e até mesmo cáusticas, para se posicionar diante de uma governança mumificada, talhada nas práticas da corrupção e que tem conspirado contra os verdadeiros interesses da sociedade.


AGITAR AS ÁGUAS

Certamente, se Mariana não se confinar à retórica vazia, reabilitando em seu discurso político a força regeneradora das palavras, não só conquistará a adesão de lideranças comprometidas com o futuro do estado como estará pavimentando um caminho que poderá ir muito além da prefeitura de Porto Velho.

Até agora não há elementos para se afirmar que Mariana, eleita pelo voto de Oposição, ousará remar contra a maré da deterioração da política estadual. Para isso ela terá de mostrar uma ousadia que ainda não apareceu.

Certamente a procura por entendimentos e aproximação com figuras mais do que carimbadas da política rondoniense aponta para o estertor das esperanças que ainda restam nessas vocações jovens.

Tomara que Mariana entenda que na política, é preciso agitar as águas para escapar do pântano a que Rondônia está sendo conduzida por quem está no poder.


SINAL DE DESESPERO

A presença de Daniel Pereira como vice-governador coloca um ponto final na discrição do cargo. Daniel ficou muito tempo fora da vida pública e pelo visto pretende voltar à disputar cargos importantes e não de mero coadjuvante, como aconteceu no último pleito.

Ao tomar a iniciativa de anunciar “o asfaltamento de 100% da cidade de Porto Velho” no lugar do governador, revela conhecimento de que a população está cada vez mais descrente e desiludida com os sucessivos governos. Também sabe que os partidos políticos estão cada vez mais desacreditados.


INSENSATEZ

Ora, como um simples vice toma a dianteira em anunciar um programa desse tamanho e de tão forte apelo eleitoral? É muito possível que Daniel Pereira tenha sido escalado (mesmo não sendo do PMDB, o partido do governador) porque a reação a um anúncio dessa natureza pelo titular do cargo (Confúcio Moura) ou por algum peemedebista genuíno poderia ser mais nefasta do que benéfica para os políticos peemedebistas que estão de olho em 2016 e 2018. Principalmente se isso for apenas mais uma promessa retórica, que não se cumprirá.


COMPETÊNCIA USURPADA

Ao assumir esse tipo de compromisso, o governo usurpa uma competência municipal. É como se o governo tivesse liberado de sua responsabilidade o prefeito Mauro Nazif (do mesmo partido de Daniel), talvez por não botar fé de que ele seja capaz de cuidar das ruas da cidade.

E não faz muito tempo o próprio prefeito anunciou um investimento milionário na aquisição de máquinas, equipamentos rodoviários e de usinagem de asfalto para fazer exatamente aquilo que o governo coloca agora na sua agenda, pela fala inusitada do vice.


NOVO ‘CAPPO”

Pelo visto, há quem deseje ser um ser um novo “cappo” para aliviar o “cappi de tutto cappi” de outra possível sucessão de escândalos na Justiça, na Polícia, na gestão do estado, repetindo-se o vídeotape de operações como a “Plateias”.
E com isso, esses anúncios mirabolantes sinalizando o desespero de não ter como desatar os nós górdios que impedem o desenvolvimento sustentado rondoniense, as propostas sensatas ficaram para as calendas, deixando o estado em risco de novas convulsões indesejáveis para o seu futuro próximo. O governo, tá claro, ainda não entendeu que para os grandes males, grandes remédios. Ou seja, Confúcio precisa fazer coisas de sua competência e não se imaginando um super-prefeito para se aproximar do povo.



Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: