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Porto Velho,  qua,   3/junho/2020     
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A crise econômica, financeira, ética e de competência mais séria que vivenciamos no estado

28/09/2015 11:33:25
Gessi Taborda
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PENSAMENTO DA SEMANA

“Quem sabe aonde quer chegar; escolhe o caminho certo e o jeito de caminhar.” Thiago de Mello, escritor brasileiro.


AINDA EXISTEM SAÍDAS?

Aproximando-nos cada vez mais de um novo ano eleitoral, quando todas as cidades deverão escolher seus prefeitos e vereadores, uma pergunta espera respostas das principais lideranças, políticas e sociais, do estado: temos saída a curto ou médio prazo? Quais serão? E por que motivos nenhum dos pretensos participantes da próxima disputa eleitoral não estão falando sobre isso?

Na verdade, muitos dos pretensos candidatos apontados até esse momento nem chegam, pelo visto, a reconhecer que o estado – e principalmente seus grandes municípios – enfrenta uma crise econômica e política. Por isso não são atraídos para esse tipo de debate, preferindo focar questões de varejo das dificuldades da vida urbana.


UM VEREADOR

Se falar dos problemas da crise não interessa nem mesmo a quem pretende disputar o cargo máximo, entre aqueles que sonham com a reeleição ou com a primeira vitória no cargo de vereador a situação é ainda mais desanimadora.

Todavia nesse cenário de mesmice e mediocridade, em termos de Porto Velho, a nossa capital, pelo menos um vereador (de 1º mandato) vem surpreendendo por suas posturas de críticas à gestão atual e, consequentemente, por colocar em seus discursos uma mensagem de esperança. Trata-se do vereador e jornalista Everaldo Fogaça.


PONTARIA DE ASPONE

Por não desviar – como a maioria de seus colegas mais preocupados em agradar o Executivo – o olhar crítico da situação real de Porto Velho, especialmente em segmentos como o transporte coletivo, a saúde, a segurança e a qualidade de vida dos moradores; cria desafetos entre os próprios colegas de vereança (com destaque para Jair Montes), responsáveis até por uma tentativa de cassação de seu mandato e, inusitadamente, sofreu ameaça de agressão física da parte de um desses secretários municipais – um reconhecido aspone – que por falta de pontaria acabou acertando vereador Cabo Anjos.


PACTO DA VERDADE

O município de Porto Velho amarga os piores IDH das capitais do Brasil. Não é apenas uma cidade urbanisticamente feia, com aparência de abandono e desleixo. Mas Porto Velho não está sozinha. A maioria dos municípios de Rondônia está diante de desafios imensos no viés econômico/financeiro e atravessam um período extremamente difícil em relação à transparência ética de suas gestões, com prejuízos provocados pelos desvios dos recursos públicos e pela corrupção cada vez mais endêmica no estado de Rondônia.

Tudo isso mostrando a necessidade de que os pretensos candidatos à disputa do próximo ano firmem um pacto da verdade, colocando no centro dos compromissos a serem defendidos temas de estado, deixando de lado interesses corporativos, particulares e pessoais.


RECURSOS DRENADOS

Rondônia nasceu como um estado beneficiado por imensas riquezas naturais. E nesse contexto, Porto Velho foi um importante município na produção de ouro e de outros minérios.

Mas a riqueza extraída em todo o estado (como a cassiterita de Ariquemes) foi drenada para o enriquecimento de pequenos grupos políticos, de espertalhões e aventureiros, sem a contrapartida dos investimentos.

Nos municípios (e esse é um caso inegável de Porto Velho) nenhum prefeito aceitou tomar medidas corajosas e inadiáveis para colocar as comunidades em condições de crescer de forma saudável, conquistando indicadores sociais dos quais nos orgulharíamos.


INVESTIMENTOS

Permitindo rombos contínuos nas riquezas produzidas (até hoje há um total mistério em saber para onde foi todo o ouro produzido em Porto Velho) investimentos fundamentais no processo viário (apena o município de Jiparaná tem algo como um anel viário), de estradas coletoras da produção, na legalização de terras ocupadas pela expansão urbana, na infraestrutura deixaram de ser feitos.

E depois há outro aspecto praticamente não revelado nos discursos dos políticos atuais: as gestões públicas sempre gastaram mais do que arrecadaram, gerando esse aparato estatal fraco, com presença sempre ausente em serviços essenciais para a melhor qualidade de vida dos moradores, como transporte, mobilidade, lazer, etc.


FALTA GENERALIZADA

Há uma clara percepção de que a maioria dos gestores públicos rondonienses (há, claro, municípios que são honrosas exceções) na maioria das vezes atrapalham mais do que ajuda. A sucessão de escândalos, a ação cada vez mais presente de instituições como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (muitas vezes em parcerias com órgãos federais) mostrou que a praga da corrupção fez de boa parte das gestões municipais estruturas a serviço de si mesmas, de seus pequenos grupos de apaniguados.


A REDE SE AMPLIA

Pequenos municípios como Cujubim até municípios fortes como Cacoal e Vilhena caíram nessa mesma rede, que retroalimenta essa ideia de um estado refém do crime organizado, dos ladrões de colarinho branco, sempre mais equipados para vencer as sucessivas eleições.

É preciso criar a partir das próximas eleições uma consciência em todo o estado que possibilite construir um grande pacto de verdade, que mostrando a realidade presente possibilite um olhar de maior esperança para o futuro.


MAIS SÉRIA

A crise econômica, financeira, ética e de competência é, certamente, a mais séria que vivenciamos no estado. Mas, se toda a crise representa também uma oportunidade de fazer diferente e melhor, aproveitemos as atuais dificuldades para construirmos um novo e democrático reordenamento da relação entre as gestões municipais e moradores do estado rondoniense.

É urgente o enfrentamento dessa questão. Precisamos de novos prefeitos e novos vereadores que não sejam um obstáculo ao progresso com desenvolvimento sustentável.


VEREADORES

Precisamos de Câmaras Municipais em que o clima de confronto saudável entre os representantes do povo e os gestores públicos seja preservado.

Chega de vereadores que não enfrentam os problemas administrativos para não se desgastar. Para não perder a capacidade de indicar cabos eleitorais ou membros da família para os melhores cargos do Executivo.

Enquanto nossas Câmaras Municipais não assumir o papel de palco de confrontos é muito provável que não haverá avanços reais para melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano em nossas comunidades.


RECEITA BATIDA

As campanhas eleitorais permitirão a vitória de um único comportamento: negar-se de qualquer forma e a qualquer preço a discutir qualquer problema, antecipar qualquer medida polêmica ou meramente admitir que qualquer solução depende da contribuição de alguém. Ou seja, é aparentemente mais produtivo defender a tal tarifa zero para o transporte coletivo, sem contar que na verdade “a tarifa zero” é paga pelo cidadão-contribuinte-eleitor.


FUTURO ADIADO, DE NOVO
Do jeito que está, parece que mais uma vez o futuro ficará para depois. Assegurado que não discutiremos os assuntos de interesse comum nem mesmo em período eleitoral.



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