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Porto Velho,  ter,   14/julho/2020     
artigos

Dilmês faz escola no Brasil e mostra que não há mal que uma educação ruim não possa piorar

13/06/2016 10:09:53
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”. Ariano Suassuna (1927/2014), escritor brasileiro.

 

CORRA PARA O LADO CERTO

O leitor já imaginou como virou praxe no nosso Brasil pisotear a “Última Flor do Láscio” exatamente pela mania de falar sem refletir? E isso vem piorando nos dias atuais possivelmente influenciada por coisas como o “Dilmês”, língua na qual se expressa Dilma Roussef, a ponto de motivar a edição de livro próprio dessa linguagem incompreensível. É reflexo da baixa qualidade da educação, especialmente no aprendizado da língua pátria. Por isso tem gente que insiste em correr para o lado errado.

 

DO PREJUÍZO?

Quantas vezes você mesmo não ouviu essa frase irritante: “Estou correndo atrás do prejuízo!”.

É tão irritante essa babaquice que muitas vezes dá vontade de perguntar: “E quando alcançar o prejuízo, o que você vai fazer com ele?” É claro que a pessoa não sabe o que responder! Afinal, você já pensou? Quem de bom senso sai por ai correndo atrás do prejuízo e não do lucro...

HISTÓRIAS DE REDAÇÃO

Conta-se de certo repórter que foi designado para cobrir determinado evento. Esse, porém, foi adiado para uma data a ser marcada. Ė comum usar-se, para designar um dia não fixado, a expressão latina “sine die”. Baseando-se no que ouviu – e interpretou – o afoito jornalista escreveu: “A reunião de hoje foi adiada e será realizada futuramente no ‘Cine Dias’!”. O mesmo “sine die” deu margem a outro “fora”, agora na comunicação oral. No jornal falado, deparando com uma expressão que lhe era estranha – e que parecia ser de língua inglesa – o locutor não teve dúvida, com voz muito bem impostada, largou um sonoro: “O evento foi adiado‘saine dai’! Certamente o tal locutor não tinha nem mesmo os conhecimentos rudimentares do latim.

PIVA OU PAIVA

E para aproveitar o ensejo do inglês, lembro do cidadão português que, abrindo escritório nos Estados Unidos, colocou na porta uma placa de indicação de seu nome: “Mr. PAIVA”.

Como em inglês o ditongo ‘AI’ tem som de ‘É’, as pessoas que o procuravam chamavam-no de “Mister PEVA”. Caprichoso, mandou substituir a indicação na placa por “Mr. PEVA”. Ocorre que ‘É’ soa como ‘I’ e, então, passaram a chamá-lo de “Mister PIVA”. Mais uma vez a placa foi trocada, agora  com a inscrição “Mr. PIVA” e aí, para surpresa sua, todos começaram a chamá-lo de “Mister PAIVA”!

PERIGO DE VIDA?

Aos mais atentos ouvintes, telespectadores e leitores não passou despercebida (por falar em atento, note que a palavra para esse caso é despercebida, que significa “sem ser percebida”   e não como se vê e se ouve por aí afora: desapercebida, que quer dizer desprevenida!) uma alteração ocorrida de tempos para cá nos meios de comunicação. Agora as notícias dizem: “Fulano corre perigo de morte” e não, como antes, “Fulano corre perigo de vida”! Parece evidente que perigo de morte significa “perigo de chegar à morte”, “perigo de morrer”. Mas   “perigo de vida” o que quer dizer? Perigo de viver? Perigo de chegar à vida?

ATÉ OS CULTOS

O mais curioso é que mesmo pessoas cultas se envolvem nessas trapalhadas verbais. Foi uma advogada bastante experiente, dirigente de uma organização de mediação e arbitragem quem me afirmou, com tranquila seriedade: – Nossa  instituição prisma pela ética e pela honestidade!

Não é de estranhar, portanto, que um leigo em assuntos jurídicos diga que tem direito a uma propriedade por “uso campeão”(usocapião), enquanto outro se queixe de ter sido despedido sem ter recebido sequer o “aviso breve” (aviso prévio) e um terceiro venha dizer que quer fazer uma escritura de doação com “usos e frutos” (usufruto) em favor de seus pais…

DELEITE

Certa feita fui fazer uma palestra para alunos do curso de jornalismo na Faro, onde o meu filho Aldrin Willy Mesquita Taborda fez sua graduação imaginando que seguiria as pegadas desse seu velho pai. Por sorte minha, ele acabou-se dedicando a outras áreas (inclusive engenharia de computação) e hoje é Auditor do Tribunal de Contas de Rondônia, posição conquistada em concurso público, onde terá certamente uma carreira promissora para orgulho do colunista e de toda sua família.

Ali, conversando com um grupo de estudantes antes da palestra propriamente dita, perguntei: “Vocês sabem o que é doce deleite?” Todos disseram que — é claro — sabiam! Principalmente as mulheres. As mulheres, aliás, sempre sabem mais do que os homens! (Calma, meninas, “guardem a faca”! Não é ironia ou sarcasmo não. É a pura e sincera verdade.

— Bem, disse-lhes então, — vocês me responderam o que é doce de leite, mas eu lhes perguntei se sabiam o que é doce deleite! Vocês “leram” em minhas palavras uma frase construída com o substantivo doce (na verdade, adjetivo substantivado) mais a preposição de e o substantivo leite (cá entre nós, um substantivo precedido de preposição — no caso, de leite, forma uma locução adjetiva... mas deixem isso pra lá).

A ORIGEM

Essas confusões podem ter origem em duas fontes distintas, contidas na Gramática Normativa da Língua Portuguesa. A primeira, localizada na MORFOLOGIA, abrange as palavras HOMÔNIMAS e as PARÔNIMAS — isto é, aquelas que apresentam semelhança na escrita e na pronúncia, mas têm sentidos diferentes. É o caso de vocábulos como incipiente (principiante) e insipiente (que não sabe); cesta(vasilha) e sexta (numeral ordinal); retificar (reparar) e ratificar (confirmar); seção (divisão), sessão(reunião) e cessão (ato de ceder); caçar (esporte da caça) e cassar (suspender direitos); absorver(assimilar) e absolver (isentar de culpa) e por aí afora.

A segunda fonte está presente na FONÉTICA. A ORTOEPIA (ou ORTOÉPIA) é uma das três partes que compõem esta divisão da Gramática. É uma das “irmãs” menos conhecidas da ORTOGRAFIA. A outra — igualmente pouco conhecida — é a PROSÓDIA!



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