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Porto Velho,  qua,   3/junho/2020     
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Há uma clara tendência nos mais altos escalões de salvar a barra de Confúcio

19/03/2015 10:07:20
Gessi Taborda
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HORIZONTE FECHADO

Ao contrário do pensamento de boa parte da “oposição” (??) rondoniense, nem a paralisação (ainda em números irrelevantes) dos servidores reunindo um grupinho de barulhentos integrantes do sindicalismo na porta a sede administrativa do governo, na manhã de ontem, reduziu a confiança do gabinete do governo sobre a trajetória de Confúcio chegar até o final desse segundo mandato, sem ser interrompido mesmo com todas as barreiras existentes, principalmente nas sendas do judiciário.

O horizonte, visivelmente fechado para a governança do filósofo caipira, é fichinha para um político das antigas, acostumado a acreditar que “tudo pode ser arranjado” com o tradicional “jeitinho” de cooptar apoio político. E como a cooptação é possível até em segmentos onde o sentimento de “tolerância zero” parece ser inevitável, Confúcio está careca de acreditar que não vai cair por deixar de respeitar regras constitucionais e institucionais, ou por praticar pequenos atos de corrupção.


GOVERNABILIDADE

Ontem uma fonte muito ligada ao núcleo central do poder no Estado exprimia num largo sorriso a certeza de que há “uma clara tendência nos mais altos escalões” de salvar a barra de Confúcio.

É claro que os métodos utilizados para fazer a campanha da reeleição não foi de todo lícito. Os fatos criminosos estão descritos em inquéritos e denúncias, motivo pelo qual a Justiça decidiu pela cassação do mandato do governador e de seu vice.

E estas descobertas – comentava-se no meio político – não serão base suficiente para manter a cassação para não afetar a “governabilidade”.

Mesmo que os desvios amplamente documentados no processo que culminou com a cassação de Confúcio e seu vice confirme a falta de honestidade do chefe do Executivo, ele não haverá de sofrer nem mesmo uma execração pública pois – é a justificativa – tem de continuar mandando no estado, cumprindo a “governabilidade”.


CAOS POLÍTICO

O governo rondoniense está vivendo um caos político referenciado por toda sorte de acontecimento negativo, inclusive a da cassação do mandato de seu titular, pelo abuso do poder econômico. Mas aqui não há por parte de ninguém do time comandado (??) por Confúcio capaz de admitir isso. É uma situação muito similar a que acontece no governo federal.

Realmente é uma situação de descontrole. A Presidente Dilma assumiu o segundo mandato em janeiro com 42% de bom / ótimo e 24% de ruim / péssimo. Em dois meses e meio despencou para 13% de bom / ótimo e 62% de ruim / péssimo. Não é à toa que documento da Secretaria de Comunicação da Presidência, revelado pelo Estadão, diz que "não será fácil virar o jogo". Com menos de 3 meses do novo governo já se fala em reforma ministerial. Na economia a crise avança e atinge os trabalhadores e a classe média. O povo voltando às ruas para protestar. E a oposição falando em impeachment.


AMPLA

Na legislatura que começou agora é fácil enxergar a formatação de uma ampla base parlamentar para “garantir essa governabilidade”. Será difícil acreditar que esses parlamentares “empenhados para livrar a barra” de Confúcio venham permitir, por exemplo, que o chefe do Executivo seja processado, mesmo se vier a ser apontado como réu ao fim do inquérito sob a presidência da Ministra Laurita Vaz (do STJ) desde maio de 2013.

Se para os áulicos do governo peemedebista em Rondônia é natural a blindagem fornecida pela maioria dos deputados a Confúcio, para os cidadãos-contribuintes-eleitores é cada vez mais espantoso a permanência na chefia do governo rondoniense de um político que inegavelmente passou dos limites.


LUIZINHO

Essa semana o deputado Luizinho Goebel quase implorou a governo para desistir da criação de cargos destinados aos premiados da corte.

Os próprios deputados vão acabar assustados com a reação popular diante da falta de pulso do parlamento em impedir o avanço de propostas como a da criação de 800 cargos de livre provimento pagos a peso de ouro.

O povo não quer deputado pedindo desculpas por não apoiar essas aberrações. Quer deputado enfrentando isso com galhardia, sem dobrar os joelhos.


DERRETENDO

Queiram ou não, para a opinião pública a realidade inegável é a de que o governo do peemedebista Confúcio está derretendo celeremente. Com menos de 5 meses da posse no segundo mandato enfrenta uma queda de credibilidade enorme, a ponde de precisar ficar escondido e evitando a exposição popular.

É até possível que pela omissão dos deputados da base governista ou pela impunidade comum à lerdeza nas decisões do judiciário ele consiga (o que será muito difícil) terminar o mandato. Mas vai conviver o período restante tentando desarmar bombas provindas do descontentamento dos servidores de núcleos sempre dispostos a se mobilizarem pelo impeachment; dos setores econômicos mais diversos, assustados com um longo período de economia pífia. Isso até o momento em que uma dessas bombas não puder mais ser desarmada.


INCÓGNITA

Não houve confirmação, mas gente próxima do Palácio Getúlio Vargas falava para quem quisesse ouvir que o deputado Maurão de Carvalho, o novo presidente da Assembleia está quase ganhando o direito de indicar um importante secretário para atuar no mais alto escalão de Confúcio.

Certamente o deputado Maurão não chegou à presidência do Legislativo estadual como candidato único para simplesmente encerrar a carreira política ou disputar mais um mandato, depois de 5 vitórias nas eleições de deputado estadual.

Como não ficou claro se Maurão vai topar aliar-se de verdade ao grupo de Confúcio, indicando alguém para compor o time do andar de cima, seu futuro político continua uma incógnita. No momento a grande aposta é que Maurão está muito estimulado a caminhar no rumo do Senado.


OLHOS FECHADOS

Realmente muitos deputados e senadores parecem que não querem enxergar a gravidade da crise política e ignorar a voz das ruas. O orçamento da União aprovado anteontem teve uma emenda incluída pelo senador Romero Jucá (o ínclito do PMDB de Roraima) que prevê que a verba do Fundo Partidário, dinheiro que é distribuído aos partidos políticos subirá de R$ 289 milhões, como estava previsto na proposta de Orçamento enviada pelo governo, para R$ 867 milhões. Ou seja, mais R$ 578 milhões para serem distribuídos entre os partidos. É por isso que há tantas legendas de aluguel. Depois vão reclamar quando o povo protestar.


DEBOCHE

Mauro Nazif não esconde sua disposição de debochar das chamadas instituições de controle externo. Mantém no seu “staff” pessoas com “cabritas muito visíveis” sem se lixar para recomendações a favor de seus afastamentos. Aliás, o mesmo prefeito tá se lixando também para o TAC firmado com o MP sobre as desobstruções das calçadas. E parece que o MP também não dará troco nenhum...


DECADÊNCIA
A que ponto chegamos: agora quem cumpre escala na defesa do PT, procurando tirar da reta os petralhas apontados como principais responsáveis pela explosão da corrupção no país é o vereador Wildes. E ele manja desse assunto: Bem, tem lá seus méritos. Afinal não foi afinadíssimo com o aquele prefeito que ficou conhecido como Bob Ali Babá, o que deixou a vergonhosa manada de elefantes brancos, travestidas de “viadutos” para assusta os portovelhenses???



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