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Porto Velho,  qua,   28/outubro/2020     
artigos

O governo está engessado, não tem obras para exibir nem estratégia para atravessar a turbulência em que se debate

16/04/2015 11:24:09
Gessi Taborda
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PARALISIA

Observem que Confúcio Moura tomou para o seu segundo mandato há três meses e meio. Ou seja, são 3 meses e meio de um governador funcionando a meio-pau. Nem os simpatizantes do cognominado “filósofo caipira” consegue citar alguma realização importante dos primeiros cem dias disso que alguns teimam em chamar de gestão. Alguém sabe o que o governador fez desde o início de janeiro? A coluna só pode afirmar que – salvo melhor juízo – o governo não saiu do lugar.

O governo do PMDB está engessado. Não tem obras para exibir e nem mostra se há estratégia para fazer a travessia da turbulência em que se debate. No momento o governo só pensa em salvar o pescoço diante dos tirambaços dados pelo arsenal do judiciário.


AFUNDAMENTO

O anúncio de que vai se aprofundada as investigações de esquemas de corrupção no segmento da Eletronorte, podendo chegar ao complexo hidrelétrico do Madeira colocou em polvorosa a política rondoniense. Quem manteve relações estreitas demais com o segmento das geradoras está tendo pesadelos. Políticos do andar de cima do sistema rondoniense podem trilhar o mesmo caminho de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, agora alojado numa das celas da PF no Paraná.


NA PRÓPRIA PELE

Com a experiência de quem viveu na própria pele a discriminação política, responsável pela morte prematura do jornal impresso Imprensa Popular aposto mais uma vez que há malfeitores prontos para continuar operando nas publicidades veiculadas pelos gestores públicos de todos os níveis do estado. A situação é tão antirepublicana e antiética que vale a pena uma devassa dos órgãos tipo TCE e Ministério Público.


BLINDAGEM

Sem mandato e com prestígio. A condenação do ex-vereador (e ex-deputado) Zequinha de Araujo não motivou nenhum comentário na Câmara Municipal. Conseguiu uma enorme blindagem na edilidade que, assim, não comenta a condenação do político do PMDB por ter utilizado servidores pagos pela Câmara Municipal para prestar serviço na sua Associação, onde nos últimos anos o ex-vereador cobrava pelo atendimento e mesmo assim se travestia de benemérito na mira de votos.


AMADORISMO

É impressionante o amadorismo do poder público em certas situações que deveriam ser facilmente contornadas. A prefeitura já foi acionada mais de uma vez pelo Ministério Público para desobstruir as calçadas, liberando-as para o uso dos pedestres, inclusive acabando com as armadilhas nelas contidas com buracos, ressaltos e até agora não fez absolutamente nada.

Uma demonstração clara de desrespeito aos TACs assinados na presença da autoridade ministerial. Camelôs e até lojistas continuam obstruindo as calçadas enquanto o pedestre é obrigado a caminhar no leito carroçável das vias públicas.

E como a própria prefeitura não demonstra o menor interesse em fazer cumprir a legislação em vigor, os espaços públicos (inclusive praças) são dominados pelos vendedores de pirataria, principalmente de mídias como CDs, DVDs e vai por ai afora. Tá claramente decidido que esta é uma capital sem lei.


DESCONEXA

E a gente acaba sendo obrigado a concordar sempre: a prefeitura de Porto Velho vive uma realidade desconexa. Enquanto o prefeito permite que agentes públicos cortem árvores adoidadamente, numa fúria que não poupou nem uma castanheira centenária numa área de preservação, vem um de seus graduados com a conversa de que a prefeitura vai doar milhares de mudas de árvores para fazer funcionar um programa de arborização com a participação dos moradores. Esse anúncio é outro fruto da incompetência dessa gestão.


MAL APLICADO

O que foi feito do tal projeto de arborização urbana para o qual, segundo se afirmou, foram treinados servidores da municipalidade e pelo qual se gastou uma grana dos cofres públicos? Até parece que estão acendendo a luz vermelha para alertar, mais uma vez, o Ministério Público que alguma coisa está muito errada nessa conversa...


INDUSTRIALIZAR COMO

Até hoje Rondônia não conseguiu dar um salto no seu programa (se é que existe) de industrialização. Ainda estamos esperando esse governo competente e progressista. E agora o cenário é definitivamente desolador para o setor industrial no País.

O custo médio da energia para indústria no País subiu para R$ 534,30 megawatt-hora (MWh), R$ 30 acima da Índia, que aparece na segunda colocação. De acordo com levantamento da Firjan (por que a Fiero não faz estudo desse tipo oem Rondônia?), o custo é 107,5% superior à média dos outros 27 países. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos o valor é de R$ 122,7 MWh. Na Argentina, é de R$ 51 MWh - dez vezes menos que no Brasil.


INFRAESTRUTURA

Diante desses números, agora é que a geração de empregos em nosso sofrido estado fica sem perspectivas. Com o governo que temos, pode-se tirar o cavalo da chuva. Ou você acredita que o filosófico governador rondoniense vai fazer os investimentos necessários na infraestrutura do estado nesse segundo mandato, sendo que nem no primeiro nada aconteceu...


FARPAS DE FOLLADOR

Primeiro deputado a ocupar a tribuna da Assembleia Legislativa na sessão de ontem, o deputado Adelino Follador mostrou-se decepcionado com o volume da corrupção no Brasil e no estado de Rondônia. As farpas foram atiradas inicialmente contra prefeitos que não estão honrando seus mandatos. O deputado mais votado no último pleito criticou primeiramente o prefeito de Cacoal que, “vergonhosamente expulsou o vice do gabinete que ocupava na prefeitura”, numa clara demonstração de vingança contra as críticas recebidas na gestão.

Depois falou da situação humilhante do futebol do estado, vítima da omissão dos governantes em criar infraestrutura de praças esportivas. Concluiu com a seguinte afirmação: “O único estádio da capital está em reforma e não pode ser utilizado, e isso vem de anos e mais anos”. Um claro exemplo de incompetência e irresponsabilidade dos prefeitos e também dos governantes, arrematou Follador.


TROFÉU MAU CARÁTER

É muito difícil acreditar em mudanças profundas na política do país, mesmo existindo autoridades com a coragem de alguns juízes que mandam prender figuraças ligadas ao poder e mandam cassar políticos mau caráter e infratores da legislação eleitoral. Nesse nosso país está cheio de personagens soturnos com influência que não é sequer arranhada, mesmo quando passam algum tempo no xadrez.


ARTICULADOR

E assim quem está em alta novamente é o senador Jader Barbalho (PMDB - PA). Para quem não lembra, ele foi acusado de desvios milionários, chegou a ser preso pela Polícia Federal. Em 2010 voltou a se eleger senador pelo Pará, mas atuava de forma discreta. Agora Jader Barbalho está ajudando Michel Temer na articulação política com o Senado, além de seu filho, Helder Barbalho, ter sido nomeado ministro da Pesca.
PS – Deve sair hoje a nomeação de Henrique Eduardo Alves (PMDB - RN) para o ministério do Turismo.



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