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Porto Velho,  ter,   15/outubro/2019     
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Pronto depois de quase 20 anos, teatro estadual não tem servido para nada

11/04/2015 09:45:03
Gessi Taborda
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MEA CULPA

O presidente do PSDC no estado, o empresário Edgar do Boi, intensifica na próxima quinzena as atividades preparatórias para o PSDC entrar prá valer nas campanhas pelas disputas das prefeituras e câmaras de vereadores no próximo ano.

Sobre a prefeitura de Porto Velho, o presidente explica que “vai colocar seu nome” como uma alternativa do PSDC para por ponto final no governo de Mauro Nazif.

Para ele, com o prefeito do PSB, a capital passa por um dos momentos mais delicados do município, sofrendo com a crise de autoridade e de credibilidade. “Quem for prefeito de Porto Velho tem de romper as fronteiras dos interesses paroquiais e ouvir as ruas... Nazif está devendo um mea culpa pelo fracasso de governabilidade desses anos à frente do Executivo municipal”, disse.


É DE LASCAR

O trânsito em Porto Velho vive um período de degradação imutável. Os acidentes se sucedem, sem que haja nenhuma ação da autoridade pública para, através da fiscalização, reduzir o perigo crescente. Quem é motorista testemunha todos os dias no trânsito da capital rondoniense as aberrações de condutores (especialmente motoqueiros) que teimam em praticar a direção perigosa, as ultrapassagens proibidas, a condução ilegal (em motos) de caronas e até crianças de colo. Tudo isso acontecendo e os agentes de trânsito da prefeitura preocupados apenas em movimentar a indústria da multa por estacionamento em locais proibidos.
O Brasil gasta, em média, R$ 16,1 bilhões em decorrência de acidentes de trânsito. Do montante, R$ 10,7 bilhões é o custo decorrente das mortes. O restante, R$ 5,4 bilhões, com os feridos. Os dados estão no Retrato da Segurança Viária 2014, elaborado pelo ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária), ligado ao Ministério da Saúde.

AUSÊNCIA DE AÇÕES

Para ter uma ideia, o montante é tão grande que apenas 35 dos mais de cinco mil municípios brasileiros possuem PIB (Produto Interno Bruto) superior a esse valor.
As estatísticas colocam o país na posição 148 em um ranking internacional de segurança no trânsito, atrás até mesmo da Índia, reconhecida pelo caos no tráfego.

Em Porto Velho faltam ações coordenadas entre os órgãos de trânsito e o que mais preocupa é a ausência de ações permanentes e efetivas por parte dos executivos.



FATORES DE RISCO

Em Porto Velho nada demonstra preocupação do poder público com a tragédia do trânsito. Com seus “guardinhas de trânsito” fardados como se fossem a polícia fascista de Mussolini, quase nada se faz contra os motoristas que costumeiramente praticam os fatores de risco no trânsito. A prioridade, inegavelmente, é manter funcionando a fábrica de multas, especialmente em áreas onde faltam vagas de estacionamento, obrigando um grande número de motoristas ao estacionamento em espaços proibidos.



AGENTES CEGOS

Os principais fatores de riscos conhecidos no trânsito de Porto Velho são: velocidade, álcool, ultrapassagens perigosas (com destaque os feitos por motoqueiros), avanço de sinal, conversões proibidas, estacionamentos em filas duplas, uso de celular por quem está conduzindo veículos e ciclistas na contramão. Se os fiscais do trânsito pagos pela prefeitura agissem contra esses fatores, certamente os números de acidentes e de vítimas no trânsito seriam reduzidos.



COVARDIA

Há um número significativo de vereadores que não “engolem” o secretário da Semtran da capital rondoniense. Isso não é motivo de preocupação para o prefeito Mauro Nazif. Os vereadores não tem coragem de cobrar a saída do “coronel”, grande responsável pelos equívocos que mantém o trânsito da cidade caótico. Na Câmara, a tendência da maioria dos edis é de continuar do lado que a vaca deita.



VAI COMEÇAR

Vem ai finalmente as nomeações de segundo escalão do governo federal. Esse é um fato capaz de afetar ainda mais o embate entre a petezada e o time do PMDB, sem se falar na fome de outros partidos da base aliada de Dilma por conseguir cargos para seus protegidos.

Como por aqui o PT foi o grande derrotado nas últimas eleições, há um temor de cargos até recentemente garantidos para o pessoal da estrela mude de mãos a partir de agora. Fonte da coluna garantiu que as mudanças chegaram a áreas como o Sivam, o IPHAM e outros sítios antes utilizados para saciar o desejo de petistas sempre ávidos em conseguir estipêndios para garantir a vida de quem já se acostumou ao haute-monde.



NÃO OUVE

Peemedebistas mais ligados ao cacique Valdir Raupp comentavam ontem informalmente que o senador não pode ser responsabilizado pelos desacertos de Confúcio na sua ação política, pois o governador (que continua cassado) não ouve os conselhos do barbudo de Rolim. Mesmo não considerando o senador barbudo nenhum Rasputin, certamente o filósofo de Ariquemes, que continua perdido no meio da crise, deve estar cercado de conselheiros muito ruins.



SINTOMA

A maior retirada líquida da poupança acontece nesse período para o pagamento de dívidas dos poupadores. Um dos sintomas mais claros de uma crise econômica é quando a classe média começa a "raspar" as economias para fazer frente aos gastos do mês. O endividamento está aumentando e os juros do cheque especial e do crédito rotativo crescendo. A situação vai piorar.



UM SENÃO

Certamente Jesualdo Pires, paulista de Presidente Bernardes, está inscrevendo seu nome como um hábil político rondoniense. Depois de uma passagem consagradora pela Assembleia, o político do PSB vai desempenhando um seu mandado de prefeito de Ji-Paraná com uma aprovação de matar de inveja seu colega de partido, Mauro Nazif, o prefeito de Porto Velho.

Mas um leitor da segunda maior cidade rondoniense afirmou para a coluna que Jesualdo na verdade joga mais para a plateia, exatamente para faturar espaço na mídia que quase não faz questionamentos em torno de sua gestão. E o leitor continua: “Por que ninguém cobra de Jesualdo os motivos que o levaram a inviabilizar a chegada da rede Havan na cidade?”. Devido aos obstáculos colocados perante os investidores da Havan, eles preferiram colocar a loja na cidade de Ariquemes.



LAURITA VAZ

Este é o nome que assombra, e muito, as noites do governador rondoniense. Foi ela quem determinou que Confúcio fosse levado coercitivamente, a depor na Polícia Federal. Ela é a ministra que deverá por ponto final na carreira política de Confúcio quando julgar inquérito onde o governador é apontado como membro de organização criminosa que desviava dinheiro do erário para enriquecimento ilícito e custeio de campanhas eleitorais.



FALIDO

Em termos de política cultural o estado rondoniense e o município de Porto Velho mostram de forma indelével a falência de seus governantes. Antes havia uma desculpa: Porto Velho não tem uma casa de espetáculo, um teatro à altura das grandes manifestações de cultura, das grandes peças teatrais. Bom, o teatro (depois de quase 20 anos) ficou pronto, mas não tem servido para nada. Existe, pelo visto, como um teatro fantasma...



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