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Porto Velho,  sáb,   31/outubro/2020     
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De filantropo a condenado, Zequinha começa a pagar por ter usado funcionários públicos em seu curral eleitoral

14/04/2015 11:40:48
Gessi Taborda
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DOIS VILÕES

O noticiário da semana que passou destacou dois lamentáveis exemplos dessa história: um corrupto que vinha se sobressaindo na política com aquela manjada malandragem da benemerência. Finalmente o caricata figura de Zequinha de Araujo foi condenado por decisão da Justiça e vai, pelo menos, pagar um pouco pela esperteza de ter usado funcionários da Câmara Municipal para seu serviço de consolidar um curral eleitoral conhecido.

Outro vilão ainda está no poder. E como prefeito vai se notabilizando por uma sequência de desaforos ao povo. Já está sendo tratado como o “Exterminador de Árvores”. Não deixa escapar nem as centenárias, amadas pelo povo, fundamentais na amenização dos tórridos efeitos do clima de trópico úmido em que vivemos. Um desaforo inominável em tempos de crescente conscientização da importância do verde, da responsabilidade ecológica.


ROUBA MAIS FAZ

Com relação ao desfecho dessa primeira condenação prática do ex-vereador e ex-deputado Zequinha de Araújo, somos remetidos ao passado político de tolerância do próprio Brasil. Para eleitores de idade mais avançada ainda está fresca a memória do lema de campanha de Adhemar de Barros, cultuado por boa parte da população, do “rouba, mas faz”.

Zequinha é como um personagem inspirado no antigo governador paulista, embora com notáveis diferenças. O paulista se dizia “nascido em berço de ouro”, enquanto Zequinha entrou na vida pública após uma temporada como simples “TA” da antiga Emater.


E O DINHEIRO NA CUECA?

Zequinha só entrou pela tubulação agora por um “acidente de percurso”. Ele quase consegue se perpetuar no poder com essa conversa de “benemérito” preocupado com a saúde do povo, embora já tivesse fama na vereança de não perder oportunidade de enfiar o dinheiro tomado de nós (através dos impostos) nos próprios bolsos. A condenação de agora foi apenas pelo ato de corrupção quase natural de utilizar servidores pagos com o dinheiro público para prestar serviço de seu interesse particular.

Ainda falta a Justiça puni-lo também pela utilização de servidores públicos municipais, que faziam papel de empregados de seu curral eleitoral, legalizado como Associação Zequinha Araújo. Agora os cidadãos-contribuintes-eleitores esperam um desfecho idêntico para a prática inusitada de Zequinha em esconder dinheiro de origem duvidosa na cueca, até mesmo já como deputado estadual.


IMPÉRIOS FINANCEIROS

Tentei conseguir explicações de um estudioso do comportamento urbano sobre os motivos que levam gente de bem, e até eleitores mais esclarecidos a contribuir com seus votos para a perpetuação no poder de políticos que não fazem outra coisa senão explorar o povo rondoniense.

Por que o eleitorado permite a reeleição de figuras que só entraram e permanecem na política para construir impérios financeiros para si, para a família, ou pequenos grupos de apaniguados? A resposta veio de imediato: o brasileiro é assim mesmo, disse o sociólogo. Reelege essa corja como uma espécie de agradecimento por não terem roubado tudo.


APATIA

Vivemos um momento de grande apatia da população com a política. Daí ser mais fácil ver manifestações de repúdio ao desleixo das autoridades com o que restou da EFMM, especialmente nas redes sociais, e a nenhuma manifestação com o descaramento de políticos no uso pessoal de dinheiro público para bancar programas de turismo mascarados como eventos oficiais de interesse da sociedade.

Enquanto se cobra zelo com o que restou da EFMM ainda não consumido pelo ferrugem, não se cobra com a mesma veemência transparência no uso do dinheiro público, em obras sem planejamento, sem projetos, mal feitas e de pouca duração que serve apenas para que uns poucos personagens da órbita municipal (e também do estado) embolse boa parcela dos “investimentos” públicos.


O RALO DO DINHEIRO

É isso o que acontece com a gestão municipal de Porto Velho com sua opção por manter reformas intermináveis (e que não solucionam nada) em locais usados como sumidouros do dinheiro público, como soem ser as obras nunca acabadas da José Vieira Caúla nas proximidades com a Guaporé. Ali, desde os tempos de José Guedes a prefeitura enterra montanhas de dinheiro sem que ninguém seja responsabilizado por essas maracutáias.

Como a nossa população ainda não reage como devia a tanto despautério (não esqueçam que verdadeiros enganadores da administração pública foram reeleitos ou se mantém no poder através de membros da “famiglia”), a corrupção e a incompetência atingiram níveis insuportáveis no estado e na nossa capital.

Dentro desse pobre roteiro que nem deveria servir para enganar os órgãos do controle externo, vem o prefeito que não inova anunciar mais uma “reforma” onde certamente vai jogar um monte dinheiro público na fogueira.


MAIS RECURSOS PERDIDOS

Dessa vez a conversa é reformar o Parque Cidade, enganação do prefeito anterior. O parque é coisa nova, custeado pelo Porto Velho Shopping, no cumprimento (até hoje incompleto) de um TAC firmado com o Ministério Público.

Será que vão extirpar os pequenos arvoredos plantados no local?

Afinal, em outro anúncio da fábrica de factóides de Nazif, embalado (quáquáquáquá!) como notícia, dá conta de que um caminhão munck chegou na secretaria do meio ambiente. Para o trabalho de poda. E se a tal “poda” não for caminho para o extermínio em massa do pouco verde que vem resistindo a essa tendência da gestão Nazif!


FÁCIL DE ENTENDER

A sociedade é um sistema de vasos comunicantes. Não haverá um mundo empresarial ético e um mundo político aético, ou vice-versa. Não há abuso de restrições legais e de ética de mercado se não houver cumplicidade entre empresários e políticos. Não há corrupto sem corruptor. Não há achacador sem a fragilidade do achacado.

Ai, estamos nós com o governo do estado ocupado por um personagem que perdeu toda a credibilidade para representar os verdadeiros interesses da população.

Um personagem que foi reeleito mais em função da falta de uma oposição competente e compromissada com o povo do que por qualquer outro motivo.


A PARTE DA IMPRENSA

A imprensa fez e faz, bem ou mal, seu papel. Os fatos divulgados durante a primeira gestão comprovaram o governo Confúcio não foi um gestor verdadeiramente comprometido com os interesses da maioria da população e deixou seu governo ser usado como uma plataforma para ações de corruptos, desde seu início, em casos que resultaram em operações da Polícia Federal, com a prisão de membros graduados do governo.

É fato que também Rondônia vive um momento histórico de amadurecimento democrático. São ainda os movimentos espontâneos da sociedade, de volume ainda pequeno e, pelo visto, não captados pelas organizações da oposição, como partidos políticos.



AVANÇO COMPROMETIDO

Sabendo disso é possível afirmar que o estado de Rondônia não irá avançar mais se não houver uma verdadeira melhora na sua representação política.

O governo atual não serve mais aos interesses do desenvolvimento com lastro sustentável não apenas por ter praticado o que a Justiça considerou abuso de poder político e econômico para conseguir um novo mandato.
Não serve mais por ter praticado todos os atos derivados da política rasa que o povo não aceita mais. É preciso por um ponto final nas nomeações para ganhos pessoais, abrigando fantasmas, cabos eleitorais e gastando verba de gabinete em meras atividades políticas visando cooptação eleitoral e apoio fora da atividade política.



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