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Porto Velho,  qua,   28/outubro/2020     
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Alívio de petistas envolvidos em esquema de corrupção de Porto Velho é vitória de pirro

07/04/2016 10:23:58
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Noventa por cento dos políticos dão aos dez por cento restantes uma péssima reputação”. Henry Kissinger (1923), Diplomata americano.

 

GOSTO DE FRACASSO

Corrupção desenfreada, crise econômica aguda, crimes fiscais e eleitorais, desarrumação política completa, intolerância e radicalismos exacerbados, incerteza em relação ao futuro, falta de credibilidade, tensão social. Confesso que, em muitos momentos, sinto na boca o amargo gosto do fracasso. Fui ativo participante das lutas pela democracia. E, às vezes, povoa-me o sentimento de que minha geração fracassou.

 

SEM SAÍDA

De tanto escrever sobre a irresponsabilidade dos que exercem o poder e não ver nenhuma ação concreta para por um paradeiro nessa bagaça, não consigo ver uma saída para o quadro trágico que vivemos na cidade Porto Velho.

Está mais do que caracterizada a sucessão de fraudes e ilegalidades em atos da prefeitura, como o que se gasta para espalhar exageradamente semáforos em cruzamentos da cidade (sem justificativas científicas), como o que se gasta em publicidade desnecessária e sem justificação. E mesmo assim o quadro nebuloso se torna permanente diante do silêncio das instituições de controle externo.

 

DESANIMADOR

Para quem pensa em Rondônia, em Porto Velho e nas mudanças inadiáveis para garantir desenvolvimento para todos. O quadro eleitoral é desanimador. Especialmente pela covardia da “pseudo” Oposição, incapaz até mesmo de garantir uma candidatura aparelhada para promover o renascimento das cinzas a que foi relegada a cidade de Porto Velho, com sua manada de elefantes brancos.

 

ASSIM NÃO DÁ

Quando se tem uma classe política atolada na corrupção o país fica sem opções. Ele vira refém de bandidos. A Constituição acaba transformando-se numa arma contra os interesses nacionais. Ela acoberta, não raro por cláusulas pétreas, os chamados direitos (abusos) adquiridos. Na hipótese da vacância da presidência, quem irá ocupar o cargo? Olhando-se para os lados, perde-se o entusiasmo até mesmo para o eventual impeachment de uma presidente claudicante. Só que o país não pode continuar como está. O que fazer?...   

 

PREVARICAÇÃO

Se fosse num pais sério, certamente a governante-mor seria penalizada, mas no Brasil é difícil acreditar que esse fato não acabará numa enorme pizza.

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (DEM-GO), entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a presidente Dilma Rousseff e outros funcionários do governo por usarem o Palácio do Planalto para eventos de interesse pessoal com o objetivo de se defenderem do processo de impeachment.

“O Palácio do Planalto se transformou num verdadeiro palco de reuniões políticas abertas aos apoiadores de Dilma. A presidente comete crime de prevaricação ao deixar que declarações como essa aconteçam em eventos oficiais do governo”, afirmou o senador.

 

SOLTANDO ROJÃO

Certamente a ex-deputada e ex-secretária municipal da Educação, Epifânia Barbosa tem motivos de sobra para reunir amigos e seu companheiro petista Edson Silveira, numa grande festa, soltando rojões comemorando decisão do STJ, que livrou tanto ela como Edson da condenação de cadeia aplicada pelo Tribunal de Justiça rondoniense por peculato ao firmar convênio fraudulento com o Centro de Ensino Mojuca.

Não é que a corte superior tenha concluído pela inocência de Epifânia e Edson. A corte superior resolveu anular o julgamento, por entender que a Justiça do estado não era competente para decidir sobre o feito. Isso pelo fato de que os recursos do tal convênio entre a Secretaria Municipal da Educação e o Mojuca eram de origem federal. Então o processo deveria correr na Justiça Federal.

 

OUTROS PEPINOS

No caso de Epifânia a decisão livrando-a da cadeia pode ser uma vitória de Pirro. É que ela tem outros pepinos para ser descascados na Justiça Estadual, diante de seu envolvimento com escândalos de corrupção na Assembleia Legislativa. Desse imbróglio já foram para na cadeia dois ex-parlamentares também acusados: o “irmão” Valter (ex-presidente da Assembleia, tido como o chefe da quadrilha) e a deputada Ana da Oito. Contra os vários outros parlamentares pegos em investigação do MP e da PF o processo continua seguindo seu curso.

 

ÀS PAMPAS

A disputa pela prefeitura de Porto Velho neste ano pode contar com, pelo menos, nove nomes. Nos bastidores políticos, o que não faltam são conversas e arranjos nos partidos para a definição dos pré-candidatos. Na lista conhecida até esta semana figuravam políticos como José Hermínio, Ribamar Araújo, Lindomar Garçom, Leo Moraes, Odacir Soares, Roberto Sobrinho, Aluízio Vidal, Marcelo Cruz e o próprio Mauro Nazif, candidato à reeleição.

 

LISTA INCOMPLETA

Na relação acima não colocamos o nome da tucana Mariana Carvalho que, pelos burburinhos dos bastidores, estaria propensa a não entrar nessa “Corrida Maluca”.

Aliás, este é o nome escolhido por quem acompanha a movimentação dos prováveis pretendentes à sucessão de Mauro Nazif por ser o mais apropriado ao cenário político desgastado da capital rondoniense.

Sem uma figura de peso para a disputa, as siglas começaram a apostar todas as fichas em nomes próprios. O sentimento é que as coligações serão enxutas, e nada impede que novos nomes possam surgir nesse cenário.

 

NÃO BATEM

Nas contas do Planalto, o governo teria hoje mais de 180 apoios na Câmara Federal, o suficiente para barrar o impeachment. Já nas contas da oposição, há mais de 400 votos firmes contra Dilma, mais que suficientes para depô-la. Os números não batem: como são 513 deputados, e há entre eles um grande bloco de indefinidos (cerca de 70), as contas de um lado e/ou outro estão muito erradas. O fato é que não se tem um placar confiável.

 

FISSURAS

Por uma questão de pragmatismo o prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires, decidiu não disputar a reeleição e se dedicar ao projeto político que tem como meta o senado em 2018, quando duas cadeiras estarão sendo disputadas. Mas até lá o engenheiro Jesualdo corre o risco de enfrentar uma fissura no PSB, especialmente se Nazif não conseguir um novo mandato de prefeito da capital. Afinal, “o turco”, como é chamado o alcaide portovelhense passa a ser o nome mais cotado e, como é o grande cacique do PSB em Rondônia, é tido como uma espécie de candidato natural do partido em 2018.

 

AS BASES

Mariana Carvalho resiste como pode às pressões para assumir a candidatura de prefeita de Porto Velho. Nas pesquisas, ela ainda lidera a preferência popular, mas nem por isso está com coragem de assumir o enorme risco de desgaste político provocado pelos concorrentes.

Em relação à tucana bonita, pelo menos uma coisa já está definida: Mariana quer passar suas bases eleitorais em Porto Velho para um irmão que está disposto a ocupar na Câmara Municipal o lugar por onde a deputada federal começou sua carreira na vida pública.

 

SEM FUTURO

De uma coisa todos os analistas políticos estão concordes: Se Dilma sobreviver ao impeachment, ainda assim o governo da petista não terá nenhum futuro: as duas centenas de deputados que ela está tentando atrair podem bastar para manter o seu mandato, mas não para presidir o país. De qualquer maneira, o governo da petista está acabado.

 

MÍDIA SOCIAL

A “Pesquisa Brasileira de Media” revela que apenas um em cada cinco brasileiros lê jornais, e menos de um em cada dez o faz diariamente. Isso não quer dizer que a população seja desinformada. No Brasil, metade dos lares está conectada à internet, e 81,5 milhões de pessoas navegam pelo celular – o segundo eletrônico mais comum nas casas do país, apenas atrás da TV. E, para 10% da população, segundo o Instituto Reuters para Estudo do Jornalismo, mídia social é a principal fonte de acesso a notícias (jornais respondem por 4%).




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