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Porto Velho,  sex,   23/agosto/2019     
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Porto Velho continua vivendo o mesmo cenário de abandono das gestões passadas

18/01/2016 10:14:14
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Dinheiro público é o dinheiro que o governo tira dos que não podem escapar e dá aos que escapam sempre”. Millôr Fernandes (1923/2012), pensador, jornalista, humorista e escritor brasileiro.

 

REALIDADE

Neste começo de ano um dado revelador da triste realidade em que estamos vivendo: o consumo de energia caiu 10%, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), confirmando uma queda de 9,6% entre o dia 1° e 12 de janeiro em relação ao mesmo período do ano passado. Isso comprova recessão e incapacidade dos consumidores em arcar com os aumentos abusivos da conta de luz.

 

DESCONTRAINDO

Essa é a piada corrente que se ouve por ai nesse período de recesso parlamentar:

A deputada Maria do Rosário encontra Jair Bolsonaro, que está bebendo seu café no bar do Congresso. Ela se aproxima e diz: -"Se eu fosse sua esposa, colocava veneno nesse café”.

- “Se eu fosse seu marido", responde-lhe o deputado, "beberia esse café envenenado”.

 

DIFICÍL DE ENTENDER

Por que as pessoas de Porto Velho sempre toleraram seus tiranos prefeitos, até diante das evidências mais claras de que eles usam o poder para prejudicar o próprio povo, como acontece agora no “sistema integrado municipal” (SIM), algo fácil de ser classificado como mais um truque de madame dessa malfadada “gestão 40”.

Coisa extraordinária. Demonstrando não ter qualquer receio e respeito pela população, a gestão que inventou o “SIM” primeiro colocou rodando na cidade um ônibus articulado (propaganda enganosa móvel) para levar no conto do vigário as vítimas da ilusória promessa de que o segmento do transporte, a partir da manobra emergencial, iria melhorar e muito com a retirada de cena do antigo cartel. Não aconteceu e nem acontecerá. Pelo contrário: o sistema vai ficar pior e (podem anotar) mais caro para quem anda de ônibus.

 

CONSENTIMENTO

E até agora os milhares de usuários dessa joça não partiram para o confronto; agindo como se estivessem enfeitiçados e encantados com o dom de iludir desse prefeito incapaz de nenhum outro prodígio.

Essa situação assusta os cidadãos-contribuintes-eleitores que aspiram mudanças.

Sim, por que é esse aparente consentimento ao péssimo prefeito de hoje e aos seus antecessores de mesmo calibre que permitiu a sobrevivência do “status quo” na prefeitura ao longo de todo esse tempo, sempre funcionado como arranjo estatal para servir a quem busca riqueza desviando dinheiro público em negócios tão nebulosos como esse que pariu o tal do “SIM”.

 

RESIGNAÇÃO

Não há (como bem desejaria esse prefeito) e nem vai existir (a não ser na propaganda) um apoio entusiasmado a essa gestão caricata. Mas tristemente permanece entre os moradores dessa cidade esse sentimento de resignação estoica e isso ainda pode dar mais sobrevida ao regime que nos últimos anos atrasa a cidade, criando toda sorte de barreira ao seu desenvolvimento cultural, social e metropolitano.

 

ÁGUA NA PENEIRA

Se os chamados órgãos do controle externo continuar na mesma batida de não utilizar os freios legais contra as manobras visíveis da atual gestão com o objetivo meramente de obter dividendos eleitorais pela o exercício da embromação, a sociedade continuará sob enorme ameaça engendrada por quem ocupa o poder numa constante ação dilapidatária dos recursos públicos.

A gestão (??) de Mauro Nazif é tão implausível por si só mas não deixa de lado o caradurismo de colocar sobre si um manto de santidade e ética. É como se agora, no final da gestão, fosse capaz de até carregar água na peneira para obter apoio popular no afã de continuar mandando na prefeitura.

 

O PAPEL DO TCE

Nesse contexto está a tentativa de contratar (isso depois de 3 anos de mandato) uma despesa milionária de segurança privada para (pasmem!) o setor de saúde, onde a própria rede física municipal é irrisória. Quem acredita piamente que por trás desse jogada não estejam interesses inconfessáveis para garantir a possibilidade de uma campanha milionária de reeleição?

Ainda bem que há no Tribunal de Contas do Estado autoridades com discernimento suficiente e coragem para impedir que a esperteza continue em cena.

 

EXTORSÃO

Não são denúncias do momento. São antigas, feitas por deputados da legislatura passada, de um cenário que colocou na cadeia até o ex-prefeito (pena que por poucos dias) e tem gerado condenações no Judiciário de muitos personagens dessa novela de terror contra o erário.

A realidade é inquestionável: o sistema em voga converteu a administração pública numa máquina de extorsão, pilhagem e autoritarismo, e tudo isso visivelmente em larga escala.

 

EVIDÊNCIAS

Não se deve esquecer as evidências recentes, até mesmo na novela provinciana da mudança na exploração do serviço de transporte urbano, quando surgiu a tal Ocimar, que não tinha sede, não tinha empregados e muito menos ônibus. Capítulos de um romance mafioso ainda não esclarecidos e que certamente rendeu pixulecos para quem chefia a gestão e pretende continuar no poder.

Ora, por que só agora, no final dessa gestão satânica, aparece o informe de entrega de 3 creches? Ah, então é isso: o ano eleitoral, a clara intenção de aplicar novamente sobre o eleitor a tática da embromação...

 

BLINDAGEM

A cidade de Porto Velho continua vivendo o mesmo cenário de abandono das gestões passadas. Enquanto esse prefeito que ai está falou em “arborizar” a capital, acabou foi destruindo árvores centenárias e não plantou praticamente nada. Nem nas praças.

A cidade permanece suja, mal iluminada, sem segurança, sem equipamentos culturais e de lazer, mas o prefeito ainda se sente totalmente blindado. Talvez por isso um panfleto para sua promoção política tenha sido distribuído aos milhares na cidade sem, pelo que se sabe, ter provocado os efeitos colaterais do tipo “propaganda enganosa” ou “propaganda eleitoral” extemporânea.

 

VAI ACABAR

Como tudo isso irá acabar? Impossível saber de antemão. Mas diante do número de pré-candidatos já reconhecidos, as perspectivas não deixam de ser animadoras. Por mais que a mídia e a classe política operem em conjunto para sustentar essa gestão caricata de um político menor e blindado diante das lambanças conhecidas, tal blindagem já foi rompida.  E esta tendência é irreversível.

Com seu voto, o povo vai mostrar que extorsão, pilhagem e autoritarismo nunca podem ser medidas moralmente aceitáveis.



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