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Porto Velho,  ter,   14/julho/2020     
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Hoje mais refinado, Raupp vê biografia ser arranhada por implicações nas delações de Sérgio Machado

16/06/2016 12:46:32
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Prefiro a loucura do entusiasmo à indiferença da sabedoria”. Anatole France (1844/1924), escritor e poeta francês.

 

INCOGNITA

Dúvidas que não acabam em Porto Velho. O PSDB vai ter candidato próprio para concorrer à prefeitura de Porto Velho? Os tucanos da capital rondoniense teriam coragem de sair aliados ao PMDB, repetindo o que acontece agora no plano nacional? Dúvidas, ah, essas dúvidas!

 

MOTIVO

O principal motivo do desinteresse da população pelo pleito municipal em Porto Velho, segundo os entendidos, é que ainda não surgiram as inquestionáveis e boas opções para votar. O assunto chegou a ser manchete no quase centenário Alto Madeira, em sua edição da última terça feira.

 

NO MURO

Apesar de tudo, está esquisita, muito esquisita, a situação da bela e jovem deputada federal Mariana Carvalho diante do que fará nas eleições desse ano: indefinição total. E não é por medo de não vencer a corrida sucessória, mas por medo de não conseguir administrar o município. Como vai, no futuro, explicar-se no caso de disputar o governo?

 

MANCHADA

O barbudo senador de Rolim de Moura, Valdir Raupp, hoje o grande cacique do PMDB rondoniense, quase virou símbolo da política estadual ao ser o primeiro representante de Rondônia a alcançar a presidência nacional de seu partido, em substituição a Michel Temer, ganhando um enorme prestígio na corte brasiliense e, por isso, sendo considerado um dos nomes mais poderosos na política nacional. Mas agora ele está diante do sério risco de ver manchada sua reputação de vencedor.

 

FÊNIX

Valdir Raupp saiu do governo do estado de Rondônia extremamente desgastado. Não só pela incapacidade de dar solução à economia rondoniense, deixando atrasar salários dos servidores, mas também por escândalos como o Ceron e a falência do Beron e até o hoje esquecido Frangogate.

Surpreendentemente o político de Rolim de Moura conseguiu reproduzir o milagre da Fênix e acabou conseguindo uma vitória para o Senado, enquanto sua mulher se manteve na Câmara dos Deputados. O casal Raupp acabou se transformando numa espécie de político carismático e acima de qualquer suspeita, mesmo tendo visto os primeiros membros do staff superior do governo, em Rondônia, indo para a cadeia por corrupção.

 

VELHA FORMA

Ainda não há uma certeza absoluta de como Valdir Raupp, ainda o pobretão nos tempos em que seguia os passos de Jerônimo Santana, conseguiu ficar rico. É até provável que pessoalmente como Raupp não tenha enriquecido como os outros políticos amarrados à velha forma de usar cargos e prestigio para arrumar dinheiro fácil.

Hoje, quando seu nome surge na lista de alvos de inquéritos e investigações pelo recebimento de propinas em escândalos do “Eletrolão”, além de citações pela Lava Jato em relação ao “Petrolão”, o senador Valdir Raupp bate na tecla de que não recebeu dinheiro ilegal, que tudo foi declarado, etc, etc. Mas isso não basta.

 

BIOGRAFIA

A biografia de Valdir Raupp tem pouca relevância para fazer dele um vulto da política nacional e muito menos estadista. Hoje ele não é mais o capiau dos tempos de pioneirismo em Rolim de Moura. Convive por longos anos com a corte dos poderosos de Brasília onde – como se sabe – até conseguiu um diploma universitário. Então, o Raupp de hoje passou por um refinamento, é homem frequentador dos melhores salões sem o risco do vexame.

Mas usar dinheiro ilegal, proveniente da corrupção e da rede de propinas seja na Usina de Belo Monte ou na Petrobras para financiar disputas políticas pode manchar sua biografia.

 

SUSPEIÇÃO

E com a biografia tisnada, certamente o senador barbudo de Rondônia vai ter dificuldades nos próximos embates que terá de enfrentar nas urnas.

Raupp, como todos os demais políticos investigados pela Lava Jato e por outras operações, repete o mesmo mantra: “O dinheiro foi legalmente declarado à Justiça Eleitoral”. Bem, os tribunais terão a última palavra!

 

DISSIMULADO

Enquanto não houver o pronunciamento inocentando (se for possível) Valdir Raupp, será difícil para ele usar o emblema da limpeza política e da alternativa ética. Enquanto estiver no alvo dos investigados o senador Raupp será avaliado apenas como alguém que soube dissimular os supostos desvios éticos não só em sua conduta política mas, supõe-se, até na conduta pessoal de quem conseguiu em tão poucos anos se transformar numa pessoa que ostenta uma grande riqueza.

 

ATÉ DEZEMBRO

Um deputado governista contava ontem na Assembleia que os servidores do estado deveriam “ficar contente com o governo” que Rondônia tem. E acrescentava: “Rondônia está entre os 10 estados que paga salários no mês trabalhado, enquanto outros já estão parcelando esse pagamento”. E tudo indica, segundo mesmo parlamentar, que até dezembro nada vai mudar no calendário de pagamentos.

 

PERIGO

Mas o próprio deputado – que pediu para seu nome ser omitido – acabou fazendo um alerta para o que virá por ai. Rondônia – contou o parlamentar – está sofrendo queda continuada nas transferências da União. Por isso é bom os servidores terem cautela.

Para manter os pagamentos em dia vai precisar reforçar a arrecadação, combater a evasão fiscal e controlar gastos. O deputado disse para a coluna ser crucial para “evitar percalços no próximo ano” que o governo corte o excesso de cargos políticos e comissionados.

 

SEXTA FEIRA

O advogado portovelhense Hélio Vieira (ex-presidente da OAB-RO) em parceria com sua mulher, a advogada Zênia Cernov, lança amanhã, às 20 horas no Maison Madeira, o livro “Estatuto da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética”. O evento contará com a apresentação da cantora Marina Lima. A obra é fundamental para operadores jurídicos e estudantes dos cursos de Direito.




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