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Porto Velho,  ter,   15/outubro/2019     
artigos

Compras de imóveis em momento de desaquecimento do mercado podem servir para camuflar lavagem de dinheiro

15/01/2016 11:31:01
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Está se deteriorando a bondade brasileira. De quinze em quinze minutos, aumenta o desgaste de nossa delicadeza”. Nelson Rodrigues (1912/1980), jornalista brasileiro.

 

SINAL DE ALERTA

Uma fonte familiarizada com negócios no mercado de imóveis de Rondônia diz que é perfeitamente justificável uma fiscalização mais profunda nos negócios de compra a e venda de imóveis nesse momento em que o setor vive uma crise especialmente pela restrição de crédito. De acordo com essa fonte “boa parte dos imóveis comprados à vista” nesse mercado em queda têm muitos indícios de lavagem de dinheiro.

 

COAF DESINFORMADO

“Não é tão fácil comprar um imóvel à vista, nem com os índices mostrando uma alta queda na realização de negócios como acontece agora”, acentuou a fonte. Ora, quando alguém decide pagar tudo a vista, principalmente em produtos “top de linha” é preciso desconfiar da origem do dinheiro, explicou um empresário do ramo, ressalvando que o “corretor deveria informar imediatamente ao COAF (Conselho de Controle das Atividades Financeiras), mas não o faz”, talvez até por ser cúmplice na negociata.

 

PROMESSAS GROTESCAS

O prefeito de Porto Velho, por sua longa experiência política, encarna também o lado grotesco dos personagens dessa tragédia ao insistir nas enganosas promessas de que o sistema de transporte coletivo da cidade melhorou e vai melhorar com a panaceia que inventou, batizada de SIM. Mas do que ninguém, Nazif continua batendo na tecla de que haverá conforto para os usuários, como o ar-condicionado nos terminais de ônibus e outras mumunhas mais.

 

VAI FUNCIONAR?

Será que toda essa conversa para boi dormir vai manter o eleitorado da capital agindo como vaquinhas de presépio, incapazes de compreender que com esse prefeito não há alternativa alguma para o desenvolvimento humano na capital rondoniense?

 

DEFESA FORA DAS RUAS

Tem gente apostando cacife alto que Nazif continua na prefeitura não só por ter um dom de iludir impressionante, mas também por que nossa gente age como um microcosmo da nação, onde há os que se apresentam para defender nas ruas o mandato de uma senhora que está afundando diariamente o Brasil. Não querem acreditar que tais algazarras são meros balões de uma festa cada vez mais próxima do fim. A defesa (??) de Nazif não está nas ruas. Apenas em notas da imprensa domesticada.

 

COSTUME DE SE ENGANAR

O gasto público incontrolável, a dependência das commodities e do crescimento chinês, a falta de investimentos robustos em infraestrutura e qualificação do trabalhador, são ingredientes que, combinados com a política populista dos últimos 13 anos (dois mandatos de Lula e cinco de Dilma), contribuem para um país que acostumou a se enganar.

 

ROTEIRO AL CAPONE

Porto Velho, que viveu um roteiro de governança no estilo Al Capone, com os 8 anos do PT na prefeitura, também age como se tivesse acostumada a se enganar. Na mesma onda aparente, sem ter nada concreto e importante para apresentar, Nazif passou o mandando todo tentando inflar ainda mais esse pueril comportamento do portovelhense com festas (mal feitas) do Centenário da Cidade, com shows religiosos (musicais gospel) e até com o natal.

 

CULPA DA OPOSIÇÃO

Como tem o DNA da incompetência tudo aconteceu com a fragilidade de um balão de festa capenga e desencontrada. Se a Oposição for incapaz de defenestrar Nazif deve, morta de vergonha, sair de cena, penitenciando-se por sua culpa no aprofundamento da tragédia que está ai, aos olhos de todos.

 

ESCAPISMO PURO

O futuro próximo para quem vive na capital rondoniense não é dos mais promissores. Nossos nichos de oposição ainda se perdem em ações e proposições claramente inócuas, sem pé nem cabeça.

Agora mesmo um desses “movimentos” de oposição, com a liderança de um personagem com renovado desejo de se tornar vereador, convoca pelo Facebook uma manifestação batizada de “Abrace a Estrada de Ferro Madeira Mamoré”, marcada para o próximo dia 24.

O ato não vai determinar mudança nenhuma nem em torno do sonhado milagre de reviver a EFMM, reduzida a meras reminiscências dos mais antigos e a relatos em raros livros sobre a sua saga.

 

INCAPACIDADE

O maior problema de Porto Velho não é o completo abandono de seu patrimônio histórico pelos governantes. A cidade está desmilinguida em todos os setores, até mesmo nas prosaicas praças públicas. O resultado de tantos erros na condução do município pode ser visto agora em todos os locais.

Dos terrenos baldios enfeando o centro desde a proximidade com o Palácio Getúlio Vargas, aos vendedores de muamba nas desleixadas praças públicas da área central, e isso sem falar na maior enganação do momento, que é o sistema de transporte urbano. A máquina pública na gestão passada e na atual continua enorme e ineficiente.

 

FALTA DE CORAGEM

Diante desse quadro de degeneração da gestão do município da capital, só mesmo a falta de coragem de protestar de forma eficiente, talvez com acampamento na frente do gabinete do prefeito ou na sua própria mansão é que leva personagens interessados em ganhar espaço na mídia a promover coisas do tipo “Abraçar os Galpões da Estrada de Ferro”. Certamente esse não será um movimento eficiente. Não irá recuperar os desaparecidos museus da cidade, seus pontos culturais, as pinacotecas desaparecidas há décadas, etc.

 

MAR DE LAMA

Possivelmente o mar de lama detectado em nível da gestão municipal ao tempo em que o PT meteu no ralo o dinheiro das compensações (??) das hidrelétricas ainda não foi devidamente estancado.

Hoje as esperanças são de que o Conselheiro do Tribunal de Contas, Wilber Coimbra, continue agindo de forma vigilante em relação aos absurdos desta gestão – sendo uma autoridade que se inspire nos heróis da Lava Jato – obrigando o prefeito Nazif a explicar a falta de rumo visível em sua administração, demonstrando que ele não escapará das consequências (inclusive no Judiciário) desse projeto que confunde interesses coletivos com os pessoais de quem se acostumou a exercer o poder em benefício próprio.  Do jeito que as coisas estão caminhando, o caos político dessa tão desamada capital parece não ter fim.



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