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Porto Velho,  qui,   17/outubro/2019     
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Oxigenada no Poder Legislativo é uma forma de coibir o curral eleitoral

14/10/2015 09:41:32
Gessi Taborda
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PARA PENSAR

O retrato do descaso pode ser observado diariamente nas estruturas públicas oferecidas pela prefeitura municipal de Porto Velho nas praças do centro da capital. Faltam bancos, iluminação, arborização, jardins, etc, etc. Mas não faltam camelôs, drogados, trambiqueiros e comércio pirata. São muitos vampiros para pouco sangue. Até quando?


IMPOSTOMETRO

O Brasil oferece retorno pífio à sociedade em relação à qualidade de ensino, saúde pública, segurança, saneamento básico, habitação, infraestrutura de trânsito e transportes, além de diversos outros aspectos. Mas continua muito eficiente em arrecadação tributária. Conforme o “Impostômetro”, ferramenta on-line da Associação Comercial de São Paulo, a população pagou R$ 1,5 trilhão de impostos do começo do ano até ontem. Daria para montar 111 milhões de salas de aulas equipadas ou para construir 5 milhões de postos de saúde.


RENOVAÇÃO

A coluna defende a renovação no Legislativo, seja qual for a cidade. É importante para democracia e para a população.

Acreditamos que a renovação contribui para uma melhor representatividade na Câmara. De fato, são novas pessoas que chegam com novas ideias, com a vontade de fazer diferente. A partir do momento que existe a renovação, surge a oportunidade de vários segmentos da sociedade ter seus representantes, como bancários, sindicalistas, professores e profissionais liberais e até jornalistas.


CURRAL

A “oxigenada” no Legislativo é de extrema importância. É uma forma de coibir também o chamado curral eleitoral. Candidatos com sucessivos mandatos têm chance maior de ser reeleitos. É esse quesito que acaba sendo prejudicial para a representatividade. As condições devem ser iguais para todos os candidatos, sejam veteranos ou novatos. Com renovação, quem ganha é o povo. Precisamos nos livrar pelo menos dos dinossauros que corroem e destroem a política de Porto Velho.


NA MAIONESE

O cidadão-contribuinte-eleitor que se dispôs a deixar seus afazeres ontem para assistir (coisa muito próximo da penitência) a sessão da Câmara Municipal portovelhense certamente teve uma demonstração de como os tais representantes do povo adoram surfar na maionese.

Na parte da sessão em que os edis apreciaram vetos a iniciativas de colegas, havia essas coisas esdrúxulas como a cascata imaginada pelo petista Zé Wildes, para um tal “Programa de Intercâmbio Educacional” (???) no âmbito da Semed. Impossível imaginar de que intercâmbio defendeu o vereador, oriundo exatamente de setor sindical desse segmento.


BIZARRICES

Depois teve coisas como a criação do “Programa de Transporte Acessível” para incentivar deficientes auditivos e visuais a usar o transporte coletivo urbano. A ideia altamente inovadora (rárárárárá!) é de Márcio Pacele do Sitetuperon. Ele é ligado ao segmento sindical dos transportes urbanos mas, pelo visto, ainda não percebeu o tamanho do caos em que esse segmento está envolvido há vários anos.

Não faltam surfadas bizarras na maionese saídas das cabeças desse pessoal regiamente pago com o dinheiro dos contribuintes, numa disfarçada ação de defesa dos interesses públicos. Exemplos disso se destacam em iniciativas como a que “dispõe a criação do sistema de utilização de águas pluviais nos prédios públicos municipais de Porto Velho”. O gênio dessa ideia se identifica como vereador Porfírio Costa.


INUTILIDADES

E o que não dizer da inovadora iniciativa do vereador Alan Queiróz, um sujeito com formação universitária e que já foi até presidente daquela Casa. O seu projeto de lei, apresentado ontem, dispõe sobre o “aviso” (??) a ser afixado nas dependências públicas do município. Será que vai ser também obrigatório para as latrinas públicas?

Depois ainda tem quem pergunta ao colunista porque deixou de frequentar com a antiga assiduidade o plenário da Câmara.


PURA DEMAGOGIA

Ora, como perder tempo para ouvir vereadores como Ellis Regina, Jair Montes e Edwilson Negreiros apresentando em conjunto um projeto autorizando o Executivo (que não precisa de autorização legislativa se quisesse adotar essa iniciativa) a conceder gratuidade a alunos da rede pública municipal no transporte coletivo urbano?

Essa, na verdade, é apenas mais uma iniciativa demagógica. Afinal no próximo ano praticamente todos estarão tentando renovar seus mandatos. Eles, mais do que ninguém, sabem que não existe “passagem de graça”. A “generosidade” será paga pelos outros usuários do transporte e pela sociedade como um todo.


OBSTÁCULOS

Leitores da coluna foram informados a muito tempo da possibilidade de Maurão de Carvalho aportar a nau de seu desejo político no cais do PMDB. Isso mesmo. Foi a ELG quem registrou as táticas em andamento para levar o atual presidente da Assembleia ao partido de Valdir Raupp que, como se sabe, não tem nomes com liderança para a disputa da sucessão estadual em 2018.

Maurão certamente não deve estar esquecido da puxada de tapete sofrida em seu (ainda) partido pelo grupo de Ivo Cassol, quando teve sua pretensão de disputar o governo foi arquivada em favor de Jaqueline Cassol, irmã do grande cacique.


SINA DO CRISTÃO NOVO

Agora a conjuntura é outra. Certamente o PMDB gostaria muito de ter Maurão como uma alternativa para 2018. O presidente da Assembleia é político experimentado. Difícil acreditar que será ingênuo bastante para acreditar que como cristão novo no PMDB já entraria na posição de Papa. Em plantação de matérias jornalísticas, tudo dá.

Todavia, o deputado Maurão de Carvalho deve ter acompanhado de perto qual foi o desfecho com o “cristão novo” Mário Português, hoje totalmente fora da disputa política.


DU-VI-DE-O-DÓ

A informação é de uma fonte com bom trânsito nos meandros da Câmara Municipal de Porto Velho. Ela seria reflexo da revelação de que as finanças do legislativo da capital estão em pandarecos. Assim, a presidência exercida por Bengala, vereador do PT, estaria decidida a reduzir nos próximos dias os seus gastos com cargos comissionados, gratificações e cargos de confiança.

A ideia, de acordo com a fonte, é reduzir em pelo menos 20% os valores despendidos com a remuneração destes servidores. A medida afeta ainda licitações e contratações de bens e serviços. Ainda não foi possível confirmar com a mesa diretora se isso de fato vai ocorrer.


MICO
Até agora nenhuma voz do Judiciário se manifestou sobre o “conto da Ocimar” protagonizado pela administração de Mauro Nazif, prefeito da capital rondoniense, que contou com total apoio do Judiciário na peleja entre o prefeito e órgãos como Câmara Municipal e TCE. Agora que o prefeito jogou a toalha e o mico foi revelado publicamente, imagina-se que MP e Judiciário terão uma nova postura sobre o assunto, explicando como apoiaram a iniciativa de se contratar uma única empresa (a tal Ocimar) para substituir o consórcio que deverá continuar operando o sistema de transporte público na capital dos rondonienses. É claro que esse mico custou recursos da municipalidade e certamente o MP deverá, no mínimo, fazer recomendações ao gestor do Executivo sobre o transporte público, a Semtran e novas manobras de atuar no segmento sem levar em conta a lei das licitações públicas. Ou não?



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