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Porto Velho,  seg,   26/outubro/2020     
artigos

A corrupção deixa marcas irreparáveis na credibilidade das instituições de governo

27/11/2015 14:18:43
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Como nenhum político acredita no que diz, fica sempre surpreso ao ver que os outros acreditam nele”. Charles de Gaulle (1890/1970), estadista francês.

 

CINISMO

As próximas eleições para mudar o governo, escolher deputados e senadores está longe, mas já tem político colocando as mangas de fora, montando cinicamente os ingredientes das novas promessas destinadas a enganar os eleitores e a angariar votos.

Todo mundo tá careca de saber que Confúcio ainda não está convencido de que o melhor seria terminar sua péssima gestão e deixar a vida pública para o bem de Rondônia. Ele anda de olho numa vaga para o Senado e para isso já começa a sinalizar com a construção das promessas feitas para não ser cumpridas. E nisso, pelo visto, ele é craque.

 

PROMESSA DO BARALHO

Dessa vez a dica está no seu blog e nem por isso alguém levantou esse bizú. Agora entra na retórica vazia do inexpressivo governante rondoniense o gasoduto de Urucu, tema que já garantiu muitos votos a Valdir Raupp, o barbudo guru do PMDB rondoniense, que entrou na mira das denúncias premiadas da Lava Jato.

O que parecia impossível, agora pode ser realidade. Vamos trabalhar de novo e recomeçar um novo projeto de um sonho que parecia perdido”, tascou o filosofal governante sobre o tal gasoduto na última postagem de seu blog. É mesmo do baralho tamanho cinismo.

 

ASSUNTO INEVITÁVEL

A cada novo dia a classe política do nosso país promove novos espetáculos deprimentes que nos envergonha como cidadãos-contribuintes-eleitores, mas que não nos surpreende mais. O último escândalo tendo como personagem principal o petista Delcidio do Amaral, do MS, nos remete a refletir novamente sobre esta questão em Rondônia.

E no estado não temos nenhum motivo para acreditar que por aqui a situação é mais positiva. Não. No segmento político do estado os principais personagens estão envolvidos em máculas irreparáveis, alguns condenados, a maioria investigados em vários inquéritos ou réus em processos que apuram negociatas milionárias, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e coisas do gênero.

 

CONTAMINAÇÃO CRESCENTE

A que ponto chegamos em Rondônia? A um ponto de contaminação até das pequenas e bucólicas cidades do interior.

Ainda nessa semana um exemplo clássico dessa situação: a 1ª dama Marinez da Silva Barbosa, mulher do prefeito Luiz Pereira de Souza, da pequeníssima cidade de Alto Paraíso foi presa pela prática de crimes de corrupção, associação criminosa, falsidade ideológica e fraude em licitações. Além dela, também foram presos vereadores da cidade.

 

REVOLTANTE

No momento em que todos os cidadãos-contribuintes-eleitores são castigados pela crise financeira, com salários estagnados, aumento vigoroso do desemprego, custo de vida nas alturas, saúde sucateada é revoltante acompanhar os abusos que contaminam a política no estado em proporções idênticas ao que se vê no cenário nacional.

A demora da Justiça em punir os maus políticos certamente contribui para contaminar as administrações públicas das urbes interioranas, pela crença de seus gestores na impunidade.

 

DESORGANIZAÇÃO

A corrupção deixa marcas irreparáveis na credibilidade das instituições de governo. Aqui, por incrível que pareça, o próprio governador Confúcio reclamou publicamente da desorganização sofrida pelo estado com o absurdo excesso de servidores premiados com CDS. Trata-se de contingente derivativo da nefasta influência da politicagem. Com esse tipo de cenário que domina a política local não é de se duvidar de que estamos diante de falcatruas responsáveis por todas essas evidências de desorganização do estado.

 

FRAGILIDADE

Mesmo reconhecendo uma ação mais objetiva de instituições como o MP e a Polícia prendendo quem rouba o dinheiro público em vários pontos do estado, não há como negar que a degringolação envolvendo prefeitos, vereadores, secretários municipais em cidades como Alto Paraíso, Cujubim, Ariquemes, Cacoal e tantas outras refletem a fragilidade de nossos sistemas de controle financeiro nessas gestões, principalmente no sentido de prever as tresloucadas ações de autoridades acostumadas ao jeitinho e às negociatas.

 

TÁBOA DE SALVAÇÃO

É até difícil de acreditar, mas os registros confirmam como nossa política foi e está sendo dilacerada pelos casos de corrupção, pela infestação de personagens metidos em falcatruas de diversos tipos e quem nem assim tomam simancol, deixando a vida pública de lado.

Pelo contrário, sempre crentes na docilidade e tolerância de nossa população e na capacidade de empurrar ad-eternum os processos na Justiça, estão todos se escalando para os próximos embates eleitorais por acreditarem que fora do poder não há salvação. E assim qualquer coisa para não deixarem o poder.

 

ENROLADOS

Todos os componentes da bancada rondoniense no Senado têm folha corrida pontilhada de nodoas apontada em processos tramitando na esfera do Judiciário. Talvez a mais grave seja a de Ivo Cassol, já condenado à prisão por decisão do Supremo, em agosto de 2013.

Além dessa condenação, Ivo Cassol é réu nas ações penais 562 e 891, ao que se somam vários inquéritos por peculato, improbidade, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Os outros dois senadores ainda não estão condenados e nem por isso deixam de estar enrolados nas teias das ações judiciais.

No caso de Valdir Raupp, o “pajé” peemedebista no estado, fora a posição de réu na Ação Penal 358 é investigado nos inquéritos 3982 e 3989 da Lava Jato.

 

DEPUTADOS

Na Câmara dos Deputados, a representação rondoniense conta com alguns encalacrados na Justiça. É o caso de Lindomar Garçom, por captação ilícita de votos; Luiz Cláudio, que é investigado no inquérito 4057 por corrupção passiva; Lúcio Mosquini, investigado em dois inquéritos pela prática de crime contra a lei de licitação e por falsidade ideológica.

Nessa lista o destaque fica com Nilton Balbino Capixaba, apontado num dos processos da Justiça como um dos líderes da “Máfia das Sanguessugas”, além de ainda estar sendo investigado em outros inquéritos, um deles por crime contra a lei de licitação que teria ocorrido na prefeitura de Cerejeiras.

 

AS DEPUTADAS

No momento apenas a ex-deputada Ana da Oito está curtindo uma temporada na cadeia. A ela deve-se juntar (espera-se) brevemente Epifânia Barbosa, já sentenciada. Mas a lista não pode parar ai. E além das deputadas há também os marmanjos que meteram adoidamente a mão na cumbuca e ainda estão livres.

A prisão de integrantes dessa banda podre de nossa política é fundamental para desestimular políticos de cidadezinhas do interior a escolher as boas práticas e não transforma as pequenas comunidades em novos exemplos da corrupção política no estado.




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