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Porto Velho,  sex,   27/novembro/2020     
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Favoritismo de Glaucione para prefeitura de Cacoal vai para as cucuias com prisão de seu marido, ex-deputado Daniel Neri

08/04/2016 14:02:23
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Os homens são mais conduzidos pelo desejo cego do que pela razão”. Baruch Spinoza (1632/1677), Filósofo nascido em Amsterdã, na Holanda, considerado o fundador do criticismo bíblico.

 

IMPLOSÃO

Quem deve estar apavorada com os acontecimentos de ontem, quando a Polícia estadual cumpriu vários mandatos de prisão contra ex-deputados que participaram os esquemas de corrupção montados na Assembleia Legislativa rondoniense ainda no tempo em que Carlão de Oliveira presidiu a Casa, é a deputada Glaucione. Como seu marido, o ex-deputado Daniel Neri, foi um dos presos da operação, o favoritismo de Galucione na disputa pela prefeitura de Cacoal deve ir para as cucuias. A deputado trocou recentemente de partido, retornando ao PMDB, de onde tinha sido expulsa no passado. De acordo com as fontes, diante desse novo episódio, o ex-prefeito Divino Cardoso não vai precisar nem gastar muito fôlego, caso saia mesmo candidato, para ganhar mais um mandato de chefe do executivo cacoalense. É bom lembrar que a deputado Glaucione também está enredada em outras acusações em investigação no âmbito do MP e do judiciário, inclusive num rumoroso caso sobre o comércio de gás no estado.

 

POLÍTICOS VAGABUNDOS

Desde o finalzinho do mês de março até os dias de hoje é possível constatar uma verdadeira romaria de ex-integrantes da Assembleia por seus corredores e por certos gabinetes. A movimentação é inusitada. Trata-se de um time grande de vagabundos alcançados no passado por operações de combate à corrupção, realizadas pelo Ministério Público, Polícia Federal, Caex e agentes do Gaeco. Vários desses vagabundos acabaram sendo eleitos pelo povo como deputados que, lamentavelmente, usaram o cargo de representação para ganhar dinheiro rápido e fácil, através de esquemas de corrupção, muitas vezes montados com o apoio dos próprios presidentes da Casa.

Nomes conhecidos da crônica da corrupção, como Ronilton Capixaba, Haroldo Franklin de Carvalho, Marco Donadon, esse já cumprindo pena imposta pela Justiça e que mesmo tendo de estar usando a tornozeleira eletrônica, sempre andava se esgueirando pelos corredores da ALE no rumo do gabinete de sua mulher, deputada.

Todo esse pessoal, mesmo condenados por roubar dinheiro público e montar esquemas fraudulentos  viviam frequentando os gabinetes parlamentares como se nada tivesse acontecido, como se merecessem tratamento especial dos deputados atuais, especialmente daqueles remanescentes dos tempos em que o furdunço dominava a gestão do parlamento.

 

FINALMENTE O XILINDRÓ

Depois de tantos anos flanando por ai, dando as cartas no meio político e até influenciando decisões em áreas do governo, ontem a Justiça determinou o cumprimento de 7 mandatos de prisão. Alguns desses membros de quadrilha bateram asas antes da chegada da policia, mas pelo menos foram enjaulados ontem João Ricardo (o Kaká Mendonça), Ronilton Rodrigues (o Ronilton Capixaba), João Batista (o João da Muleta)  e Daniel Neri. Até fechamento da coluna, a polícia ainda tentava achar Ellen Ruth.

Carlão de Oliveira, ex chefe do esquemão, que foi deputado e presidente do legislativo por duas vezes, está na lista de foragidos. Ele é pai do deputado Jean Oliveira, que cumpre seu segundo mandato eletivo. Além de Carlão, também são considerados foragidos gente como Amarildo Almeida, a própria Helen Ruth e Moisés de Olviera (irmão de Carlão). Os mandados referem-se a Ação Penal 0102967-33.2006.822.0000.

 

NA MOITA

Fora essa ação penal, vários outros políticos vagabundos que estiveram no plenário da Assembleia ungidos pelo voto popular estão na moita, de onde podem sair a qualquer momento para ver o sol nascer quadrado. Aliás, alguns dos envolvidos em outros escândalos já passaram por essa experiência, como é o caso do irmão Valter, outro presidente da Casa inscrito nos anais dos quadrilheiros do parlamento. Fora ele, só a ex-deputada Ana da Oito foi acabar numa fétida cela do sistema prisional do Estado. Tem muita gente ainda encalacrada para aumentar a população carcerária rondoniense.

 

PALCO SURRADO

O atual presidente da Assembleia Legislativa é Maurão de Carvalho. Ele tem pela frente um grande desafio: livrar o legislativo estadual das armadilhas do passado. Muitas delas continuam funcionando e permitindo a manutenção do famigerado cabide de empregos onde em tempos não muito distantes se penduraram em cargos fantasmas desde agiotas até traficantes. Impedir que a Assembleia seja novamente palco de escândalos semelhantes ao verificados nas últimas décadas é mesmo um desafio enorme, especialmente pelo fato de alguns parlamentares manter o sistema de dar coito em seus gabinetes de figurinhas carimbadas da política rondoniense já descartas pelo eleitorado nos últimos pleitos.

 

INELEGÍVEL

Ainda na primeira legislatura, quando o presidente era Jose Bianco, ocorreu um caso de corrupção que desaguou na prisão de alguns servidores da instituição. Depois, o caso mais rumoroso aconteceu quando Silvernani Santos presidiu a Casa. Tanto ele como o ex-deputado federal Moreira Mendes foram condenados pelo rumoroso “Escândalo as Passagens”. Mas nenhum foi preso pelo esbulho. Aliás, nem sabe se devolveram o que foi surripiado dos cofres da Assembleia. O que se sabe é que praticamente os dois tiveram de desistir do projeto pessoal de poder que, como se sabe, passava pelo governo estadual e pelo Senado. No caso de Moreira, ele se tornou inelegível e acabou perdendo até a presidência do PSD no estado, agora tendo no comando o deputado Júnior, filho do tucano Expedito.

 

SURREALISMO

Não bastasse o deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO) considerar, em seu relatório na Comissão Especial da Câmara que analisa o pedido de impeachment, que existem “indícios mínimos de que a presidente Dilma Rousseff praticou atos que podem ser enquadrados em crimes de responsabilidade”, brecha para quem quiser defendê-la, uma série de propostas estapafúrdias correm à margem da futura decisão política. O Congresso, legitimado pela Constituição, para tratar do assunto, ficou em segundo plano nas últimas horas com mirabolantes alternativas, as piores possíveis, entre elas sugerir antecipação de eleições ou até eleições gerais, de vereador a presidente da República, ainda este ano, prova de que as coisas estão longe de uma conclusão plausível.

 

VOTOS IMPREVISÍVEIS

O que já virou evidência nos corredores do Congresso Nacional, principalmente depois dos efeitos do inócuo desembarque do PMDB da base aliada, sem que seis dos sete ministros da sigla deixassem os cargos, seria o motivo de tanta criatividade: nem quem apoia a presidente nem quem deseja o impeachment tem votos para assegurar os resultados que desejam. Em termos de Rondônia, consta que o governador Confúcio Moura caiu nos braços desta questionável eleição geral, entendido que ele mesmo, desde o início do processo, não via o crime de responsabilidade, prova cabal contra Dilma. Embora se acredite que Marinha Raupp deverá votar pelo impeachment, em relação ao deputado Mosine, que foi o manda-chuvas no DER-RO na gestão de Confúcio, há desconfianças de qual caminho o mesmo seguirá. O parlamentar teme consequências de seu ato no processo sobre o seu envolvimento na corrupção confirmada nas obras do Espaço Alternativo.

 

AVANÇANDO

Sob a batuta do próprio presidente da casa, Renan Calheiros, o movimento pró-eleições gerais avança a todo vapor no Senado, com a mobilização de consultores jurídicos e senadores de várias siglas em torno da elaboração de uma proposta prática para a ideia apresentada segunda-feira pelo senador Valdir Raupp (PMDB). A intenção é interromper todos os mandatos – ou os mandatos de todos os políticos que o povo queira botar para fora.

 

CASUISMO CLARO

A ideia encampada pelo senador rondoniense Valdir Raupp, de antecipação das eleições gerais, pegou mal em todo o Brasil. Há casuísmo na tentativa, assim como existe na solução encampada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que sugere um meio presidencialismo ou meio parlamentarismo para mudar o sistema de governo. O momento exige coerência, dentro da lei, para atravessarmos o delicado cenário de crise econômica e política, e eleição geral, que necessita de uma logística vetada pelo Tribunal Superior Eleitoral, à época da discussão da reforma política, não resolveria, em regra, quase nada, pois imaginem quantos abririam mão dos mandatos, a começar por Dilma, e entre deputados federais e estaduais, senadores e governadores, para se jogar em um futuro incerto.

Na proposta de eleições gerais é possível imaginar o pior dos cenários: um integrante de um dos partidos chamuscados pela Lava Jato como vencedor da disputa, por pequena margem de votos em um país dividido. Uma síntese do resultado, em 2014, que gerou uma crise e alimentaria outra, aliado a outra hipótese ainda pior, a eleição de um líder sem apoio partidário, mas de elevado carisma e dono de posições polêmicas. Daí, sim, voltaríamos a 1992, na era Collor.

 

NO NINHO TUCANO

De fonte bem enfronhado no ninho tucano ouviu-se ontem que o PSDB de Porto Velho deverá reafirmar nos próximos dias que vai ter candidatura própria na disputa pela prefeitura em outubro próximo. Como até esse momento não há garantias de que a deputada Mariana Carvalho vai aceitar a indicação do partido para disputar a sucessão municipal, o nome a ser escolhido é uma incógnita. A pressão para evitar o descarte de Mariana continua, sem garantias de sucesso.




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