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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
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O estado está falido, com uma dívida impagável, fruto de inúmeros desgovernos, mas imprensa silencia

14/08/2015 11:00:42
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Cuidado com as pessoas. Elas não falam tudo o que pensam e nem sempre sentem tudo o que falam”. Shakespeare (1564/1616), escritor inglês.


QUIETINHA

A chamada grande mídia e a imprensa amestrada estão quietinhas. O mesmo parece acontecer com o legislativo. Todavia, o estado está falido. Com uma dívida impagável. Fruto de inúmeros desgovernos. A bomba relógio estourou agora. A solução mais óbvia é diminuir a máquina pública. Mas está para nascer o governo eficiente que Rondônia precisa e espera há tantos anos. O estado rondoniense é gigantesco, e muito ineficiente, lento, e com um serviço ao cidadão no mínimo ruim. Tempos difíceis à frente.


CRISE NÃO TEM DATA

Às vezes fico imaginando qual a ideia das lideranças econômicas e políticas do país sobre nós, o chamado povão. Não passa um dia sequer sem a aparição de alguns desses sujeitos, até mesmo os ligados à oposição, opinando que a crise deve acabar no próximo ano ou, na pior das hipóteses, em 2018.

É como se acreditassem poder incutir na cabeça da maioria do povo que crise tem data para terminar. Ora, qualquer pessoa medianamente informada sabe que não há saída milagrosa para a crise, muito menos a curto prazo.

E no caso do Brasil há um complicador: a falta de lideranças confiáveis no plano do Executivo e do Legislativo. Aliás, tirando alguns nomes confiáveis, boa parte da população brasileira não confia nem mesmo no Judiciário, o que por si só é uma situação grave, dificultando ainda mais a superação desse período de dificuldades.


POUCA ANÁLISE

É uma pena constatar o desinteresse da imprensa do estado em analisar a situação econômica e política nacional com o olhar de nossas melhores cabeças e especialistas do estado. Diante dessa carência, também o rondoniense é levado a acreditar na avalanche de informações manipuladas em nível do país para atender mega interesses do centro do Poder em Brasília ou de enormes corporações que atuam na economia nacional.

E assim, diante de tanta desinformação, fica fácil para políticos locais continuar na batida de sempre das promessas inexequíveis e até mesmo das prosaicas, como a “garantia” de recursos através das famigeradas “emendas parlamentares” ao orçamento para todo tipo de coisa. Recursos que, a grosso modo, só existem no papel e sem qualquer garantia de chegarão aos verdadeiros destinatários, o povo rondoniense.


OTIMISMO?

É mais do que evidente o desejo de todos nós de ver o país sair do abismo a que foi jogado pela permissividade adotada pelos governantes, notadamente os do período do governo petralha. Mas isso não acontecerá pelo simples “otimismo” de personagens da base governista e nem pelo “otimismo” dos inocentes úteis.

Essa “promessa” de que a situação já estará melhorada a partir do próximo ano e que no máximo em 2017 veremos o desemprego sumir e o PIB crescer de novo é pura lorota.

As consequências de um governo desastrado não duram tão pouco. As perdas do Brasil não são meros arranhões no projeto de seu destino de grande nação. Claro que não podemos ser dominado pelo pessimismo, até por ser o nosso país essa terra de dimensão continental, habitada por um povo (em sua maioria) generoso, empreendedor e com vontade de trabalhar. Mas é preciso deixar claro para todos a necessidade da cautela em relação ao otimismo.


CAUSA DETERMINANTE

Enquanto maior tempo durar o tipo de governo que temos hoje, mais longo será o período de sofrimento para a maior parcela do povo brasileiro. O governo fraco, incompetente, perdido na avalanche da corrupção endêmica do país irá ampliar os desacertos e falta de capacidade para reconquistar o respeito do povo brasileiro e da comunidade internacional.

Ainda não chegamos ao desastre da Venezuela, onde o chavismo conduzido por Maduro colocou o país na lona, apesar de ser grande produtor de petróleo no mundo. Acho que ninguém está realmente interessado em deixar claro para nós, brasileiros, o tamanho do estrago (e suas reais consequências) desses longos anos da esquerda festiva na chefia do país.


NO ESTADO

E essa situação se repete no nosso estado de Rondônia. Em nosso meio político não faltam personagens sempre dispostos a anunciar uma vitalidade econômica que de verdade não existe.

A crise está aqui e é grave. Se isso não fosse realidade, não teríamos tantos negócios fechados, tantos imóveis comerciais com plaquinhas de “aluga-se”.

Até (isso mesmo) uma loja de rede nacional (a Marisa, da 7 de Setembro) está fechada. Há uma forte crise financeira no estado. Boa parte dela deve ser debitada às maldades e erros do atual governo (??), tudo isso agravado pela esdrúxula constatação de que seu titular está chefiando o Executivo mesmo com o mandato cassado pela Justiça eleitoral.


ENCARAR A VERDADE

Diante desse cenário nada animador, talvez uma das piores coisas seja a constatação de que a classe política continua com a mania de permanecer do lado que a vaca deita, esperando com isso as benesses garantidas pelo governo irresponsável, como a liberação das emendas parlamentares, cargos e outras sinecuras.

Rejeitando o papel de fiscalizar as ações do Executivo e principalmente o desempenho das contas públicas é praticamente certo que não vamos construir nada de novo para o futuro.

É o que claramente acontece em nível de Brasil. Exatamente pela falta de desapego dos políticos, o governo (federal e estadual) não enxuga a máquina, não corta cargos de confiança (aliás, em se tratando de Rondônia, o que houve foi a criação de novos cargos) e não para de promover a farra com o dinheiro público, coisa fácil de ser conferida em qualquer auditoria séria para por ponto final nos ralos por onde se escoam os parcos recursos recolhidos através de impostos sempre escorchantes.


EQUÍVOCOS

A gente sempre torce para que essa postura adotada por boa parte dos políticos e até de lideranças de segmentos da sociedade organizada não passem de equívocos que serão corrigidos com rapidez. Afinal somos pessoas com clareza sobre a necessidade de recuperar a capacidade de investimento do Estado.

Todavia, o projeto político em execução, tanto no Brasil como em Rondônia, é diametralmente oposto aos objetivos do crescimento sustentado da economia, inclusive na superação da decadência dos objetivos sociais. O que temos é a perspectiva sombria do aumento do desemprego, da decadência da Saúde, da Segurança e da Educação.

Mas, reafirmo: objetivo da coluna não é jogar pedras em quem está governando e nem apenas criticar a classe dirigente. Todavia, não dá para ficar anunciando, de forma irresponsável, que a crise tem data certa para terminar.


MATURIDADE

Queremos, como a grande maioria, ver Rondônia governada com mais maturidade e menos propaganda e espetáculo. Não será o discurso demagógico que suprimirá a realidade da estagnação, enquanto pudermos ver exemplos como (só para citar um) a cidade de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia, completamente decadente, distante da antiga “Perola do Mamoré”.
É claro que existe saída e ela será encontrada no futuro. Porém (e sempre tem um “porém”) a velocidade para que achemos essa saída vai depender de que nossos representantes institucionais passem a agir muito além do mero partidarismo.



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