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Porto Velho,  dom,   12/julho/2020     
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Mesmo com contas chanceladas, Nazif leva mais um puxão de orelha do Tribunal de Contas

03/02/2016 13:38:13
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Aprendemos a voar como pássaros, e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos”. Martin Luther King (1929/1968) – Ativista político estadunidense.

 

UMA NO CRAVO

Só com muito esforço e tolerância é possível acreditar no prefeito Mauro Nazif, da capital rondoniense. Mas ao que parece ainda há muita gente com vontade de botar fé nesse prefeito, até mesmo em instituições do chamado controle externo.

 

COMPRA SUSPENSA

Na semana que passou o prefeito levou mais do que um puxão de orelhas do TCE. E quem fez isso foi exatamente o Conselheiro Wilber Coimbra. Sim, foi dele a determinação para que a gestão (??) Nazif se abstenha de praticar atos decorrentes do edital de licitação de tubos de PVC, no valor de quase 39 milhões de 200 mil reais. Em outras palavras, Wilber certamente percebeu o risco de maracutaia e suspendeu a licitação.

 

NA FERRADURA

E agora, como a prefeitura faz questão de informar com estardalhaço, o próprio conselheiro Wilber Coimbra deu parecer favorável às contas do prefeito Mauro Nazif, referentes ao ano de 2014, recomendando sua aprovação pela Câmara Municipal.

A autoridade do TCE não chegou a considerar que as contas dessa gestão, em 2014, fosse uma “Brastemp”, levando-se em contas que eles contiveram apenas falhas formais, longe de se caracterizar como as “pedaladas” ou maquiagem fiscais.

 

SEM TRANSPARÊNCIA

Desta vez, inesperadamente, nem um puxão de orelhas aconteceu, embora especialistas nesse tipo de análise afirmaram que “a prática de frustrar ou tornar mais difícil a atividade fiscalizatória”, continua sendo praxe, configurando uma realidade nacionalmente reconhecida de que a prefeitura de Porto Velho ainda ofende aos princípios da transparência.

 

MULHERES

Em meio a discussões e alianças para a definição das chapas de pré-candidatos à prefeitura de Porto Velho duas mulheres deverão disputar as eleições como candidatas a vice. Os nomes ainda estão sendo mantidos em sigilo mas, pelo que se fala, são mulheres casadas com políticos afastados recentemente da vida pública por inelegibilidades ou pela falta de votos nas urnas.

 

COM VONTADE

A advogada e irmã de Ivo Cassol, Jaqueline Cassol, não esconde a vontade de subir novamente na ribalta eleitoral. Ela é presidente de partido, mas mesmo assim está sendo instada a aceitar um nome masculino para pilotar a chapa, com a promessa de se preservar para 2018.

 

NOME FORTE

Ao aceitar um cargo inexpressivo na Assembleia Legislativa, onde age como um desses aspones que só aparece no dia do pagamento, o ex-deputado, ex-senador, ex-governador e ex-prefeito de Ji-Paraná, José de Abreu Bianco, vai acabar se tornando o ex-bambambã do DEM. Sua posição deverá ser ocupada de fato pelo ex-prefeito e atual deputado Adelino Follador. Mas nem assim Follador aceita entrar na guerra pela prefeitura de Ariquemes, onde tem uma enorme base eleitoral, conseguida principalmente quando trabalhou como Secretário da Agricultura.

 

SEM PLANAJAMENTO

Nem sei quantas vezes o assunto “falta de planejamento” por parte dos gestores públicos rondonienses já foram tratados aqui na coluna. Quase com certeza, centenas de vezes. Mas é como se pregar no deserto. E por isso temos aqui pertinho de nós, na capital de Rondônia, os exemplos mais expostos e talvez os que mais geraram prejuízos para a sociedade e para o erário.

Ai estão os enormes elefantes brancos dos (quaquaquaqua) dos viadutos; as obras paradas do “Espaço Alternativo” (invenção nascida ainda no governo Raupp), o shopping popular, as praças muquifos, etc, etc.

 

MUDANÇA URGENTE

A gestão pública peca pela falta de planejamento, de interesse em soluções de longo prazo, em síntese, por não pavimentar o futuro. Enquanto isso, vive de apagar incêndios. Se as estatísticas criminais sobem, governos compram viaturas e nomeiam policiais. Se os números são estáveis, reduzem investimentos e fazem propaganda dos resultados. Na educação e na Saúde, não é diferente e a sociedade vive ao sabor dos indicadores de popularidade, em sucessivas gestões de crises. Enquanto isso, o tripé formado por Educação e Saúde, sustentáculo da segurança pública, continua desnivelado, fora do prumo e calçado no improviso.

Esse conto do vigário aplicado pela gestão Nazif no segmento do transporte coletivo urbano é, certamente a comprovação da total irresponsabilidade de planejar.

 

ANO ELEITORAL

Pois é, agora, ano eleitoral já estão afirmando em todos os meios disponíveis que finalmente o projeto da Nova Rodoviária vai sair esse ano (e se der até sua implantação). Estão garantindo também que esse ano Porto Velho vai ganhar o seu Ceasa. Até parece que esse pessoal aposta na cegueira coletiva incapaz de identificar os políticos acostumados a viver do improviso.

 

PERFIL ATOLEIMADO

O perfil atoleimado de burgomestre  no exercício do cargo máximo do município — que  enterrou alcunhas míticas como “incorruptível” e “grande executor de projetos” — não é reflexo da crise política, econômica e social ou dos rombos milionários promovidos pela corrupção generalizada, tampouco culpa das muitas bobagens demagógicas e ininteligíveis ditas em discursos oficiais.

 

BAIXÍSSIMA QUALIDADE

Na verdade, tudo isso é a consequência imediata da baixíssima qualificação e má-fé dos seres que o prefeito 40 escolheu para habitar suas cercanias.

Ou não foi isso que gerou a primeira bagunça na questão dos ônibus com o contrato da tal Ocimar (que nem tinha ônibus e muito menos expertise no assunto); na até agora obscura contratação de artistas e eventos para a comemoração do 1º Centenário e tantas outras pizadas de bola desse lamentável prefeito Nazif?

 

SÓ NOS BRIEFINGS

Mauro Nazif só tido como um grande prefeito nos briefings distribuídos por sua numerosa assessoria de imprensa. São quase uma centena de pessoas comandadas por um mero dj de programa destinado a chofer de fogão.

 

REI DO BLÁBLÁBLÁ

Noutras palavras: ao invés de trabalhar com dados reais e empenhar esforços na busca de soluções para as muitas mazelas reveladas na sua própria gestão e na anterior, prefere pinçar números e criar uma realidade paralela, falaciosa e com enorme potencial de dano à população que mora aqui e espera ter o direito de viver numa cidade com boa qualidade de vida. Lamentavelmente o alcaide está parecendo mais a personagem da política naconal que estoca vento, beatifica milho e santifica mandioca, vociferando desinformações e exibindo profundo desconhecimento da cidade que (des) governa.




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