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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
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Políticos rondonienses fingem não entender as cobranças das ruas pois estão sempre pensando em si mesmos

29/03/2016 13:29:46
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Hoje, as pessoas já não respeitam nada. Antes, colocávamos em um pedestal a virtude, a honra, a verdade e a lei. A corrupção campeia na vida destes dias. Quando não se obedece outra lei, a corrupção é a única lei. A corrupção está minando este país. A virtude, a honra e a lei se transformaram em fumaça e desapareceram de nossas vidas”. Alphonse Gabriel Capone (1899/1947), mais conhecido como All Capone, mafioso gangster que liderou a Máfia nos Estados Unidos.

 

É HOJE

A decisão deve sair hoje e não será favorável a Dilma. O PMDB se reúne para tomar a decisão. Os sete ministros do PMDB que não querem perder o cargo (afinal, com o cargo vem as mordomias e muita grana) querem uma fórmula pela qual o PMDB mesmo decidindo deixar o governo, eles possam permanecer nos cargos por mais um tempo. Mas será difícil essa ideia vingar. A lógica do PMDB é simples. Se pode ter os ministérios e cargos que quiser, na hipótese de haver impeachment, por que se contentar com o que tem hoje.

 

DESFILE DA AMARGURA

Tem motivo muito explícito a escolha do dia 31 para a realização de mais uma manifestação de apoio a Dilma, Lula e ao PT. Foi no dia 31 de março que começou o golpe militar de 1964. É claro que o PT quer comparar o golpe de 64 ao que está acontecendo hoje, mas há uma distância gigantesca. É uma comparação descabida. O PT quer dar uma demonstração de força. Mas a cada dia, mais petistas viram ex-petistas. Hoje a maioria do contingente das manifestações petistas vem dos arregimentados pela CUT e MST, que vão em "excursões" para os atos públicos.

 

CHEGA DE LERO-LERO

Terminada a comemoração de mais uma Páscoa, nada melhor do que aproveitarmos esse momento de Rondônia, quando a política da sucessão municipal vai começar a subir de temperatura de fato, para fazermos questionamentos sobre a realidade local, gerados pela reflexão de um gangster famoso como Capone.

O que busca o povo rondoniense quando vai às ruas em manifestações claras de repúdio à corrupção? Que desejam jovens, adultos e idosos com diferentes mensagens, gritando antigas e novas palavras de ordem contra os políticos que roubam o dinheiro público, que continuam acreditando na impunidade pela prática de ilegalidades e crimes de todo calibre?

 

ALÇA DE MIRA

Políticos como os nossos vereadores capazes de aumentar estratosfericamente seus próprios vencimentos, bem como outros parlamentares que insistem torrar milhões do dinheiro público em safanagens batizadas de publicidade (desnecessárias e sem sentido) precisam entrar na alça de mira dos órgãos de controle externo e também do eleitor que está convocado para mais uma eleição nesse ano.

 

VOTO DE QUALIDADE

Se os eleitores continuarem a votar em qualquer porcaria que aparecer, vamos continuar com governantes simplesmente omissos diante do quadro de demolição da saúde, da educação, da cultura, mistificando tudo com o eterno lero-lero dos discursos e promessas vazias.

 

SEM DIFERENCIAL

Os políticos rondonienses não são diferentes dos outros do país: fingem não entender as cobranças das ruas pois estão sempre pensando em si mesmos. Por isso não chegou a surpreender a presença de Acir Gurgacz ao lado de Dilma empossando lula, numa clara postura de submissão aos desígnios do lulopetismo.

É apenas mais um político sem qualquer conteúdo de princípios filosóficos ou de compromissos com a representação. E é esse político que está de olho no governo estadual sem, até hoje, ter defendido qualquer projeto ou ideia capaz de modificar o falido sistema político e econômico do estado.

 

CARA DE PAU

Não é má vontade da coluna e sim uma simples constatação. E qualquer um pode conferir. Na esquina da Guaporé com a Vieira Caulla existe um arremedo de parque, onde centenas de pessoas vão fazer suas caminhadas, se exercitar. O ambiente existe desde quando a prefeitura foi equiparada à caverna do Ali Babá. A grana dos japoneses dava para fazer do local algo que orgulhasse a cidade. Ninguém sabe até hoje como tal dinheiro foi gasto.

 

DESOLADOR

O parque – até hoje sem nome conhecido – tem um aspecto desolador. O matagal toma conta de tudo, não existe iluminação, o lixo está por toda lado, uma prova de inexistência de zelador das áreas públicas ou, se preferirem, da falta de prefeito de verdade. É paradoxal nesse cenário desolador imaginar o tamanho da cara de pau desse prefeito por ainda assim aspirar um novo mandato.

 

CANSADOS

O que se espera é que nas urnas desse ano o cansaço da grande maioria dos moradores de Porto Velho se reflita na hora da contagem dos votos.

Os portovelhenses estão cansados de problemas crônicos na Saúde, nos Transportes, na Educação, na falta de locais para o lazer devidamente cuidados; da falta de ética na política.

 

MUDANÇAS PRÁ VALER

A cidade de Porto Velho é uma das mais escrotas capitais do Brasil. É claro que os políticos que estão mamando no Poder, inclusive aumentando o patrimônio da família utilizando dos cargos em benefício próprio, vão tentar enganar outra vez. Há políticos sempre dispostos a posar de “salvador da pátria”, mas não engana ninguém no cenário de decadência em que estão todos os serviços públicos da cidade.

No caso dos vereadores esse abuso no aumento dos salários da edilidade deve funcionar como a gota d’água para mandar para a casa a grande parte desses vereadores que vivem cometendo absurdos contra o povo.

A população precisa votar pensando em mudanças para valer, em reformas estruturais que garantam diretos inalienáveis da população.

 

DEVER DA OPOSIÇÃO

Candidatos interessados em desalojar Mauro Nazif e seus áulicos do poder têm obrigação de desmascarar essa “gestão” (??) desastrada, responsável pela falência perigosa da Saúde (está faltando médicos e remédios nas unidades municipais), e também desmascarar as práticas nada condizentes com espírito republicano, como ocorreu nessa questão do transporte urbano de Porto Velho.

 

PENSANDO NELES MESMOS

São vários os nomes colocados até agora como eventuais candidatos à prefeitura de Porto Velho. Tristemente são políticos que, no geral, não aprendem as responsabilidades de quem pretende se apresentar como “oposição”. E por isso ninguém se destaca de verdade. São candidaturas nascidas de vontades pessoais ou dos caciques políticos. Não demonstram que estão pensando na cidade, no seu povo. Por pensar neles mesmos se mantém alheios aos verdadeiros problemas municipais.

 

CLEPTOCRATA

É perceptível há muito tempo que o sistema cleptocrata, ou seja a gestão dominada por corruptos, age com desenvoltura nos dois níveis de governo rondoniense.

O que vivemos hoje em termos de Porto Velho é o município governado ou co-governado por aqueles que buscam extrair da coisa pública vantagens pessoais ou partidárias decorrentes do patrimonialismo, que significa o estatismo abusivo, a confusão entre o público e o privado, o uso do patrimônio público como se fosse patrimônio privado. É por isso nada escapa: nem eventos festivos, nem sinalização semafórica, nem a indústria da multa, nem os gastos com uma publicidade desnecessária, mentirosa e visando o auto-elogio, etc, etc.

Contra a perenização desse sistema deformado o melhor remédio é o voto, até porque o assalto aos cofres públicos ainda ocorre (em grande parte) pela crença de seus autores na leniência dos órgãos de fiscalização.



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