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Porto Velho,  ter,   14/julho/2020     
artigos

Parece que um corvo paira sobre a edilidade dessa legislatura em fase terminal - e não é figura de linguagem

15/06/2016 10:32:10
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“É indecoroso fazer política uterina, em benefício de filhos, irmãos e cunhados. O bom político costuma ser mau parente”Ulysses Guimarães (1916/1992), Político brasileiro.

 

É DE ASSUSTAR

As eleições municipais estão se aproximando e diante da maioria dos nomes colocados até agora como os prováveis concorrentes ao cargo de prefeito não dá, ainda, para afirmar que estamos chegando ao fim da estagnação econômica, cultural, política e social de Porto Velho.

Pela pobreza política e intelectual da maioria dos concorrentes, até pessoas já convencidas de que é preciso mudar radicalmente a gestão pública municipal costumam admitir a possibilidade de uma reeleição para essa gestão mequetrefe, incapaz de elevar os índices de desenvolvimento de Porto Velho, incapaz de promover a melhoria da qualidade de vida de sua população. Há um desencanto perigoso com os políticos atuais.

 

DECADÊNCIA CRESCENTE

Diante dos fatos recentes, da espetacularização de acontecimentos dantescos revelando a tibieza do ser humano, vem a lamentável constatação: tudo está fragmentando.

O sonho de um futuro melhor fica cada vez mais agonizante. Apesar do embate, a vida está perdendo a naturalidade, as dificuldades aumentando, a felicidade diminuindo. Por que não se percebe a importância e o valor do atendimento das necessidades básicas de forma condigna. Vivemos um cenário em que até a religião decai. Fala-se tanto em “cultura do estupro” mas não se fala, por exemplo, que os pais não estão aptos – como estiveram os nossos avós – para educar e honrar a paternidade. A tensão aumenta; a delinquência também, e tudo vai sendo empurrado para baixo, sem que sejam feitas pesquisas e implantadas soluções que possam minorar esse descalabro.

 

HOJE

O Tribunal de Contas da União (TCU) julgará o parecer prévio as contas da presidente afastada Dilma Rousseff, referentes ao exercício de 2015, hoje. Após o julgamento, o texto será enviado para o Congresso Nacional.

 

É UM CORVO?

Algo muito estranho acontece com os vereadores de Porto Velho. Parece que um corvo paira sobre a edilidade dessa legislatura em fase terminal. Sem uma explicação escatológica, como a ação de corvos grasnando ordens enigmáticas e tonitruantes, como entender que a displicente mesa diretora da câmara da capital rondoniense pudesse esquecer a leitura da denúncia feita contra o prefeito Mauro Nazif, pedindo o impeachment do alcaide deixasse de ser lida dentro do prazo? Com isso o prefeito mais uma vez foi vergonhosamente protegido e beneficiado com o arquivamento incondicional da denúncia.

 

VENALIDADE

Essa conversa fiada de simples esquecimento não afasta as desconfianças dos cidadãos-contribuintes-eleitores. Como entender que tantos vereadores passaram batido nessa questão que poderia colocar o prefeito em maus lençóis?

Debaixo das sombras dos corvos (codinome usando para definir os babalaorixás da prefeitura na política de bas-fond municipal) a vereança não esconde seu medo das ameaças ou, o que é pior, a venalidade registrada nessa simbiose, com o legislativo mirim parecendo só um puxadinho do paço municipal.

Por trás dessa história com sabor de mais um truque de madame praticado pela edilidade escancara-se para opinião pública o pouco caso que os vereadores fazem das cobranças dos populares. Com uma vereança como essa, não há como se pensar em amadurecimento democrático e transparência no exercício da política do município de Porto Velho.

 

GENITORA

A coluna registra com pesar o falecimento de dona Mathilde Melarcane Ceccatto, aos 92 anos de idade. Ela era a mãe do advogado geral da Assembléia Legislativa de Rondônia, Celso Ceccatto. Seu passamento ocorreu ontem, na cidade de Cascavel (PR).

 

POLUIÇÃO

A liberação do diesel em veículos leves, proposta no Congresso, gera indignação nos ecologistas. Ontem um desses vigilantes da ecologia na cidade fez um lamento para a coluna: “Até na Europa esse poluente já foi proibido”, comentou o defensor do verde.

 

TOLERÂNCIA ZERO

Falta, é claro, um lançamento especial do nome do médico Amado Rahall para a disputa da prefeitura da capital rondoniense. Mas, de acordo com o próprio e com as pessoas que estimulam sua participação, aquele que foi o melhor diretor geral do Hospital de Base vai aceitar a indicação de seu partido para entrar na corrida sucessória.

Numa conversa com populares nessa semana o dr. Amado cunhou o seguinte pensamento: “Corrupção não se compara, se pune. Estamos na lama da moral, da ética. Ou mudamos essa prática, ou mudam os políticos. E é bom que os políticos mudem”.

Amado ficou vários anos no comando do maior hospital público do estado e nunca teve seu nome ligado a nenhum escândalo de desvio dos recursos públicos. Com sua afirmação, certamente deixa claro que com ele na prefeitura a tolerância às maracutaias e esquemas de corrupção será zero.

 

FAXINA

É claro que Rondônia (especialmente Porto Velho) assim como o Brasil precisa passar por uma faxina. Mas além da escolha de um gestor público para o Executivo municipal interessado em dotar a cidade da infraestrutura necessária para melhorar (de verdade) a qualidade de vida e garantir o desenvolvimento sustentado da economia local, é preciso não só livrar a cidade dessa gestão pálida, mas também livrar a câmara desse tipo de vereador sempre mais interessado em negociar seu voto por alguma sinecura dada pelo Executivo. Ainda bem que uma nova geração de pretendentes ao cargo de vereador está se lançando na campanha desse ano disposta a fazer a diferença.

 

QUE DECIDA

A indecisão da deputada Mariana Carvalho, do PSDB em relação a participar da disputa pela prefeitura de Porto Velho nesse ano termina como uma demonstração de desrespeito não só aos filiados tucanos da capital, mas aos próprios eleitores daqui. Ele precisa, se quiser mostrar respeito pela opinião, parar com esses recuos alternados e dizer logo como será sua presença na eleição desse ano. Agindo com tanta indecisão ela coloca os tucanos numa camisa de força enquanto vai construindo uma imagem como se fosse uma estudante no pós-recreio.

 

REVELAÇÕES

O repórter Tadeu Itajubá vai cada vez mais se especializando em revelar os fatos inusitados da política tupiniquim.

Graças a ele, sabe-se hoje que a vereadora do PCdoB portovelhense, Ellis Regina, está mais ou menos na marcha de Jandhira Fegalli, o grande ícone dos comunistas no Brasil, ou seja, ficando cada vez mais distante do passado de pobreza e insignificância em que viviam.

 

COMUNISTAS DE ARAQUE

Enquanto Jandirá está denunciada na Lava Jato por receber uma baba preta de corruptos, Ellis Regina se esbalda com salários bem gratificados, inclusive com os benefícios do aumento retroativo (isso não é ilegal?) que os vereadores se deram, com as bênçãos de Jurandir Bengala, o presidente acusado de ter atropelado e matado uma mulher esses dias, fugindo do local do sinistro.

 

CASSINOS

O relatório do deputado Guilherme Mussi sobre a legalização dos Jogos é o mais bem-vindo no Governo Temer e vai avançar na Câmara dos Deputados rumo ao Senado. Prevê até três cassinos por Estado, e que sejam dentro de resorts de mil apartamentos. Esses cassinos vão demandar R$ 1 bilhão. Os espanhóis, americanos e chineses de Macau estão de olho.



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