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Porto Velho,  qui,   16/julho/2020     
artigos

A fila de políticos condenados rumo à cadeia começa a andar, finalmente

29/02/2016 09:50:15
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Estar bem e feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso. É distanciar-se da falsidade, inveja e mentiras, não hesitando em usar o bom-senso e a experiência que vem com a maturidade de nosso próprio existir”. Daniele Mesquita, minha jovem sobrinha de Limeira (SP), em sua página no Facebook, no dia de ontem.

 

OUTRA VEZ

Não, ainda não estou completamente recuperado da LER, ou se preferirem lesão por esforço repetitivo. Mas após esta curta paralisação de atividades a situação melhorou muito. Ainda sinto pequenas dores nas articulações dos dedos que serão tratadas agora com sessões de fisioterapia. E assim, aqui estamos outra vez para tocar a coluna Em Linhas Gerais por mais uma temporada. Agradeço a compreensão dos leitores e as mensagens de apoio recebidas pelos amigos.

 

RELEVANTES

Nesses dias em que a coluna deixou de circular alguns fatos relevantes aconteceram, confirmando muitas anotações publicadas neste espaço durante meses e até anos. Principalmente na linha de que o Judiciário (sempre ele) tem demonstrado mais coragem em enfrentar a perigosa e generalizada prática da corrupção no mundo político, onde os próprios políticos insistem em não acordar para ouvir o grito da sociedade em favor da retomada da ética e da responsabilidade da representação.

Nesse sentido, a prisão de personagens envolvidos na crônica da corrupção do sistema representativo, como aconteceu em relação a Moisés Oliveira (irmão do ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Carlão de Oliveira), de Haroldinho (filho do ex-deputado Haroldo Santos), de dona Esterlita (uma figurante no esquema de desvios da Assembleia), foram relevantes, até por fazer andar a fila de pilantras políticos condenados no rumo da cadeia.

 

FIGURAÇAS

E graças ao novo entendimento do Supremo que permite antecipar a execução das penas de quem acaba escapando da punição pela tática dos intermináveis recursos promovidos através de advogados muito bem pagos, outras figuraças da política (também aqui de Rondônia) deverão ser conduzidos ao xadrez. É claro que essa decisão gerou no meio dos operadores do direito uma reação imediata. Mas graças a ela é possível esperar o fim do escárnio e do deboche daqueles que fraudaram o erário, integraram verdadeiras quadrilhas de corrupção e, mesmo condenados, permaneciam soltos rindo da cara dos cidadãos-contribuintes-eleitores como se possuíssem uma blindagem inexpugnável.

Agora é certo que personagens como Carlão de Oliveira, Ivo Cassol entre outros estão mais próximos de cumprir as sentenças que até então não passavam de um detalhe em suas vidas de “poderosos do pedaço”, influindo livremente na vida pública rondoniense, ditando regras e dando as cartas nas negociações para garantir sempre a permanência no poder estadual.

 

PRIORIDADE

O ano é eleitoral e os movimentos políticos desse momento sinalizam que a prioridade continua sendo a defesa dos interesses imediatos e dos grupos conhecidos na seara do caciquismo partidário do estado.

Essa evidência é maior no anúncio de que é praticamente certa uma união de Expedito Júnior com Ivo Cassol, união essa abençoada pelos pupilos Luiz Cláudio e Jaqueline Cassol, unindo PSDB, PP e PR, para a disputa da eleição desse ano e da de 2018.

Se entre os políticos a possibilidade de entendimento é sempre possível, relevando-se rompimentos irreconciliáveis, tais acordos não garantem absolutamente nada. Eles serão afetados pelo descrédito cada vez maior do eleitorado nesses arremedos de “caciques” e pela absoluta falta de propostas factíveis e do real interesse da sociedade.

 

NÃO MELHORA

Será muito difícil para esse grupo de “iluminados” da política rondoniense convencer o eleitorado de Porto Velho que essa aliança, disposta a lançar como candidato a prefeito da capital o deputado Ribamar Araujo, que acaba de deixar o PT exatamente para atender a essa escalação do PR vai melhorar a vida da sociedade portovelhense e até o nível da disputa eleitoral em torno da prefeitura dessa capital esculhambada e vitimada por tantos prefeitos mequetrefes.

As pessoas que irão votar nesse ano querem saber o que pode ser mudado positivamente em suas cidades com aqueles candidatos escolhidos por partidos e alianças, por mais bizarras que sejam. E pelo menos em relação à capital, este calejado colunista não está convencido de que o Ribamar de tantos partidos (já disputou até pelo finado Prona) seja uma garantia para essas mudanças necessárias e desejadas pelo povo.

 

QUADRILHA

Até agora os cidadãos-contribuintes-eleitores da capital rondoniense e de cidades importantes, como é o caso de Cacoal, há uma percepção de que as quadrilhas acabaram comandando as gestões municipais, com o único propósito de sugar os cofres públicos em benefício próprio e dos grupos (pequenos) apaniguados.

 

MELHOR

Mas o cenário político pode ficar melhor. Medidas do judiciário de punir com mais rigor escroques como Mário Calixto (transferindo-o para presídio mais rigoroso e seguro) e mandando para a cadeia os “muito espertos da política”, como Carlão de Oliveira poderá reduzir a arrogância de figuras políticas do estado, sempre crentes na impunidade e na sua capacidade de mimetizar-se diante do eleitorado.

Certamente político que não aprender a lição diante desse cenário atual, vai descobrir que imaginar-se sábio a ponto de não precisar de bons assessores e conselheiros, seguirá a mesma trilha melancólica do encerramento da carreira pública, como aconteceu com a tal Ana da Oito (lembram-se?). Estamos pertos de ver esse método do uso da corrupção para manter o poder chegar ao fim.

 

PUNGUISTA

Tem gente aliviada com o anúncio de que Assis Raupp (claro, parente do barbudo senador rondoniense) trocou Rondônia pelo Mato Grosso, onde conseguiu chegar a prefeito de Colniza, de onde acabou sendo afastado pela Justiça após investigação de esquemas de corrupção praticados na sua gestão.

Certamente o povo de Colniza deve estar indignado com Raupp. O personagem é conhecido do meio político de Porto Velho, onde conseguiu ser vereador por alguns meses e, mesmo com a ajuda do parente poderoso, não conseguiu vencer uma eleição para se garantir na vereança. Mas, quando comparado aos “rápidos no gatilho” da política rondoniense, Assis não é nada mais do que um aprendiz de punguista. Ao enfrentar a ação do judiciário mato-grossense a pergunta que se faz por aqui é se há alguma influência de DNA.

 

NEURÔNIOS

A declaração do irmão do prefeito Nazif garantindo que “pode demorar até um século” para a capital rondoniense conseguir um prefeito melhor que Mauro não causa mais mal à política do município, mas não deixa de ser intrigante. Será mais uma consequência da incapacidade de alinhar os neurônios?

Quem acompanha a história de Porto Velho sabe que (excetuando-se a gestão do petista que terminou sua carreira com o apelida de Prefeito Ali Babá) nunca um prefeito fez tanto mal a esta cidade que o atual. Mas é preciso que se reconheça: não fez isso sozinho, contou com a participação do “muy amado” mano, entre outros beócios de sua entourage.



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