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Porto Velho,  seg,   1/junho/2020     
artigos

Judiciário muda panorama mandando políticos para o xilindró, mas ainda é preciso avançar mais

17/06/2016 13:18:15
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Quanto maior o poder, maior o perigo de abuso”. Edmund Burke (1729/1797), filósofo irlandês, nascido em Dublin.

 

COBRANÇA

Verdadeiramente ocorreram mudanças positivas no Poder Judiciário em relação à vigilância e punição de políticos rondonienses envolvidos em corrupção. A condenação de vários deles, entre deputados, prefeitos e vereadores é a prova cabal dessa afirmação.

E mesmo assim a mais justa cobrança que a sociedade faz hoje é perfeitamente válida, com a esperança de que as decisões sejam rápidas, acabando com a sensação de impunidade para políticos e agentes públicos responsabilizados por desvios, esquemas de enriquecimento ilícito ou crimes de responsabilidade.

 

INDIGNAÇÃO

O cidadão comum fica indignado ao ver personagens livres, desempenhando cargos públicos, mesmo quando são sentenciados, ou após a comprovação da prática de “traquinagens” como (só para exemplificar) é o caso de Epifânia Barbosa, quando foi secretária municipal da educação, isso sem falar de sua participação no esquema da quadrilha denunciada pelo desvio de dinheiro público na Assembleia, no tempo em que legislativo tinha o “irmão Valter” como o poderoso presidente da casa. É preciso botar na cadeia esses traidores do voto popular. Não dá para aceitar que somente a Ana da 8, a caricata ex-deputada tenha sido mandada para o xilindró.

 

BOCA ESCANCARADA

Como entender as mais recentes confissões do governador de Rondônia, Confúcio Moura, tornadas públicas através de seu blog? São afirmações inusitadas para alguém saído das bibocas para a vida pública, chegando primeiramente à Câmara dos Deputados, avançando para dois mandatos de prefeito e, agora, concluindo o segundo mandato de governador do estado.

A primeira conclusão pode se justificar diante da avaliação mais segura: a de que o governador é um político medíocre, um “escritor” simplório de um blog idem. Certamente nunca foi um homem talhado para liderar politicamente a gestão de algo grande como um estado da importância de Rondônia.

O homem escolhido (eleitor faz cada c*) duas vezes para governar o estado não deve conhecer o ditado de que em boca fechada não entra mosca. Se não fosse isso teria afirmado que teve “muito orgulho” de ter sido um “deputado do baixo clero”?

 

A MENTIRA

Confúcio é mesmo uma bola. Depois de espalhar que tinha orgulho de ser do “baixo clero” na Câmara dos Deputados ele dá mais um fora e confessa um dos ingredientes que utilizou para vencer eleições: a mentira.

Tá lá no “blogdoconfucio.com.br” a confissão do crime, praticado na campanha de 2010. Foi lá em Cacoal, relembra agora o governador, a aplicação desse tremente “171” no eleitorado, quando chegou a gravar um programa de TV sobre o assunto: “Se eu for eleito a carteira de identidade ficará pronto em vinte e quatro horas”.

Era só enganação, uma espécie de truque de madame” eleitoral, reconhece o próprio chefe do Executivo ao confessar (no mesmo blog) que passados cinco anos e meio da promessa furada, “nada aconteceu”.

 

COMPASSO DE ESPERA

É esse tipo de político que pretende continuar com sua fatia de poder se conseguir concluir sem atropelos judiciais seu último mandato de governador rondoniense.

Confúcio, como se sabe, está no compasso de espera do STJ onde responde por sérias acusações de improbidade, sendo inclusive apontado como um suposto chefe de quadrilha que promoveu em sua gestão escândalos de corrupção, inclusive com o envolvimento de gente de sua família. E como a coisa é tramita morosamente, quase parando, na esfera daquela corte, o governador peemedebista vai nutrindo o sonho de em 2018 disputar o Senado.

 

TÁ FROUXA

Mas não dá para ter certeza se esse personagem político saído das bibocas de Ariquemes vai continuar ou não enganando nosso eleitorado ingênuo com as costumeiras promessas mentirosas. Afinal, a corda no pescoço de Confúcio ainda tá frouxa, mas nesse Brasil em que a Justiça está mudando, a cada dia ela pode apertar mais. Ninguém deve acreditar que crimes como os praticados em enganações como as obras (paralisadas) do Espaço Alternativo vão acabar no esquecimento, sem a responsabilização daqueles que torraram o dinheiro público naquela maracutáia.

 

PUTZGRILA

Aonde chegamos. Até parece não existir demandas mais complexas para tirar o estado de sua paralisia econômica, em busca de alternativas para a geração de empregos, para melhorar o atendimento na saúde pública, na educação, etc, etc.

Deve ser por isso que a Assembleia Legislativa acaba sendo transformada em palco de defesa de interesses meramente corporativos. E assim, Jesuíno Boabaid (que nome!) volta a agir como porta-voz da polícia no parlamento, deixando em segundo plano o compromisso de representar a população em geral.

 

VIROU RARIDADE

E assim o deputado fez questão de apresentar voto de louvor “por bravura” a um praça da PM e a um bombeiro militar, pelo simples fato de que eles cumpriram sua obrigação de rotina, um impedindo um assalto e outro prestando um salvamento. Será que está tão raro assim no meio policial algum agente da força combater o roubo ou, no caso do bombeiro, praticar salvamentos?

 

E BATE O BUMBO

Só tinha uma pessoa presente na galeria reservada para a assistência na Assembleia Legislativa na manhã de ontem, quinta-feira para assistir a mais uma dessas audiências públicas inócuas, onde aspectos importantes da vida econômica do estado são tratados de maneira superficial. Ontem, com o plenário contendo um número razoável de participantes, o tema da audiência foi nada mais do que turismo, algo praticamente inexistente em Rondônia.

 

FALTA PROJETO

A reunião serviu pelo menos para constatar aquilo que as pessoas medianamente informadas estão carecas de saber: o governo estadual e muito menos os municipais de Rondônia não têm projeto algum para essa atividade, especialmente em Porto Velho. E na capital, não basta inventar uma lei dando nome de estância turística à cidade.

A plateia dentro do plenário da Assembléia era composta em sua maioria por pessoas sem nenhuma ligação com a atividade turística, sem formação alguma para entender desse riscado.

 

TUDO COMO DANTES

A conclusão, por óbvio, é uma só: vamos continuar à mercê da incompetência de governantes (do estado e dos municípios) sem planejamento e sem programas capazes de viabilizar a atividade de turismo por aqui. Aliás, a audiência pública de ontem falhou também por não apresentar dados sobre o turismo rondoniense e não ter convidado especialistas no assunto para apresentar um diagnóstico real da situação do turismo, pelo menos em Porto Velho. Aliás, como acontece sempre, não apareceu por lá nenhum político de nível federal; nenhum vereador ou secretário municipal e muito menos postulantes ao cargo de prefeito para falar das possíveis alternativas.




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