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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
artigos

PMDB vive uma fase em que não consegue mais preencher seu vácuo político, principalmente em Porto Velho

20/08/2015 10:36:23
Gessi Taborda
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ÚNICO CAMINHO

“Se não brilha mais, não insista. Lâmpada queimada não se arruma. Se troca”. Fernando Sabino (1923/2004), jornalista brasileiro.


VÁCUO MAL PREENCHIDO

Então o PMDB, certamente um dos partidos de maior legado também na história política rondoniense ainda vivo, procura expor uma imagem de exultação por já ter, como imaginam os mais crentes, um candidato à disputa da prefeitura da capital rondoniense no próximo ano.

O lançamento do nome de Williames Pimentel pela cúpula do diretório municipal portovelhense é, numa análise desapaixonada, apenas a comprovação de que o partido do cacique Valdir Raupp vive uma fase em que não consegue mais preencher seu vácuo político, principalmente em Porto Velho onde a carência de nomes com liderança real é indiscutível.


FRAGILIDADE

Bem que os concorrentes à disputa pela prefeitura de Porto Velho estão na torcida para que essa “candidatura” inventada pelos caciques peemedebistas sobreviva até o momento da definição final. Ela confirmaria que o PMDB de hoje, apesar de ter senador e representantes na Câmara dos Deputados, vive um processo de decadência e fragilidade.

Só por isso o pupilo de Valdir Raupp consegue sair ungido pela direção partidária, apesar de não ter a menor expressão eleitoral e nem apoio popular, como o escolhido para enfrentar a sucessão de Mauro Nazif.


RISO DOS CONCORRENTES

Políticos como Odacir, Edgar Tonial e até a bela tucana Mariana Carvalho devem estar rindo com satisfação. Primeiro eles sabem que Raupp não é nenhum político com cacife para, como Lula fez, eleger postes. Segundo, por conhecerem de perto, limitações explosivas de Williames, decorrentes de sua folha corrida em investigações de combate à corrupção. Não foi o zelo ético que levou o pupilo de Valdir Raupp a conhecer o xilindró no pleno exercício do cargo público de Secretário de Saúde.


TURBULÊNCIA

A saúde do estado, hoje comandada por Williames, não deixou de viver seu clima de turbulência. Prova incontestável de que a capacidade de gestão desse protegido de Raupp é só falácia é a comprovação, através de documento fotográfico publicado na imprensa, de que o cenário do Hospital João Paulo II é semelhante a um campo de concentração de refugiados de guerra, clamando por uma intervenção de instituições como o Ministério Público, para no mínimo salvaguardar a dignidade de pacientes largados ao relento do pátio daquela unidade hospital estadual.


NO PORÃO

O lançamento pela cúpula do PMDB do nome de Williames tem o efeito de um blefe. Dificilmente ele será sustentado pelo partido quando ficar claro que tal tática que a manutenção desse nome simplesmente pode trazer do porão a perda de identidade do partido, que não conseguiu se renovar e funcionar melhor. O partido mesmo estando na chefia do governo estadual não conseguiu se conectar com a maioria da população.


ELE NÃO CONSEGUE

Imaginar que Williames Pimentel tem capacidade para estabelecer um diálogo positivo com a sociedade portovelhense e com lideranças políticas mais respeitáveis é falta de raciocínio. Ele não consegue. Daí a fuzilaria nas redes sociais contra esse personagem sempre escalado pela cúpula peemedebista para cargos de secretário, pelo simples “lançamento” de seu nome como provável candidato.


FERRO FRIO

Recebo por e-mail o informe de que a Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré protocolaram na Presidência da República documento solicitando recursos de R$ 15 milhões para ser utilizado na revitalização do “complexo turístico” (??) da EFMM. Isso é, salvo melhor juízo, malhar ferro frio.

Ora, chamar de “complexo turístico” aquela área degradada e abandonada pelas autoridades de Porto Velho (e do estado) há muitos anos é puro eufemismo. Segundo, a informação não diz se a tal entidade junto algum tipo de projeto ao pedido protocolado junto à presidência da república, em Brasília.


DINHEIRO ENTERRADO

Num momento em que o governo federal não tem recursos nem para pagar a parcela do 13º de agostos aos aposentados, é ingenuidade imaginar que tal solicitação seria atendida pelo governo de Dilma. E tem mais: se alguém pretende inserir Porto Velho na relação de destinos de turismo no Brasil, precisa reivindicar muito mais do que arrumar aquela espécie de muquifo onde na gestão passada enterrou-se praticamente R$ 20 milhões (compensação das Usinas) sem qualquer efeito positivo para a cidade e seu povo.


ERRO DE CÁLCULO

Que o Brasil é um país bizarro, ninguém duvida. Ivo Cassol, ex-governador rondoniense, ex-prefeito de Rolim é um exemplo claro disso. Com condenação judicial prevendo sua prisão, ele continua agindo como se fosse um dos “intocáveis” de Rondônia. E assim, continuando seu papel no Senado, o “condenado” Cassol procura influir de perto na disputa eleitoral desse ano, até promovendo o lançamento de nomes para a disputa.

Em Porto Velho, o senador (??) simplesmente apareceu para dar as bênçãos ao nome de Odacir que, como se sabe, estava procurando um partido novo para se descolar de Cassol. Parece que Odacir não levou em consideração o perigoso erro de cálculo de se manter colado ao ex-governador e (ainda) senador condenado.


JUSTIÇA DESDENHADA

O “intocável” Cassol desdenha da condenação sofrida demonstrando não acreditar que a Justiça irá fazê-lo cumprir a sentença.

Por isso anunciou que seu partido deverá ter candidato para enfrentar a sucessão de Jesualdo (PSN), na pessoa do filho dos ex-deputados do passado, Edson e Ini Fidélis.


DOENTE

Gilson Nazif, irmão do prefeito Mauro, não está em São Paulo tratando de assuntos ligados à empresa anunciada como aquela que vai cuidar do transporte urbano na capital rondoniense. Segundo se comenta, o irmão do prefeito está na verdade fazendo um rigoroso tratamento de saúde na capital paulista.


RENÚNCIA

Em Ouro Preto há desconfiança sobre a decisão anunciada por Alex Testoni de deixar a vida pública, atendendo pedido da família, ainda muito abalada com sua prisão e afastamento da prefeitura. É que até o momento Testoni não decidiu renunciar ao cargo de prefeito, preferindo negociar com a edilidade mais uma temporada de afastamento. Alex, que na Assembleia gostava de cultivar a imagem de um político incorruptível, acabou preso em operação policial que comprovou superfaturamento e outros atos de corrupção na “obra do Espaço Alternativo” na capital.


DEFESA DO PT
Ainda há dúvidas se a militância do PT em Rondônia atenderá a convocação do partido, em nível nacional, para as manifestações de hoje em defesa do governo Dilma. Os petistas mais apaixonados fazem questão de afirmar que as manifestações “são contra o golpe da direita e em defesa da democracia”. Quem acreditará nisso?



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