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Porto Velho,  ter,   7/julho/2020     
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Com menor demanda por voos domésticos, nenhuma promessa política vai impedir a diminuição de oferta para RO

29/01/2016 10:15:04
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Não há equívoco maior do que confundir homens inteligentes com sábios”. Francis Bacon (1561/1626), foi um importante filósofo inglês e também político, estadista e ensaísta. É considerado um dos fundadores da Ciência Moderna.

 

MENOS VÔOS

Não há nada capaz de impedir a redução do número de vôos das diversas companhias aéreas para Rondônia. Todo o esforço prometido até agora pelos políticos não deve surtir nenhum efeito e apenas estarão materializados em discursos inócuos e promessas demagógicas.

A procura doméstica por transporte aéreo no estado de Rondônia começou a se retrair no ano passado.

 

POBRES SEM VOAR

A perda do poder aquisitivo dos brasileiros, a queda da demanda, a elevação exagerada do dólar e, por tabela, de todos os custos das companhias de aviação, está provocando a diminuição no número de vôos e o aumento drástico nas tarifas. A classe com menor poder aquisitivo vai parar de voar. O uso da aviação será reelitizado de acordo com especialistas. A previsão é que nesse ano haverá um crescimento de aproximadamente 40% entre os rondonienses que irão preferir viajar de automóvel.

 

POLÍTICA E CARNAVAL

Estamos chegando ao fim do primeiro mês de 2016 sem nenhum vislumbre de que em Rondônia já está acontecendo encaminhamentos para nos livrar desse cenário de crise, devido ao ano ser eleitoral.

Fevereiro vai começar e, como é natural, o assunto do momento é carnaval, embora a cidade tenha perdido também, por culpa da má governança, da falta de gestão, o que teve de importante na festa carnavalesca, quando escolas de samba conseguiam funcionar e empolgar foliões e (isso mesmo) até turistas atraídos por Diplomatas, Pobres do Caiary, Banda do Vai Quem Quer e muitos outros blocos temáticos.

 

QUEDA VISÍVEL

Essa pobreza inegável vai derrubando todas as manifestações da cultura popular local. Reflexo da realidade política rondoniense carente dos políticos que davam sabor ao debate em torno dessas manifestações. E tudo começou pela entrada de grupos políticos no tal carnaval fora de época, de onde arrancaram uma montanha de dinheiro, até em patrocínios com grana do erário.

 

BLOCO DA SUCESSÃO

E no fevereiro que começa na próxima semana, o “Bloco da Sucessão” vai refletir exatamente o vazio desse longo cenário de crise política em que se debate o estado de Rondônia e principalmente a nossa tão esquecida e desamada capital de Porto Velho.

Com o desaparecimento precoce de figuras do nosso jornalismo e da nossa cultura (Paulo Queiróz, o Sued, o Manelão e menestréis como Rubem Parada, apenas alguns exemplos entre tantos outros), nem o Bloco das Piranhas (de alma jornalística) sai no asfalto com a verve crítica e caricata para animar foliões de maior escrúpulo.

 

VAZIO

O “Bloco da Sucessão” não empolga mais a torcida. Está vazio de lideranças. Carece de personagens de escrúpulos garantidos para carregar o estandarte da cidade. Quem domina o entrudo de agora são os pobres de honestidades, de respeito, inspirados nos métodos petralhas e em figuras que não servem mais (nem com muita boa vontade) de farol, de guia ou de parâmetro.

 

BOLHAS AO SOL

Aquelas figuras míticas que num passado não tão distante disputavam espaço para ficar ao lado do Manelão, no caminhão onde os músicos da Banda do Vai Quem Quer tocavam as marchas preferidas do general da banda na esperança de capitalizar votos na refrega eleitoral foram se desintegrando como bolhas ao sol. Nem um Oscar Andrade sobrou. Nem um Amir Lando deixou de sumir.

 

SAMBA DO PIXULECO

É cada vez mais difícil inserir na crônica política uma apresentação ufanista, garantidora de que a esperança não morreu e a reconstrução está próxima.

No carnaval de agora o enredo é apenas a maneira mais sofisticada de roubar, de desviar, de aniquilar um país ou um estado que sempre teve tudo para consolidar o bem estar de seu povo.

A covardia está na banalizada axé da moda ou nos passos trôpegos da esperada passista da escola. Tão bonita para ser a porta-bandeiras, mas tão predestinada a correr o risco de ficar unida com aqueles acostumados à exploração sórdida do poder.

 

NOVATOS

Caberá aos novatos sair no desfile puxando o bloco capaz de combater os ranchos onde estão os especialistas da falsidade com promessas e fórmulas demagógicas de envenenamento da sociedade.

Já que a moça bonita resiste, é o momento dos outros “guerreiros” enfrentar com a alegria de Momo as ondas que espalham a descrença, o desespero e a depressão. Precisamos de carnavalescos que incitem a revolta, execrando o grande satã, exponde e esmiuçando para toda a arquibancada ver tudo o que há de feio na cidade e no estado.

 

FOLIÕES DE ARAQUE

Neste carnaval é preciso cantar o samba de enredo, a marcha rancho e até a modinha do cordão dedurando essa gente que não larga o osso, como gatos do mesmo balaio, adoradores de mensalão e mensalinho,  sempre unidos na exploração sórdida do poder. Rouba-se das verbas da saúde, da educação, da caixinha da igreja, nada escapa, qualquer oportunidade serve, mesmo deixando sofrimentos e cadáveres no rastro.  Bem como o enredo real de um carnaval onde alguém morreu para garantir a extraordinária fonte de renda de uma família de políticos que durante tanto tempo mandou na Assembleia e em Jarú.

 

PROPOSTAS

O que se salva hoje? Difícil de dizer. Vazio de propostas, de vontade de enfrentamento. Esperanças que se apequenam num município e num estado esvaziado. Fosse manga este estado, teríamos para descrevê-lo apenas um caroço seco e pelado. As boas cabeças saem, não têm por que ficar aqui. Não há perspectiva, clima, seriedade, respeito às leis.

A não ser que nossos foliões políticos entrem neste mês de fevereiro emancipados em sua coragem para enfrentar os enganadores, aspirando ao grau de cidadão para garantir tranquilidade a todo o nosso povo e não apenas aos “tycoons” de Rolim ou de qualquer outra cidade grande do interior.



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