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Porto Velho,  ter,   14/julho/2020     
artigos

Mauro não teme desfecho da disputa eleitoral por fazer parte daqueles políticos que continuam acreditando na falta de memória do eleitorado

28/06/2016 12:18:23
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Todos os partidos são variantes do absolutismo. Não fundaremos mais partidos; o Estado é o seu estado de espírito”. Raul Seixas (1945/1989), músico, compositor e produtor. Considerado um dos maiores representantes do rock no Brasil.

 

NOSSA CIDADE

Porto Velho tem, através dos anos, mostrado que é um microcosmo do Brasil, apresentando os mesmos problemas e defeitos, tanto em nível estadual como nacional. Para o forasteiro, a cidade dá a impressão que está abandonada, perdida administrativamente, caracterizando uma prefeitura desgovernada e sem rumo.

Há grande semelhança entre Porto Velho e a “Nau dos Insensatos”, antiga alegoria da cultura mundial que compara o mundo e a sociedade humana como uma embarcação cujos passageiros sequer se preocupam com o seu destino.

 

FIGURAS CARIMBADAS

E quem seriam os insensatos portovelhenses? São aqueles que direcionam o destino da cidade, manipulando o jogo do poder e suas influências sobre uma população que, em sua maioria, desconhece a força da cidadania, porque são sobreviventes que lutam todo dia e que tiveram outro tipo de educação e valores. São insensatos porque não medem o resultado de seus atos inconsequentes.  

 

PÉ ATRÁS

Dificilmente o eleitorado de Porto Velho chegou a um momento eleitoral como o desse ano. Depois de praticamente 12 anos de fracasso na gestão do município que é a capital do estado de Rondônia, o eleitor portovelhense (em sua maioria) está mais interessado em quem pode oferecer projetos factíveis do quem nomes tidos como medalhões da política rondoniense.

Enjoado das gestões (??) mequetrefes que não solucionaram nenhum dos graves problemas responsáveis pelo estrangulamento do crescimento sustentável de Porto Velho, essa eleição que terá, também, decisão em dois turnos, deverá ser uma das mais disputadas dos últimos tempos. O eleitor deverá resistir a candidatos que não conseguir convencer o público de sua capacidade de administrar. Em outras palavras: promessas demais deixaram os eleitores com um pé atrás.

 

SÓ NO PAPEL

A gestão de Mauro Nazif chega ao fim cercada frustrações. O eleitorado – em sua maioria – está consciente de que a característica do governo de Nazif foi exatamente a de propostas demais e resultados de menos. Ou seja: as propostas feitas para que se tornasse o alcaide da capital rondoniense após o desastre petista nunca saíram do papel. Daí esse final do primeiro mandato onde o máximo que conseguiu foi atenuar uns poucos problemas que a população enfrenta por anos e – diante desse fracasso inegável – irá continuar enfrentando.

 

AGONIZANTE

Mauro não demonstra temer o desfecho da disputa desse ano, exatamente por fazer parte daqueles políticos que continuam acreditando na falta de memória do eleitorado. Só irá aceitar que também em Rondônia o eleitorado está mudando e está mais consciente quando o peso da cobrança popular aparecer nas urnas garantindo, primeiramente, que a decisão irá para um segundo turno.

Vai ser nesse momento que a agonia de um eleitorado vivendo as situações precárias na educação, saúde, saneamento, transporte, infraestrutura, etc, vai dar o cartão vermelho para o prefeito mequetrefe, na esperança de que estará escolhendo um nome capaz de implantar uma gestão qualificada, moderna, arrojada, transparente, participativa e honesta.

 

SEM AGUENTAR

Porto Velho não aguenta mais quatro anos de engodo, com a renovação do mandato do atual prefeito. Além de não aguentar, não merece ser mais uma vez enganada com promessas de “mudança”, uma palavra tão desgastada que para alguns e que, em se tratando dessa gestão que termina no final do ano, se tornou um palavrão.

Nesse exato momento não dá para apontar o nome do político que possa ser traduzido como a renovação desejada.

 

GANHANDO FORMA

O quadro eleitoral para a disputa da prefeitura de Porto Velho, malgrado estarmos no final de Junho, ainda está ganhando forma. Até o dia hoje há uns três nomes que poderão se destacar nessa pugna. Tais como o do engenheiro Edgar (do Boi) Tonial; o do deputado Leo Moraes e de Williames Pimentel. Pode acrescentar na lista o nome do ex-promotor de Justiça Hildon de Lima Chaves, o mais cotado para substituir a deputada Mariana Carvalho que, pelo visto, não aceitará a indicação para representar o PSDB na disputa sucessória.

 

INVENTADOS

Embora não pareça, a disputa desse ano tem tudo para ser uma das mais disputadas dos últimos pleitos. Além dos nomes acima citados, há também as prováveis candidaturas do PSOL, do PDT e de outras siglas menores. O desempenho de todos os candidatos pode influenciar no resultado final quando chegar o momento de declarar apoio para esse ou aquele candidato no segundo turno do processo eleitoral.

Com uma campanha mais curta e menos espetacular, com o eleitor cada vez mais exigente, as mirabolantes intervenções feitas entre quatro paredes das agências de marketing deverão contar pouco no resultado final.

 

RECADO

Já é possível ouvir (e ler) nas redes sociais o recado do eleitor: Chega de sorrisinhos candentes no horário eleitoral.

Chegou o momento do candidato parar de brincar com a inteligência da população por meio de programas eleitorais bem produzidos e que prometem, como num passe de mágica, resolver todos os problemas da cidade.

 

PRESSA

O fato é que Porto Velho nunca teve tanta pressa de se tornar, enfim, uma capital digna de ostentar o título de Patrimônio da Humanidade. Infelizmente, os últimos gestores lhe negaram a condição mínima de ser uma cidade boa para se viver. O caos ainda é uma realidade. Isso vale também para Mauro Nazif.

Vença quem vencer a corrida pela prefeitura da capital rondoniense, espera-se do vencedor não somente compromisso com a palavra empenhada na campanha, mas principalmente vergonha na cara para, uma vez empossado no cargo, resgatar todas as promessas feitas ao eleitorado durante a campanha.

Exatamente o contrário do prefeito que ai está. Ele chega ao fim de sua primeira gestão como alguém que contribuiu para a desesperança na política, num estado e numa capital onde os valores morais deveriam ser os esteios para construção de uma sociedade mais justa e igualitária.




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