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Porto Velho,  qui,   2/abril/2020     
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O brilho do Natal nas ruas da capital é um belo amortecedor do pessimismo reinante de nossos dias

08/12/2015 13:02:34
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“A situação no Brasil está de vaca não reconhecer o bezerro.” – Do deputado federal Paulo Magalhães (PSD-BA), aliado do Planalto.

 

LUZES DO NATAL

A unanimidade não é sábia, nunca foi. Mas é inegável que a decoração natalina desse ano nas ruas de Porto Velho superou as expectativas, especialmente em relação à decoração de 2014, quando prevaleceu o estilo utilizando pneus velhos. Isso é o que todos os portovelhenses estão falando.

Entretanto, a população não deve ficar cega diante do brilho natalino, para questões afloradas no noticiário em relação a esta “ação” da prefeitura, como o enorme custo desses enfeites (mais de 2,5 milhões) que (pasmem!) nem foram, como consta, comprados e sim simplesmente alugados para esse período.

 

RESPOSTAS

É bom ver a cidade mais bonita à noite, quando a iluminação do natal amortece um pouco do pessimismo latente dos moradores dessa capital tão abandonada pelo poder público, especialmente nas áreas fundamentais para a convivência social e comunitária, como as praças públicas.

Entrementes, há necessidade de respostas claras sobre como apenas uma empresa foi escolhida, pelo pregão eletrônico, diga-se de passagem, para decorar a cidade e por um preço aparentemente exorbitante.

 

PEDÁGIO

É preciso que os órgãos do controle externo investiguem a suposta existência de jabutis na árvore do erário. Afinal nunca se falou tanto sobre evidências de cobrança de pedágio para o fechamento de contratos de fornecedores e bens e serviços, capazes de alegrar o mister G e a “famiglia”.

 

CARADURISMO

É de revolver o estômago. Não é possível que o Brasil vá esperar as coisas ficarem tão ruins como na Venezuela, onde finalmente o ignorante do Maduro começou a descer a ladeira, para tomar iniciativas de mudar o rumo da nação (eu não disse “danação”).

Primeiro foi o caso do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), que teria recebido doação da UTC para não permitir que houvesse greves nas obras de Angra 3. Agora é acusado o deputado Paulinho da Força (SDD-SP), grande aliado de Eduardo Cunha. Os empreiteiros do Petrolão não se limitavam a pagar propinas pelos contratos, também pagavam para não ter greves nas obras. 

 

IMPEACHMENT

A proposta de impeachment da (Va lá!) presidenta Dilma está movimentando uma intensa batalha nas redes sociais. E Rondônia, é claro está presente. Aqui vem se destacando na defesa da chefa do Planalto o petista Edson Silveira.

Edson não tem mandato eleitoral e foi condenado recentemente num processo em que figurou também a ex-deputado Epifânia Barbosa, pela prática de corrupção no segmento da educação pública do município. Até agora nenhum petista rondoniense com mandato ergueu sua voz na rede social ou na mídia rondoniense para defender Dilma Roussef.

 

CONSEQUÊNCIAS

O processo de impeachment pode paralisar ou destravar o País. Para que 2016 não seja tão tenebroso como indicam alguns analistas temos que remover os obstáculos que nos impedem de agir, tirando o Brasil dessa recessão econômica, com seus reflexos sociais. O impeachment pode detonar isso ou paralisar o País, carente de novas metas de inclusão social, de empregos e de investimentos na infraestrutura. Em 2016, teremos eleições municipais, e é muito importante que os partidos tenham em mente propostas claras e que serão cumpridas.

 

UMA CERTEZA

Os fatos não podem ser negados. Seja em nível do país ou até no nosso querido estado de Rondônia a corrupção está entranhada e dela não escapam certas pessoas, públicas e privadas, infelizmente. Não se pode mais ficar apenas no discurso, com obviedades contra as quais ninguém falará. As eleições do próximo ano é um bom momento para combater o pessimismo coletivo levando toda a população a assumir com responsabilidade seu papel eleitoral para diminuir a incidência de tantos problemas socioeconômicos que nos afligem.

 

CAPITAL PARALISADA

O brilho da caríssima ornamentação natalina ligada no último domingo, com show e tudo mais, não consegue apagar uma triste realidade vivida pela capital rondoniense nesses tempos. A cidade premiada com o portentoso Rio Madeira está pior do que nunca, com sua falta de arborização, de opções culturais, de limpeza pública, de iluminação de qualidade, de praças ajardinadas, de segurança pública e vai por ai afora numa lista interminável puxando para baixo o tal IDH, ou índice de qualidade de vida de seus moradores.

 

PLAQUINHAS

Jamais foram observadas tantas placas de "aluga-se" ou “vende-se”, dos bairros ao centro. É crescente a oferta de imóveis desocupados, tanto residenciais quanto, e principalmente, comerciais. A crise política e econômica que assola o País parece estar mais presente por aqui do que nas outras capitais da região.

E por que isso ocorre? Em Porto Velho tudo é moroso. Então você vê, só para exemplificar, que até hoje o governo não conseguiu terminar a obra de reforma do Ginásio Cláudio Coutinho, em pleno centro da cidade.

 

O POVO SE APEQUENA

Até hoje o prefeito não conseguiu recuperar totalmente a Escola Padrão, construída ainda nos tempos de Chiquilito. E também não conseguiu modificar praticamente nada em relação aos elefantes brancos dos arremedos de viadutos (meros e ultrapassados elevados) dividindo a cidade ao meio.

O povo de Porto Velho se apequena diante de seu retrocesso e assim vibra com algo tão passageiro e ilusório como uma decoração natalina.

Porto Velho seguirá "em oferta" enquanto a população seguir optando por governos restritivos às liberdades individuais e que se comportam de maneira contrária à evolução social.

 

CHARADA

Você, leitor, já pensou nisso: Quantos deputados federais nós, povo, sustentamos? Que benefícios eles nos trazem? O que se vê, ultimamente, lembra uma escolinha com crianças com até cinco anos de idade, onde fica uma acusando a outra sobre quem mentiu. É isso que está acontecendo de verdade com a nossa política: politiqueiros despudorados. Brasileiros, aprendam a votar! – Desabafo do leitor Glênio Cesar Feres, enviado para o e-mail (getaco@gmail.com) do colunista.




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