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Em busca de reconhecimento, professores vão à paralisação

31/03/2015 09:18
Gessi Taborda
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VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES

Há todo um balizamento sobre uma nova paralisação dos professores da rede pública (estadual e até municipal) no princípio do mês de abril. Esta paralisação tem como objetivo validar a luta do pessoal do magistério lançada na recente paralisação de alerta da categoria recentemente, decidida na concentração da Praça das Caixas D’água.

A situação enfrentada pelos servidores do magistério (especialmente pelos mestres) mostra que ainda falta muito para que a valorização dessa importante categoria seja concretizada.


CRIANDO DIFICULDADES

Os governantes sempre criam toda sorte de dificuldades para tratar das justas reivindicações do professorado e com isso a greve nesse segmento vai cada vez mais se tornando uma rotina. A greve vai mostrar de novo que valorização dos professores e do ensino (de verdade) é coisa que só existe nos discursos eleitorais, para se ganhar a campanha. Depois de eleitos, os governantes se esquecem dos compromissos e criam barreiras até para discutir as reivindicações da categoria.


ALÉM DE SALÁRIOS

Em quase todas as greves (e essa não deverá ser diferente) as exigências do pessoal da educação pública vão além do reajuste salarial. Há toda uma cobrança para que o processo de aprendizagem seja otimizado. E como sempre, essas reivindicações, sobre melhorias da infraestrutura, são colocadas de lado pelos gestores públicos.

Ora, se os governantes compreendessem que o professor é o grande protagonista do ensino, não apenas nas promessas eleitorais e nos discursos, certamente não resistiriam tanto a buscar meios para atender suas reivindicações.


QUALIDADE

No caso presente, o médico peemedebista que governa Rondônia, tendo como vice (o que é ainda muito pior) um professor e sindicalista, não demonstra um verdadeiro interesse em ouvir e atender as reivindicações do magistério, fazendo com que os mestres se sintam valorizados.

Enquanto Rondônia não avançar com políticas que coloquem os professores como uma categoria valorizada na sociedade, não veremos o sistema público de saúde formando nossos alunos com a qualidade que nos envaideça.


45 MESES? DEUS NOS LIVRE!

Se a Justiça não decidir confirmar sua própria sentença de cassação; se essa mesma Justiça continuar caminhando como tartaruga quando se trata de decidir processos contra bandidos de colarinho branco e políticos desonestos, nós, os rondonienses cidadãos-contribuintes-eleitores ainda teremos de tolerar mais 45 meses desse (des) governo que completa 3 meses do segundo mandato.


TÉTRICO E CASSADO

O segundo mandato foi conquistado principalmente porque a “Oposição” no estado sempre teme assumir o seu papel e mais parece Sancho Pança combatendo inexistentes moinhos de vento.

E tem mais: se os políticos do estado não preferissem, em sua maioria, ficar sempre do lado que a vaca deita talvez a população pudesse ser poupada da continuidade de um governo tétrico, tenebroso, macabro e... cassado.


DESAJUSTADO

Confúcio Moura não tem como negar: desgovernou Rondônia durante 48 meses. As operações policiais de combate aos esquemas de corrupção são prova eloquente disso. E mesmo assim, com uma campanha milionária e sem uma oposição de qualidade e aguerrida, o cognominado “filósofo caipira” venceu. Completa 3 meses de uma gestão desajustada e envolvida num ambiente de depressão.

Quem vai desenrolando o roteiro desse desmoralizado (e cassado) é o vice-governador Daniel Pereira, um político até recentemente no gelo, como se fosse personagem de Le Carré (O Espião que Veio do Frio), e que passou a acreditar ser predestinado ao protagonismo para o qual não tem o aval do eleitorado rondoniense.


TUDO PARADO

O governo e seus arautos podem até tentar dizer o contrário, mas não adianta. O visível: o desemprego aumenta descontroladamente no estado, até mesmo nos setores que mais empregam, como o da construção civil e o de serviços.

Os números sobre essa tragédia pode até ser difícil de quantificar, pois o governo estadual, pela falta de planejamento e de estatísticas, não publica dados confiáveis sobre quantas pessoas vivem miseravelmente, sem emprego, sem renda, etc.

É só olhar pela janela, nas ruas e até nas regiões que viviam num Oasis de prosperidade para concluir: está tudo parado, indústria, comércio e serviços.


EXIBIÇÃO DO DESALENTO

Nas ruas do centro – e até perto do Palácio Getúlio Vargas – a exibição do desalento está no crescente número de marmanjos “guardadores de carros”, em desempregados vivendo o desconforto da pilotagem das bancas de camelôs obstruindo as calçadas.

Cresce também o número de assaltantes e ladrões, consequência das multidões procurando algum “desaperto” para a falta de emprego e do que se fazer.


MEDIOCRE

Certamente a corrupção não é exclusividade desse governo (cassado) que não governa. Ela teve escândalos com os dinheiros públicos em governos anteriores, mas não se conhecia ações de organizações criminosas tão exageradas como se viu na gestão desse filósofo que jamais se eternizará como um “Le Penseur” ou como um “Realizador” de coisas marcantes para o estado.

Composto por um secretariado medíocre, distante do ponto fundamental da ética, o governador (se a Justiça não confirmar sua própria sentença de cassação) se vê em palpos de aranha com a desconfiança geral de que foi protagonista desses atos típicos do vandalismo da corrupção, como o tal “Espaço Alternativo”, uma dessas ideias de jumento de quem sempre acreditou na impunidade.


CONTRIBUIÇÃO

Se os magistrados decidirem confirmar a sentença que cassou o mandato do governador Confúcio e seu vice, certamente estarão contribuindo para que Rondônia ponha um ponto final nesse estilo de político que, até agora, tem produzido apenas crises, econômicas, políticas e institucionais.

Agora que nossos deputados parecem dispostos a estancar essa prática nefasta de renúncia fiscal em benefício dos grandes grupos econômicos de Rondônia, também deveriam bater forte nessa típica conversa para boi dormir de que há uma deliberada tolerância com grandes sonegadores, sobretudo com aqueles reconhecidos por “doações” milionárias de campanha.


SERIAM PROPINAS?

Que as autoridades competentes investiguem essa suspeita de que “as doações” dadas por grupos premiados com a tal renúncia fiscal eram, na verdade, meras propinas. Que o nosso Ministério Público não se conforme com os contos da carochinha e exija transparência para que a coletividade saiba de tudo.


NO PESCOÇO
Hoje é dia de Joaquim Levy, ministro da Fazenda, comparecer na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para esclarecer as medidas do ajuste fiscal e responder questionamentos dos senadores. Se antes já seria bombardeado podem imaginar agora depois da declaração infeliz, que pareceu um desabafo contra os métodos de Dilma. A presidenta não gostou e com isso o já conturbado cenário do ajuste fiscal ficará ainda mais complicado.



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