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Porto Velho,  qui,   16/julho/2020     
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Hoje viver em Porto Velho e na maior parte do estado significa viver mal

13/11/2015 01:33
Gessi Taborda
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PARA PENSAR
“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade”. Confúcio, filósofo e sábio chinês.

EXTINTA
A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou projeto que extingue a cobrança de roaming em ligações de celular. O valor, pago pelo consumidor quando ele está fora da área para a qual o aparelho foi habilitado, também é chamado de tarifa de deslocamento. O Projeto de Lei do Senado 85/2013 foi aprovado em caráter terminativo e segue para análise da Câmara dos Deputados.

REDUÇÃO
A extinção da cobrança vai ao encontro de debate mundial sobre redução de custos e simplificação de processos das ligações das telefonias contratadas pelos consumidores. Aqui no Brasil, o minuto do celular é um dos mais caros do mundo, principalmente para a camada da população que mais utiliza o celular. O Brasil tem mais de 270 milhões de celulares.

VIVENDO MAL
É inegável: hoje viver em Porto Velho e na maior parte do estado significa viver mal. Na capital essa é uma realidade mais visível nas ruas esburacadas da cidade, no seu trânsito caótico, inseguro e ilógico; nas suas praças sujas, ocupadas por camelôs, pirataria; na falta de parques de lazer bem cuidados, na péssima identificação de suas ruas e logradouros públicos, etc. É esse cenário degradante que leva muitas pessoas, especialmente visitantes, a indagar se a cidade tem prefeito.
E mesmo assim, possivelmente por confiar ainda ser fácil enganar nosso eleitorado, a abordagem de grande parte dos vereadores é tão caolha como a dos deputados estaduais diante dessa realidade desoladora: ambos preferem ver um desenvolvimento (mirífico) distanciando Rondônia da realidade nacional de um país descendo velozmente a ladeira do abismo.

UFANISMO
Assim como 16 deputados viajarão para a Bolívia na próxima semana, com a justificativa de incrementar o comércio entre o país de Evo Morales e Rondônia (como se isso não fosse competência da administração federal) “mantendo o estado superando a crise brasileira”, vereadores da capital vibram, mais uma vez, com a meia sola promovida pelo prefeito no sistema de transporte urbano e com “a programação de asfaltamento” de vias, como se isso estivesse sendo feito pelo prefeito e não pelo governo do estado.

DIFERENÇAS
É difícil saber nesse momento quem é mais ufanista: os vereadores da capital ou os deputados estaduais. Como compreender essa distorça na binoculagem dos políticos rondonienses? Tudo se resume ao que parece na incapacidade de reconhecer a diferença entre progresso e desenvolvimento.
Afinal, o melhor processo de desenvolvimento é aquele que permite elevar mais, em primeiro lugar, a qualidade de vida das pessoas, como definiu Manfred Max-Neef, economista teórico da economia chilena.

FÁCIL COMPREENSÃO
Como o desenvolvimento não pode ser medido apenas pelo aumento do número de veículos nas ruas, pela energia produzida ou pelos serviços à disposição da população (de alguns pelo menos), é possível afirmar o “progresso” verificado nessas paragens não causou um desenvolvimento de verdade. Certamente não será fácil fazer as mentes “brilhantes” de boa parte dos políticos locais compreenderem essa abordagem.

O MELHOR? PUTZGRILA!
Nessa semana, ao marcar presença no diretório municipal do PMDB o secretário chefe da Casa Civil (que certamente não tem formação acadêmica para compreender fundamentos econômicos), Emerson Castro, afirmou sem ao menos se corar, que o governador Confúcio Moura vai entregar mais de uma centena de obras feitas em sua gestão e será, assim, considerado o melhor governador que Rondônia já teve.
É um pensamento bem ao gosto, pelo que se viu nas recentes declarações do deputado Lebrão, coordenador da Caravana da Integração, montada para ir negociar acordos na Bolívia (não sei se já combinaram com o Itamaraty) de boa parte dos nossos “ínclitos” representantes do povo rondoniense.

TRÁGICO OU CÔMICO
Falta apenas aos áulicos de Confúcio revelar qual o modelo está sendo seguido para deixar Rondônia fora da crise, como se fosse uma grande “Ilha da Prosperidade”. Ora, quem sabe tal modelo não pudesse ser entregue à própria Dilma e seu staff, evitando que o país chafurde ainda mais no abismo econômico e antiético que alimenta o noticiário do país.
Com qual modelo Rondônia consegue atingir esse pleno desenvolvimento visto pelos políticos acostumados a ficar do lado que a vaca deita? Será que o modelo do império romano é que deveria ser seguido? Talvez o império persa no seu auge? Quem sabe o modelo dos tigres asiáticos na época de sua apoteose? Que a receita seja enviada a planalto com urgência.

UMA OVA
Infelizmente não há diferença entre o que acontece em Rondônia e no resto do Brasil. Não somos uma ilha. O progresso pode até se colocar em evidência, mas o desenvolvimento humano não acompanha os avanços de tudo. Em termos de uma escala humana, subsistência, afeto, proteção, entendimento, participação, lazer, criatividade, liberdade e identidade é que devem prevalecer entre todos.

POLITICOS ESCAPAM
E aqui, como no resto do Brasil, as pessoas sofrem demais, passando a vida toda em meio a muitas dificuldades. As crescentes angústias e aflições só não alcançam, pelo visto, aqueles que se enriquecem através da política. É preciso todo mundo ter mais consciência a respeito de tudo para que as coisas possam caminhar numa direção de desenvolvimento de verdade.

ABANDONADO
O Parque da Cidade, nas proximidades do shopping, está praticamente abandonado. É lamentável a falta de conservação daquele local pela prefeitura. O mato toma conta das suas vias, lixeiras estão quebradas, bancos idem, a arborização é deficiente. Um lamentável exemplo do desmazelo característico da gestão do prefeito Nazif.



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