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Porto Velho,  ter,   7/julho/2020     
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Possível aliança com Roberto Sobrinho é repeteco de tiro no pé que Mauro Nazif já se deu no passado

28/01/2016 10:27:52
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... E descobrimos que grande mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torna-los reais”. Bob Marley (1945/1981), que recebeu o nome de batismo de Robert Nesta Marley. Foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, onde criou o movimento rastafári, como ativista dos problemas dos pobres e oprimidos.

 

TROPEÇOS ANTIGOS

Na verdade não tenho nada pessoal contra Mauro Nazif. Aqui apenas cuido de analisar e opinar sobre sua vida política, pública. Na verdade nunca me impressionei com Mauro por tê-lo identificado logo no início de sua carreira como mais uma personagem político fadado ao baixo clero, sem nenhum comprometimento de ordem ideológica e apenas disposto a encarnar o papel de populista sem causa, mas sagaz em agir com as demagogias de sempre.

Mas agora – se é verdade a manchete de um tabloide que circulou ontem – acho que Mauro se superou, esquecendo-se de tirar lições de seus tropeços antigos.

 

DESGASTE

É impressionante como se desgasta o prefeito Mauro, mesmo quando sua grande e única vontade no momento é conquistar outro mandato como chefe do município para, de lá, ser catapultado ao senado em 2018.

 

TIRO NO PÉ

A novela dos ônibus, claro, está longe de acabar, mas como a emenda ficou pior que o soneto, essa jogada do transporte coletivo já pode ser considerada – para quem entende um pouco de política – um claro tiro no pé na marcha do prefeito para a reeleição.

Agora, o anúncio feito pelo tabloide sobre a aliança de Mauro com o PT, aceitando daquele que ficou conhecido como o prefeito Ali-Babá (altamente manjado diante do eleitorado e até da Justiça), seu antecessor é mais um desgaste inevitável para o cacique do PSB rondoniense, como foi no passado suas alianças esdrúxulas, responsáveis por suas derrotas na tentativa de tornar-se Executivo.

 

OLHO FECHADO

No passado, quando construiu alianças com parceiros do tipo Carlinhos Camurça, com quem nunca teve identificação, Mauro pagou caro. E mesmo assim, pelo visto, não apendeu nenhuma lição.

Ora, candidato à reeleição parece ter esquecido de que só venceu pelo compromisso de que iria resolver as lambanças do PT, começando pela manada de elefantes brancos das obras inacabadas, como essa vergonha mentirosamente batizada de viadutos.

O tal prefeito 40 continua de olhos fechados e certamente não aceitará advertências como o velho ditado: “Diga-me com que andas e saberei quem tu és”.

 

EM NOVO PARTIDO

O tititi de ontem tinha na alça de mira nada mais e nada menos do que Lindomar Garçom. E não se falava de outra coisa: Garçom vai mais uma vez mudar e partido. Agora o escolhido é o PRB, aquele partido cujo grande capitão é Edir Macedo, o todo poderoso da Igreja Universal e também da Rede Record de Televisão, repetida aqui pelo ex-deputado Everton Leoni.

 

ESTILO HOMEM-SHOW

Garçom vive procurando um partido onde seja possível viabilizar seu grande projeto de tornar-se prefeito e (depois) governador.

Para mim esse um personagem político que foi (até se desnudar do roteiro) surpreendente. Da plataforma de lançamento de Candeias do Jamary chegou aonde parecida impossível, a Câmara dos Deputados. E tudo isso graças a uma moldura cativante de sorrisos (tão falsos como os brilhantes que dizem existir no leito do rio Machado), sempre prontos a se romper diante do eleitor menos esclarecido enredado na sua duplicidade de homem-show.

 

SEM TRAGÉDIAS

Certamente – como é de seu feitio – Lindomar não irá derramar o turbilhão de frases contidas por ter visto seu projeto ser descartado no seio do PMDB. Vai exercer sua capacidade de conquistar eleitores dos grotões com mentiras sociais e sorrisos falsos, na esperança de que continuará sendo o fenômeno intrusivo da politica portovelhense.

A política levou Garçom a fazer opções religiosas bem pensadas com na matemática dos votos. É como outros integrantes da representação de baixo clero rondoniense capaz de gritar a plena voz, em qualquer igreja, as “aleluias!” se confundindo com “irmão” dos eleitores mais obedientes à voz do pastor.

 

NOVOS TEMPOS

Não há mais garantias de que essa tática vai funcionar de novo. Mas isso não desanima Lindomar. Ele é devagar e constante. Se não ganhar nada agora não precisará cuspir lavas. Sempre haverá para ele um carguinho, um bom ordenado, ganhe quem ganhar. Garçom é assim: muda de partido sem derramar lágrimas, sem fazer inimizades, sem encenar dramas latinos...

 

ÚLTIMA CHANCE

Na próxima semana, já distante do impeachment que tende a ser arquivado na Câmara, a presidenta Dilma Rousseff terá rara oportunidade para passar à História do Brasil como estadista. Basta, no dia 2 de fevereiro, na abertura do Congresso, comparecer pessoalmente e, com a responsabilidade de chefe do Governo e do Estado Brasileiro, anunciar que decidiu cortar, pelo menos, 20 ministérios dos 40 em atividade e propor um duro, mas realista ajuste fiscal para normalizar as contas públicas.

 

SE TIVESSE FORÇA

Em seguida, deverá pedir aos deputados e senadores uma reforma política moderna (só que ela não tem força política para tal) até permitindo a existência de muitos partidos, mas que só tenham representação no Congresso aqueles que conquistarem nas urnas, pelo menos, 5% dos votos dados aos representantes do povo na Câmara dos Deputados.

 

NOVA BASE

Após anunciadas as propostas, a presidenta (?) trabalharia para reformular a Base de Apoio ao Governo aceitando somente quem tivesse compromisso com o futuro do País e esquecer quaisquer anomalias políticas ou sociais.

 

FICÇÃO

Claro que isso não passa de uma ficção meio carnavalesca. Afinal, para ir por esse caminho, Dilma Roussef precisaria esquecer mensalões, petrolões e desvios éticos e deixar esses temas a cargo da Polícia, do Ministério Público e da Justiça e começar a governar sem medo de ser feliz.

Como o cavalo só passa encilhado na porta do peão apenas uma vez, esta seria a hora decisiva de Dilma que, claro, não aceita nem pensar nessa hipótese.

 

CAOS

Como Dilma não assumirá essa responsabilidade para o bem do Brasil poderia, se quisesse passar à história com um exemplo de estadista, renunciar. Claro que ela não fará isso. Afinal, o poder é um afrodisíaco muito forte, especialmente para quem não tem mais salvação em nível de opinião pública.




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