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Porto Velho,  qua,   30/setembro/2020     
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Clima é de pavor e a aparente ingenuidade de Raupp não convence que ele desconhecia as doações feitas com dinheiro do “Petrolão”

12/03/2015 10:36:47
Gessi Taborda
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CLIMA DE PAVOR

Na opinião dessa fonte, o barbudo senador de Rolim quase entra, em certos momentos, num clima de pavor, imaginando que só uma citação nessa tragédia do “Petrolão” pode dar início a um longo processo.

O barbudo senador teme o repeteco de acontecimentos vividos por personagens meramente citados no “mensalão”, que acabaram condenados, mesmo não passando de bagres pequenos. A aparente “ingenuidade” de Valdir Raupp não serve para convencer que ele não sabia a origem da tal “doação legal”: a arrecadação de propinas do assalto do “Petrolão”.


SERÁ

Dilma afirmou que não há “razões para impeachment”. Será que ela pretende renunciar?


SEM PRECEDENTES

Não parece, mas Rondônia vive no momento uma crise sem precedentes. A cassação do governo do estado, a falta de credibilidade de várias instituições; a corrupção cercando praticamente todos os nichos de poder, a falta de políticas públicas básicas de saúde, educação, saneamento básico, segurança, transporte são, por si só, suficientes para alimentar as paralisações de servidores antes do fim desse mês.

E some-se a tudo isso o rosário de incompetência do governo (isso sem se falar no executivo municipal) na gestão dos recursos, como outros ingredientes muito perigosos para colocar na rua protestos de dimensões muito maiores do que simples movimentos grevistas de segmentos dos servidores públicos.


MODISMO

A insatisfação da maioria da população com seus governantes – especialmente contra o governador Confúcio Moura, é fácil de ser percebida pelos analistas mais atentos. Mas a classe política resiste avaliar essa inegável dimensão da frustração do eleitorado.

Ora, diante da contundência de denúncias sobre desvios de máquinas e equipamentos rodoviários de órgão do governo como é o caso do DER e também de outras denúncias muito graves sobre a gestão do Detran, não dá para entender motivos de priorizarem a criação de uma CPI para investigar sumiço de bebês em hospitais públicos do estado. É certo que esse é, sim, acontecimento imperdoável. Não dá para acreditar que uma CPI terá mais sucesso na investigação de um drama dessa natureza do que conseguiria o aparato policial.

Dá para se imaginar que o deputado Jesuino Boabaid, autor do pedido de criação da tal CPI, está contagiado pelo modismo dessa modalidade de investigação parlamentar.

Se ouvisse os gritos de descontentamentos do povo com a corrupção no estado, com as altas tarifas dos serviços públicos e com o agravamento da crise de um governo que nada faz no campo econômico para gerar empregos e aumentar a renda da população, certamente proporia outros temas para a criação de CPIs no âmbito da Assembleia.


DURA LEX

Não dá para entender como há pessoas duvidando de que Confúcio Moura será obrigado a cumprir a sentença de cassação do mandato aplicada pela justiça rondoniense, ao julgar o processo de abuso do poder econômico e político na campanha eleitoral.

Ora, não dá para imaginar que a lei utilizada para definir a sentença de perda do mandato é “um texto de mentirinha”. Parece que a explicação que a explicação do senador Odacir Soares divulgada nessa semana põe um ponto final nessas incompreensões.

A pena de cassação do mandato de Confúcio e seu vice não é um exagero no julgamento dos magistrados rondonienses. É como disse Odacir (tido como um especialista do direito), é uma questão de lei. A lei é dura mas é lei, e certamente Confúcio assumiu todos os riscos previstos na lei quando praticou o abuso do poder econômico e político, bancando a comilança do eleitores que foram participar da festa de sua convenção.


HONRADEZ

Recorrer é a saída? Se ainda existe um mínimo de honradez e bom senso no governo cassado e, também, um pouco de amor ao estado, renúncia é a única alternativa possível.


ROUBALHEIRA REVELADA

Com impressionante desembaraço, o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco revelou na CPI que investiga o esquema de corrupção da estatal os detalhes da operação criminosa que vinha subtraindo recursos públicos da sociedade brasileira. O próprio servidor, que detinha um cargo subalterno na estrutura da empresa, admite que recebeu o equivalente a US$ 70 milhões em propina durante o tempo em que trabalhou na empresa.

E está se propondo, como parte do acordo de delação premiada que fez com a Justiça, a devolver nada menos do que US$ 97 milhões depositados no Exterior. Como, segundo as denúncias, diretores, parlamentares e partidos políticos também participavam do butim resultante dos contratos superfaturados pelo consórcio criminoso de empreiteiras, fica difícil quantificar a roubalheira que minou a solidez da maior empresa estatal do país.



SUSPEIÇÃO ELEVADA

O que se sabe, a partir das revelações do senhor Barusco, é que a corrupção passou a ser sistemática e institucionalizada a partir de 2003, inclusive com a participação direta do tesoureiro do partido governista, senhor João Vaccari Neto, que está sendo investigado.

Pelo que disse o depoente, não é difícil confirmar a veracidade da acusação, uma vez que os encontros entre os operadores do esquema ilícito eram realizados em hotéis e outros locais públicos monitorados por câmeras de segurança. Tudo o que disse o senhor Barusco precisa ser comprovado, evidentemente, mas os detalhes revelados no seu depoimento de mais de seis horas, elevam a suspeição sobre o PT e sobre o próprio governo.


BANQUINHO BONDOSO

Com carências em qualquer setor da vida brasileira - tais como ética, moral, saúde, educação, infraestrutura, o dólar americano indo às alturas, além de uma inflação que ameaça escapar do controle -, vejo o BNDES liberando US$ 150 milhões para reforma e ampliação de aeroporto em Havana, Cuba, para que aviões norte-americanos e seus turistas lá aterrissem. Que negócio bom esse, não? (Menos para nós, brasileiros.)


COM O DIABO
O PMDB fez o diabo para Confúcio ser reeleito. Agora, terá de fazer o diabo a quatro para que consiga ficar no governar até o fim do seu segundo mandato. Eu certamente não compraria um carro desse sujeito. Tem gente que manja do riscado apostando que o tal filósofo caipira não chega até o final desse ano. A conferir...



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