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Porto Velho,  seg,   1/junho/2020     
artigos

Mariana está dando um show de representação política em seu primeiro mandato de parlamentar federal

08/07/2015 09:38:31
Gessi Taborda
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EXPLICAÇÕES

Não consegui escrever na segunda feira a coluna de terça. Fui mais uma vez abalado por dores e precisei fazer repouso. É a prova candente de que essa conversa de “boa idade” para quem passa dos 60 é simples retórica dos tempos atuais, quando vivemos a ditadura da minoria através dessa coisa babaca do “politicamente correto”. Transformaram tudo: favela virou comunidade, a música caipira virou “sertanejo universitário”, as orgias viraram “sexual fun party”, defender valores das famílias das décadas passadas passou a ser uma coisa de conservadores babacas, e defender ideias homoafetivas passou a ser “progressista”. Pelo menos em se tratando do tempo cronológico da vida, “a melhor idade” para mim é aquela que vive dos 25 anos aos trinta e poucos. Mas aqui estou eu de volta aos alfarrábios (que palavra!) recuperado após um bom repouso e umas duas aspirinas.


AGUÇADA

A jovem e bela deputada Mariana Carvalho, do PSDB, está dando um show de representação política em seu primeiro mandato de parlamentar federal. Tem surpreendido até os maiores críticos que já estavam cansados e céticos diante de antigos representantes do povo rondoniense que ao longo dos últimos anos não se destacaram em nada positivo no cenário político brasileiro.

É a demonstração dessa inteligência aguçada em seu protagonismo na reunião da CPI que apura causas, custos sociais, consequências, morte e desaparecimentos de jovens negros e pobres, em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Rondônia, no último dia 6, que motivou à jovem deputada ser aplaudida de pé pela plateia presente, numa consagração político-eleitoral como há muito tempo não se via.


ENXERGANDO O POVO

Enquanto no passado recente o cenário de Brasília serviu para sepultar a então jovem professora rondoniense, Fátima Cleide, eleita na carona de Lula e que lá ficou oito anos no Senado sem aprender nada do múnus político; com Mariana – pela primeira vez em vários anos – aparece uma personagem política interessante, principalmente por moldar um perfil bem diferente daquele que expunha como vereadora.

Mariana ultimamente demonstra uma facilidade de enxergar as vontades públicas e, por isso, não age como uma personagem manietada por simples interesses de siglas partidárias. Foi assim que se posicionou em relação à redução da maioridade penal e, agora, em relação aos objetivos da CPI da Câmara, reunida na segunda feira em Porto Velho.


PODER PELO PODER

A existência de personagens políticas (e até do povo) ainda dispostos a defender os interesses e a política do prefeito Mauro Nazif é uma realidade, facilmente constatável nas redes sociais, sobretudo no Facebook onde críticas ao chefe do executivo municipal de Porto Velho são rechaçadas, muitas vezes com virulência, pelos apaixonados restantes do lamentável prefeito.

Mas o ibope do prefeito é terrível. Seu índice de aprovação está minguado e sua presença no comando da prefeitura desagrada muita gente. Isso, claro, não estimula Nazif a mudar o sistema ou até mesmo pensar numa renúncia (quando enfrenta, por exemplo, processo de impeachment na Câmara), pois ele é mais um daqueles que demonstra querer o poder pelo poder.


ATITUDES ESTRANHAS

O mínimo que se pode dizer de Mauro Nazif é sua predileção por atitudes estranhas. Tão estranhas que deveriam motivar investigações mais profundas sobre os gastos de sua (??) gestão em coisas comezinhas, como a operação tapa-buracos (aqui transformada numa maquiagem para transformar asfalto velho e vencido em pavimentação com cara de nova), o exagero da sinalização semafórica (aqui entregue a um monopólio sobre o qual paira suspeita de alimentar propinoduto) e até na promoção de eventos festivos, por onde se esvaem montanhas de reais retirados dos cofres públicos.




ARIETES

E ai entra hoje a figura do vereador Everaldo Fogaça, disposto a não dar tréguas a esse tipo de político que, mesmo sabendo não agradar à maioria, faz tudo para enganar a opinião pública para manter o poder sobre seu controle, para gáudio próprio e alegria daqueles que em seu redor sempre topam buscar o enriquecimento ilícito, garantindo meios de alimentar a bocarra de quem, por acreditar na impunidade, sempre deseja mais nem que para isso comprometa as esperanças do povo em dias melhores.

Então só nos resta torcer para que o vereador, bem como o Ministério Público de Contas (órgão do TCE) continuem nesse papel de aríetes da corrupção. Afinal, o povo certamente não concorda com a utilização do dinheiro dos impostos para pagar até a cachaça de menestréis contratados para dourar a pílula.


DISPENSA SAQUEADA

Faz muito tempo que os vereadores de Porto Velho deixaram de demonstrar qualquer noção dos problemas municipais – maior parte deles decorrentes de gestões fraudulentas e incompetentes – e então diante da praxe de não se mexerem institucionalizou-se nas ultimas gestões do município portovelhense a presença de “ratos” que perderam o pudor e passaram a saquear a dispensa.

Foi o que se viu especialmente na longa temporada em que o PT deu as cartas, a ponto da prefeitura ganhar o presente de caverna do Ali Babá, até mesmo da parte de deputados estaduais, como José Hermínio e (isso mesmo) do petista Ribamar Araújo.


PERSPECTIVAS?

Agora, diante de atuais pontuais e pessoais, como a do vereador Everaldo Fogaça, há perspectivas de recuperação da gestão transparente e republicana? Nada é impossível, mas é bom lembrar sempre que ainda há um grande número de vereadores sempre dispostos a fazer carinhos ao chefe da administração do município. Vereadores como Jair Montes (só para citar um) estão sempre prontos a aprovar tudo que interessa ao prefeito, mesmo coisas esdrúxulas como a contratação de uma empresa totalmente desconhecida no mercado de transporte de passageiros, para explorar o transporte coletivo da cidade.

Para esses vereadores a ideia de não mexer, de deixar correr frouxa qualquer vontade (mesmo as mais macunaímicas) do prefeito. Então mesmo com a reação positiva de vereadores mais comprometidos com os anseios da população, ainda há uma grande chance do povo perder de novo, enquanto não escolher melhor quem pode gerir a cidade.


ROLANDO

É difícil acreditar nas mudanças necessárias para o país conseguir crescer de verdade, com mais justiça social e com sustentabilidade.

Também é difícil acreditar que estamos encerrando o ciclo de corrupção e da presença de incompetentes, medíocres e desonestos nas gestões, do estado e do município, pois o cenário de impunidade permanece, principalmente pelo fato de que até hoje rola os processos de quem, algum momento, chegou a ser preso numa das muitas operações da polícia e do Ministério Público, de combate à roubalheira.


ALERTA

Precisamos de mais autoridades alertas e com disposição de enfrentar o caradurismo existente nas administrações do município.
Hoje a maioria dos vereadores da capital, por incrível que pareça, devem culpar o próprio povo ou qualquer outra instituição pelos malfeitos praticados com chancela da prefeitura. Isenta de culpa com galhardia o chefe da administração. Não têm o menor interesse em enquadrar quem verdadeiramente manda nos fatos lamentáveis da farra com o dinheiro público. A maioria dos vereadores de Porto Velho está longe, muito longe da realidade.



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