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Porto Velho,  ter,   20/outubro/2020     
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Com uma oposição vacilante que erra quase sempre, Mauro ainda é o protagonista da cena política

17/09/2015 08:52:33
Gessi Taborda
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PROTAGONISTA

Um arguto observador da política de Porto Velho argumentava ontem para a coluna que Mauro Nazif (meu Deus!) continua como o grande protagonista para a disputa de 2016. “Ele pode até não ter os méritos necessários, mas pode se beneficiar de uma situação real: os opositores não conseguem se acertar”, sentenciou.

ASSUNTO FORA DE PAUTA

O boletim distribuído várias vezes pelo Decom da Assembleia Legislativa mostrou um cenário de satisfação dos deputados com a (?) política do governo rondoniense. Até a construção (ou, melhor dizendo, a reforma) de uma ponte de madeira no interior mereceu rasgados elogios de certo parlamentar.
Enquanto isso, assuntos verdadeiramente importantes para o futuro do estado sequer são mencionados, sequer aparecem em discursos parlamentares. Um desses é exatamente a crise em que se debate a Universidade Federal de Rondônia, a nossa querida Unir, em greve há cerca de cem dias.
Milhares de jovens estão em casa, adiando o futuro. Há quem fale inoportunidade da greve, mas a discussão deveria ser outra, especialmente por representantes da classe política do estado, focada na seguinte questão: a quem interessa enfraquecer a Universidade Federal do Estado de Rondônia, a única existente em nosso estado?



FALTA DE INTERESSE

Que o governo federal tem pouco interesse em apoiar as universidades públicas e, ao invés de cortar recursos de ministérios inúteis, prefere cortar no orçamento do ensino superior, já se sabe. Mas esse desinteresse também é visível na atuação de nossos representantes em Brasília, sejam deputados ou senadores, sempre mais preocupados em defender teses governistas do que cobrar respeito para uma instituição tão fundamental como a Unir, até hoje longe concluir pelo menos seu projeto físico, fundamentais à formação e à pesquisa de seus alunos.



APARATO POLÍTICO SINDICAL

Que a greve, como instrumento de pressão política é, no caso específico das universidades, ineficaz, já se sabe também, e, nesse sentido, ela tem o efeito de fortalecer as propostas para sua privatização.

Que o aparato político-sindical que controla as assembleias que decidem a greve extrapola os interesses de docentes e funcionários, ao colocar como reivindicações do movimento temas como a política econômica do governo e outros, ao invés de concentrar-se nas questões salariais e orçamentárias da universidade, já estamos cansados de saber.



TODOS PERDEM

Até parece que nessa espécie de jogo ambos os lados parecem estar jogando com o intuito de fortalecer as teses que pregam a privatização, contribuindo para enfraquecer ainda mais essa Universidade que sofreu tanto com gestões espúrias, lembradas pelos desvios promovidos pela famigerada organização Rio Madeira, criada ao que parece como um mimo ao amante do ex-reitor, que mesmo praticando todo mal à Unir, continua sem a devida punição, sem a condenação de passar vários anos na cadeia.

Enquanto isso, os jovens que desejam estudar e os professores que desejam ensinar assistem a uma luta na qual todo mundo perde.



ATOCHADO

Dilma prometeu cortes nas despesas, mas ninguém sabe quando virão. Dizem que vão cortar ministérios, mas ninguém sabe quais. Prometem reduzir boa parte dos 100 mil servidores nomeados sem concurso (e até prometem não fazer mais concursos tão cedo), mas ninguém sabe quando esse corte vai acontecer. E ainda tem gente sempre pronta a defender novas contratações, sem concurso público. Acha pouco 100 mil. Os Estados Unidos (devem ser mais pobres do que nós) têm menos de 10 contratações sem concurso público.

Já os novos impostos, incluindo a CPMF, vêm por ai sem choro nem vela. Vai ser atochada no r* do povo brasileiro, que parece não reagir nunca. Dependemos para nos livrar deste Congresso, que pode evitar que essa nova facada vire lei.



PAGANDO O PATO

O ajuste fiscal da dona Dilma deveria recair nos bolsos de todos os que votaram nela. Começando pelos apaniguados que ganharam cargos no governo e podem ser identificados facilmente. Mas a presidenta quer que o povo pague a conta da sua reeleição.



FARSA OU TRAGÉDIA

Ontem a manchete principal do quase centenário Alto Madeira retratou a greve no transporte público coletivo de Porto Velho. Pelo menos uma coisa ficou clara com a matéria do jornal. A tão comentada solução emergencial, esquema utilizado pela “gestão” (???) de Mauro Nazif para entregar a exploração do serviço de transporte coletivo sem realizar concorrência pública nacional, premiando uma empresa que é um desses capítulos que ninguém sabe e ninguém viu, não passou mesmo de uma farsa.



EMERGENCIAL UMA OVA

Meses e meses dessa operação mal explicada e nada aconteceu, a não ser a tragédia de mais uma paralisação no setor que continua nas mãos do consórcio que por anos manda nessa coisa misteriosa que é o transporte urbano de Porto Velho.

Será que o Judiciário continuará dando guarida a uma simples vontade do prefeito, que não encontra nem mesmo parâmetros para que a tragédia anunciada acabe acontecendo contra os usuários?



SAI O 33º PARTIDO

Foi autorizado o registro do Partido Novo, o 33º partido político no Brasil. Mais cinco partidos estão pedindo o registro, entre eles, a Rede, de Marina Silva. Se uma democracia fosse melhor pelo número de partidos, o Brasil estaria na liderança. O problema é que uma parte desses partidos nem tem votos, só serve como legenda de aluguel.



MAIS PARALISAÇÃO

Na próxima quarta-feira (23/09), os servidores federais vão fazer uma paralisação de 24 horas contra o pacote de ajuste fiscal que lhes tira o reajuste salarial. Depois os servidores se reúnem para decidir se fazem uma greve geral. Vai começar um período conturbado, onde devem ocorrer várias greves de servidores.



CORREIOS

Líderes de várias categorias de servidores argumentam que é preciso ir para a rua e fazer pressão sobre o Congresso para impedir a aprovação do ajuste fiscal, pelo menos na parte que suspende reajuste de salários. Em Rondônia nenhum sindicato anunciou se o estado vai aderir. No entanto, uma fonte garantia na tarde de ontem que os funcionários dos Correios em Rondônia deverão aderir ao movimento paredista na próxima semana.



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