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Porto Velho,  sex,   27/novembro/2020     
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Em meio a uma crise sem precedentes, Prefeitura torra quase dois milhões e meio de reais com decoração natalina

07/12/2015 10:23:02
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Se há um idiota no poder, é porque os que o elegeram estão bem representados.” Aparício Torelly, o Barão de Itararé (1895/1971), jornalista brasileiro.

 

PERDENDO A VALIDADE

Não sei se o eleitor compartilha dessa visão de que o dístico “Ordem e Progresso” de nossa bandeira praticamente perdeu a validade nos tempos atuais. O colunista, preocupado com os fatos dominantes da atualidade, em especial na seara política e institucional, está cada vez mais temeroso de que se aprofunde em nosso país e também na nossa região rondoniense o estado de anomia, pouco reconhecido pelas lideranças populares e pelos formadores de opinião pública que atuam em nossa sociedade.

 

LEIS QUE NÃO PEGAM

Ainda estamos sob o signo da impunidade em nosso país. Achamos natural essa coisa de que “no Brasil é assim mesmo, com a existência de leis que não pegam”, que foram criadas e sancionadas para não serem cumpridas. E como tais leis surgem para serem burladas, não se pode (ou se deve) punir seus violadores. É desse costume que a impunidade passa a imperar em muitos setores, colocando em risco as próprias instituições.

 

PEDALADAS

Essa confissão de que as normas reguladoras não têm a menor importância no solo pátrio aflora com toda força no discurso fácil (e até asqueroso) da própria autoridade máxima, diante da proposta de impeachment que poderá tramitar na Câmara dos Deputados até chegar ao Congresso se chegar.

O discurso fixa-se na ideia de que as “Pedaladas Fiscais” praticadas não foi crime de responsabilidade. É uma perigosa demonstração de que as normas (e por consequência as leis) podem ser violadas sem qualquer risco de punição.

 

“ÔRRA NENHUMA, MEU!”

O processo de impeachment contra a lamentável e incompetente presidente Dilma, aceito na Câmara dos Deputados, passou a ser vendido por quem defende a permanência da petista no comando do país, como “golpe” e nada mais. É fácil perceber o tamanho dessa mentira, dessa apelação: se as violações da lei devem ser punidas, quem praticou as bilionárias pedaladas tem de responder por crime de responsabilidade. Não é uma questão meramente política.

E nem adianta apelar para esse argumento canhestro de que tudo se resume num caso de vingança do também lamentável presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

 

 CONDUTA CRIMINOSA

As pedaladas fiscais foram simplesmente mais um reflexo da corrupção sistêmica que envolve funcionários públicos e o aparelhamento do estado pelo PT. Se pretendermos ter um país sério, com “Ordem e Progresso” não podemos tolerar que uma norma de proteção do Estado seja jogada ao léu por quem deveria cumprir a lei (todas as leis) com a simples desculpa de que essa conduta não é criminosa.

 

DEGRINGOLAÇÃO

A degringolação cerca cada vez mais a população e não é privilégio de Brasília. Em consequência da impunidade, a corrupção ativa ou passiva se alastra por todo canto do país. Em Rondônia a sensação que se tem é que ela está integrada ao cotidiano diário.

Dos menores municípios à própria capital do estado não há como deixar de sentir uma espécie de omissão e até de cumplicidade de instituições de controle com o acanalhamento das gestões públicas de baixíssima qualidade.

 

ENTIDADES DE FACHADA

Essa complacência permite que recursos públicos sejam utilizados via entidades de fachada em promoções festivas sem nenhum valor artístico-cultural, dentro da famigerada ideia do “pão e circo” (mais circo do que pão) como aconteceu no ano do centenário, com a desculpa de que o dinheiro torrado teve como objetivo a promoção de eventos da efeméride.

Essa conduta virou rotina e mais uma vez (agora com a desculpa do natal) é utilizada sem dó e nem piedade como novo sumidouro do dinheiro do contribuinte. De acordo com denúncia formulada pelo deputado Leo Moraes, mais de dois milhões de reais (pasmem!) foram torradas no aluguel de peças de ornamentação natalina.

 

ZOMBARIA

Diante do descumprimento corriqueiro de normas por parte dos dirigentes públicos, assistimos cada vez mais impassíveis grupos organizados se arvorando no direito de invadir propriedades, destruir patrimônio alheio, zombar das autoridades e das instituições, inclusive fazendo ameaças e declarações favoráveis às ações violentas. Esses grupos, que se autodenominam de “movimentos sociais”, como um identificado por MAB que costumeiramente criam obstáculos nas rodovias, contando sempre com a complacência das autoridades e dos políticos populistas.

 

DEUS DARÁ

O que não dizer da zombaria dos próprios dirigentes públicos contra os cidadãos-contribuintes-eleitores. É, em se tratando de Porto Velho, o caso da indústria de multas em que se transformou a Semtran com seus “agentes” (arrecadadores) do trânsito, que até agora tem contado com a compreensão de órgãos como o MP que, sem fiscalizar esses “fiscais” deixa os cidadãos ao deus dará.

 

OLHA A RECESSÃO

Chegamos finalmente ao derradeiro momento de 2015. E, bem diferentemente das afirmações otimistas de membros da base governista na Assembleia e também de membros do alto escalão do governo, vemos diante de nós uma realidade de crise.

O governo de Confúcio se esforça para aprovar leis que aumentam impostos (especialmente o IPVA e o ICMS.

 

NINGUÉM PENSA NO ESTADO

Raniery Coelho, presidente do sistema Fecomércio, se esforça para convencer deputados de que a aprovação dos aumentos será “catastrófica” para o setor representado por ele.

Pela manifestação de Raniery uma coisa fica clara: parece que poucos pensam no interesse do estado. Todos querem tirar vantagens da crise, como se isso fosse possível. Clima de traições deprimentes e visíveis.

 

FALTA PRAGMATISMO

No momento, mesmo com o período de festas da cristandade, é de crise nas vendas, no emprego, na renda, na arrecadação, na lucratividade das empresas.

O cenário aponta para dificuldades na rolagem das dívidas das empresas do mercado local. Não vamos ter, com certeza, um final de ano tranquilo. Falta vontade e pragmatismo para melhorar.

 

AVENTUREIROS

A eleição municipal do próximo ano é imprevisível em termos de resultados. As a forças políticas que querem se aproveitar do desânimo popular para tentar emplacar candidaturas aventureiras, ou perigosamente radicais. Enfim, o ano que praticamente está acabando nada apresenta no sentido de mostrar que Porto Velho esteja mais preparada para a crise.




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