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Porto Velho,  qua,   30/setembro/2020     
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Políticos escorraçados da vida pública pelo eleitorado voltam à cena, alguns até com direito a boquinha

03/12/2015 14:08:46
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“O sucesso normalmente vem para quem está ocupado demais para procurar por ele”. Henry David Thoreau (1817/1862), escritor norte-americano.

 

UM PALCO ABSURDO

São situações surpreendentes para quem não acredita que o corporativismo político sobrevive, quase intacto, na proteção daqueles repudiados pela vontade do eleitor. É difícil saber quais caminhos sinuosos foram percorridos para que figuras derrotadas nas eleições recentes, como Jose de Abreu Bianco e Dedé de Melo, estejam mais uma vez escalados para figurar na passarela do poder legislativo, driblando a vontade popular.

 

FORA DA LÓGICA

Em termos de lógica comum é praticamente impossível explicar como alguém tendo na sua biografia (além do próprio cargo de deputado) um cargo de senador e de governador assume uma função de mero assessor (contratado pelo sistema de livre provimento) parlamentar. É como se FHC ou o próprio Lula fosse cavar uma boquinha no terceiro escalão do parlamento federal ou em qualquer nível do Executivo.

 

SURPREENDENTES

São essas situações surpreendentes que comprova o nível em que se encontra, ainda, a política rondoniense. Aqui o imprevisto supera o previsto. Bianco, Dedé de Melo, Luiz Gonzaga (todos ex-deputados) entre outros políticos apeados da vida pública pela vontade popular conseguiram voltar ao lugar de onde saíram numa espécie de lance mágico do forte corporativismo.

Por trás desse enredo possivelmente existe um roteiro de filme de mistério. Afinal, a mágica é o maior antônimo da lógica.

 

ARMADILHA

Não faz sentido para uma deputada experimentada e bem posicionada na base de seu eleitorado, como é o caso (só para citar um exemplo) de Lúcia Tereza, dar o cargo mais importante de seu gabinete para Dedé de Melo, como se estivesse repetindo o ficcionista John Le Carré, na retirada do frio de seu mais querido espião.

 

PRAZO VENCIDO

Certamente, esses aprendizes das manobras de John Le Carré podem estar agindo assim acreditando na hipótese de que, circundado pelos personagens com prazo vencido decretado pelas urnas, conseguirão subir novos degraus e verão aumentar o número de seus eleitores.

 

ARMADILHA

Mas tudo pode se revelar como uma péssima armadilha para quem justifica tudo na base da velha e batida informação de que isso são coisas da política.

O que esses “artistas” e prestidigitadores da vontade do eleitor ainda não compreenderam é que a vida não imita (como tantos acreditam) a arte. Tampouco a arte imita a vida.

 

TÁ DIFICIL

São reis, rainhas e valetes em todos os poderes e não se sabe quem manda mais. A rainha entra no lugar do rei, o valete no da rainha, e é uma confusão generalizada. Só falta mesmo o Az, de preferência o de paus, para colocar os poderes em seus diversos lugares.  Do jeito que as coisas vão indo vai ser difícil desembaralhar o Brasil.

 

PÉSSIMO EXEMPLO

Mas do que nunca não há como negar: Mauro Nazif, apesar de tudo, só pensa em conseguir um novo mandato na eleição de 2016. Ele está disposto a fazer tudo para amenizar o tamanho do índice de desaprovação. E como não tem capacidade para colocar em execução obras estruturais e capazes de garantir a retomada do crescimento sustentado da economia da capital rondoniense, parte para a execução de projetos mais visíveis, sem se importar com os péssimos exemplos de gestão do dinheiro público, até por estar convencido de possuir blindagem especial contra eventuais investigações e ações dos chamados órgãos do controle externo.

Nesse momento o péssimo exemplo é praticamente um repeteco do final do ano anterior, dessa vez com relação à chamada decoração natalina.

 

DENÚNCIA GRAVE

Feita pelo deputado estadual Leo Moraes, a denúncia de que o prefeito está gastando mais de 2 milhões de reais para “alugar” (pasmem, leitores!) a iluminação natalina, não pode ser jogada para debaixo do tapete pelas instituições responsáveis em defender os recursos públicos, como soem ser o Tribuna de Contas e o Ministério Público.

 

TORRANDO DINHEIRO

É claro que os reflexos da crise vão deteriorar ainda mais as finanças da prefeitura, com queda de arrecadação. Só Nazif parece não acreditar nisso.  

Gestores públicos têm obrigação de fazer ajustes para uma transição menos traumática nesse cenário de crise econômica e recessão. É acintoso torrar dinheiro público (sem a obedecer a lei da concorrência pública) em supérfluos nesse momento.

 

OLHO NO LANCE

Nessa questão, segundo a denúncia, há um aspecto ainda pior: a prefeitura supostamente já liberou (muito antes da conclusão do projeto) quase um milhão de reais ao “feliz contratado”. Como? É o que deve perguntar ao gestor público os paladinos da lisura, ou seja: Ministério Público e Tribunal de Contas. Se a coisa correr frouxa, teremos mais um lamentável replay do que ocorreu no ano passado, com o tal Natal dos Pneumáticos do “prefeito 40”.

 

DESFAÇATEZ

Eles agem sempre como se nunca soubessem de nada ou como se tudo fosse perfeitamente normal. Estou falando da lamentável classe política cada vez mais escarnecida pelo eleitorado, diante dos abusos constantemente veiculados na mídia.

Veja o caso dos vereadores de Porto Velho. Só nesse ano já gastaram com a tal “verba indenizatória” algo próximo do 1,5 milhão em pagamento de combustível e despesas pessoais de vereadores, como as relativas à manutenção de seus veículos particulares.

 

DESTINO TURÍSTICO

A desfaçatez é enorme. E graças a esse costume de não respeitar o dinheiro arrancado do contribuinte, a Câmara banca gastos absurdos com diárias para vereadores cumprirem agendas totalmente dispensáveis em paraísos turísticos, como ocorreu recentemente em benefício da vereadora do PT, mandada a Salvador, na Bahia. O presidente da casa, o petista Bengala, não se manifesta, possivelmente considerando os eleitores como um bando de idiotas incapazes de reagir contra essa camarilha perfeitamente dispensável.

 

SACRIFÍCIO

A vereadora precisou fazer um intervalo em seu período de luto para cumprir a “relevante missão” de se fazer presente num congresso de vereadores que, claro, não significa nada para a sociedade de Porto Velho. Será que os órgãos de controle continuarão de olhos vendados para tanta desfaçatez, deixando tudo correr de maneira frouxa?




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