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Porto Velho,  ter,   14/julho/2020     
artigos

O recado das ruas é claro: chega de interferências políticas para livrar a bandidagem incrustada no poder

17/03/2015 07:50:06
Gessi Taborda
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RONDONIENSES INDIGNADOS

Muita controvérsia entre os números dos manifestantes que foram para as ruas nas cidades rondonienses pedir o fim da corrupção e do governo do PT, principal responsável pela descida de ladeira do Brasil. Independente dessa celeuma, que praticamente não tem qualquer importância, o que verdadeiramente ficou claro foi a indignação dos rondonienses com a corrupção que grassa não só no governo federal, mas também na política do estado e no nível dos municípios.


OPOSIÇÃO DISTANTE

Alguns pontos relevantes das manifestações em Rondônia: faltou políticos nas passeatas e os poucos que tiveram coragem de aparecer na esperança de tirar uma casquinha eleitoral das manifestações acabaram dando mancadas e ganhando o repúdio popular.

A maioria da população que se fez presente no protesto não embarcou na canoa furada das figurinhas carimbadas de nossa política. Nem mesmo os caricatos que fazem força para voltar ao cenário do poder.

Pelo menos em Ariquemes um desses personagens do passado entrou na passeata cavalgando seu ginete e foi terminar o dia na cadeia, depois de levar vários sopapos de membros da PM que não se empolgaram com o show equestre do antigo caudilho político da cidade.


TEMA CENTRAL

Uma coisa ficou muito clara na manifestação do povo rondoniense nas ruas da capital: o povo não aceitou interferências políticas ou partidárias. A corrupção foi o tema central de ponta a ponta do país, talvez por conta da Operação Lava Jato. O que o povo espera é que os deputados, senadores, ministros, governadores, vereadores e outras autoridades que meteram (e ainda metem) a mão no dinheiro público sejam punidos.


LENTIDÃO

O povo não aguenta mais a lentidão na punição de reconhecidos corruptos que continuam exercendo cargos públicos onde, claro, onde seguem com o velhos métodos de obter vantagens pessoais em detrimento dos interesses da coletividade.

Enquanto nosso Judiciário demorar a tomar as decisões que tirem, por exemplo, das casas legislativas personagens publicamente reconhecidos por suas práticas corruptas, o próprio poder togado sentirá a sensação do pouco apreço popular que lhe é devotado.


CLARAMENTE

Não foi só a presidenta (?) que perdeu com as manifestações. O povo disse claramente que não está satisfeito com Dilma, e muito menos ainda com os políticos aqui da terrinha que antes de entrar na vida pública não tinham eira e nem beira e agora estão miliardários. A população rondoniense não está satisfeita com gente como Valdir Raupp, agora investigado no cordão da Lava Jato. Porém isso não significa que tenha escolhido canalizar esse descontentamento em favor desse ou daquele partido. O povo está com a maioria dos políticos locais até o pescoço, especialmente com aqueles que se julgam acima de qualquer suspeita mas só ainda não estão vendo o sol nascer quadrado pela leniência e julgamentos dos julgamentos da bandidalha de colarinho branco.


QUASE IMPOSSÍVEL

O foco dos partidos de “oposição” de Porto Velho não tem nada a ver, nesse momento, com o ano de 2018. Isso foi o que me disse um líder de pequeno partido que desde sua fundação participa das disputas eleitorais apresentando candidato a cargo majoritário.

O foco, como disse o político (que no momento pediu para não ter seu nome citado) é a eleição de 2016, especialmente para as principais cidades do estado. Há, acrescentou, um desejo de que “a oposição” apresente candidatura única para a disputa das principais prefeituras, como é o caso da de Porto Velho.


FRAGMENTADA

É um sonho difícil de ser concretizado. Até o último pleito a (vá lá!) “oposição” não conseguiu cristalizar nenhum candidato que conseguisse apoio total. A oposição acaba se fragmentando, facilitando o continuísmo de quem precisava ser desalojado do poder.

E depois quem disputou e não venceu acaba estreitando relações com o adversário, procurando garantir algum cargo ou outra sinecura governista qualquer. Afinal, não foi isso o que aconteceu, por exemplo, com Lindomar Garçom que, após a derrota arrumou um lugar no “governo do adversário” e de lá conseguiu até retornar ao cargo de deputado federal?


LONGE DO BOLERO

Se houvesse uma liderança forte no segmento da Oposição na capital rondoniense, a tendência era uma derrocada final do grupo (??) de Mauro Nazif que não suportaria a polarização com uma candidatura oposicionista unificada.

Essa dança para dois ainda não acontecerá no próximo ano. Há número grande de siglas já defendendo candidatura própria. Talvez por apostar nessa pulverização das “oposições” Nazif se assanha tanto a sair para a disputa de um segundo mandato, mesmo reconhecendo o enorme índice atual de sua rejeição.


NO BREJO

O deputado Lúcio Mosquini tem apelado sem cessar aos céus na esperança da CPI do DER melar de vez. Acontece que os parlamentares estaduais correm o risco de sofrer uma enorme pressão popular (sem contar as instituições sindicais e de classe) e cumprir com sua obrigação constitucional de fiscalizar as denúncias de corrupção. Se fiscalizarem o tamanho dos desvios de dinheiro através do DER na gestão de Lúcio Mosquini ele – que está agora na Câmara dos Deputados – fica na situação da vaca que foi prô brejo, sem direito a voltar à vida pública tão cedo.


NATURAL

Valdir Raupp continua fazendo jogo de cena para parecer inocente. Se fosse assim tão inocente como diz estaria na mira da investigação autorizada pelo Supremo? E por que há gente que gravita na órbita do barbudo senador de Rolim de Moura deixando escapar que ele estaria intimamente apavorado? É questão de consciência pesada?


BOLA DE CRISTAL

Posso até me enganar, afinal não tenho bola de cristal para ter certeza do que vai acontecer no âmbito do MP rondoniense. Mas andei assuntando por ai que há uma indisposição generalizada com uma resolução que possibilitou melhorar os estipêndios dos nobres deputados. O tititi entoado nas coxias tinha algo a ver com supostos inquéritos para por tudo em pratos limpos. De uma coisa tenho praticamente certeza: o presidente Maurão não me parece o cara capaz de correr riscos com improbidades administrativas, muito menos se perceber o perigo de “inocentes” pegadinhas para salvar a horta de quem se endividou ou gastou demais para conseguir uma cadeira no parlamento.


ATÉ NUNCA

A capital rondoniense viveu na década presente um verdadeiro boom hoteleiro, inclusive com a construção de unidades de importantes bandeiras da hotelaria internacional. Agora a situação é outra: o horizonte não anda nada limpo para o setor, embora o prefeito continue falando bobagens sobre o “turismo” (que não existe) crescente por aqui.
Essa situação manda para as calendas outra promessa política das últimas campanhas: a Construção de Centro Estadual de Convenções até o final desse ano. No setor de hotelaria e da realização de grandes eventos só há uma garantia agora: os empresários torcem para vender seus ativos enquanto a quebradeira não fica pior...



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