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Porto Velho,  ter,   14/julho/2020     
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Leo adota o estilo “Forrest Gump” de Porto Velho

12/10/2016 19:41:03
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

As sociedades são conduzidas por agitadores de sentimento e não por agitadores de ideias. Nenhum filósofo fez caminho senão porque serviu, em todo ou em parte, a uma religião, uma política ou a outro qualquer modo social do sentimento.FERNANDO PESSOA (1888/1935), poeta de Portugal.

 

CONFIANÇA

Não posso afirmar se a maioria dos eleitores reage como esse colunista diante da campanha eleitoral, especialmente dos programas eleitorais e dos debates na TV. No meu caso estou avaliando não as bravatas e as agressões pessoais (exagerada, a meu ver, nessa campanha de segundo turno) que desqualificam a disputa.

Quero estar certo de que meu voto irá para aquele que demonstrar melhor capacidade administrativa e capacidade de gestão. Estou cansado de ver a prefeitura de Porto Velho ser colocada nas mãos de políticos responsáveis nos últimos anos pelos desastres administrativos da nossa querida capital rondoniense.

 

COMUNICAÇÃO DESCALIBRADA

A constante tendência do deputado que disputa esse pleito – talvez como pelo DNA político – de levar a disputa para os insultos no confronto com seu oponente (que nunca foi político) tem dificultado (pelo menos para este escriba) avalia-lo no quesito capacidade de gestão.

Enquanto o jovem petebista não calibrar sua comunicação descolando-a dessa tática do ataque e da agressão, suas promessas exaltadas, para um simples eleitor como é o caso do colunista, não transmitirão a confiança necessária.

 

CASCATICE

Não pretende dar conselhos ao jovem político, mas não posso de deixar de registrar essa observação: com essa comunicação que se afasta do eixo condutor de propostas factíveis e inovadoras, ele corre o sério risco de ver o feitiço virar contra o feiticeiro. Até agora estamos vendo um desfile de promessas vãs, sem o invólucro da confiança e da credibilidade. Como essa conversa de colocar a Estrada de Ferro Madeira – Mamoré funcionando de novo, um conversa no estilo do truque de madame, pois não diz como fará acontecer essa mágica num momento em que o Brasil não consegue investimentos para setores muito mais prioritários e capazes de gerar retorno do investimento.

 

COISA SÉRIA

Por que ao contrário de ficar imaginando o concorrente como a “Geni” para ser o alvo de suas m*, ele não faz uma referência clara, responsável, sobre a área das finanças do município?

Seu opositor, de maneira diferente, já garantiu pelo menos uma providência responsável: uma auditoria, ou tomada de contas especial, para ver o tamanho dos desvios, das maracutaias e a responsabilização de quem tratou o dinheiro público como propriedade particular.

 

CAMPANHA MEDÍOCRE

Basta andar pelos pontos de concentração popular, com bares, para constatar a aversão do eleitor da capital rondoniense com esta campanha eleitoral medíocre de segundo turno, principalmente pelo uso e abuso das táticas grotescas da agressão entre os concorrentes e também pela utilização da chamada rede social da Internet na difusão de boatos, “fakes” e toda sorte de maledicências destinadas a desconstruir quem está nessa disputa final.

 

MAIS ABSTENÇÕES

Assim não será surpresa se crescer o número de abstenções e votos nulos e brancos na apuração final. Há uma decrescente apresentação de ideias para recuperar o dinamismo da economia municipal, para tirar Porto Velho de sua pior colocação no ranking nacional como uma capital de estado.

As propostas requentadas daquele mais tarimbado na disputa eleitoral, são muitas impraticáveis; e a rejeição de ideias mais sérias (como o compromisso de se fazer por aqui um Ceasa), desnuda o domínio da mediocridade de quem ainda tem coragem de se considerar uma coisa nova nessa disputa. A expectativa no comparecimento do eleitorado diante desse cenário é sofrível.

 

ÚNICA TRINCHEIRA

É difícil convencer o eleitor da importância de seu comparecimento às urnas no próximo dia 30. Todavia é bom relembra mais uma vez essa verdade: as eleições são a única trincheira disponível para lutarmos pelo reencontro com o respeito, com a dignidade, com os verdadeiros propósitos de darmos à cidade um administrador capaz, diferente desses últimos que travaram o desenvolvimento real de Porto Velho.

 

NÃO DESISTAM

É com o voto de que dispomos que poderemos ter no comando da prefeitura um prefeito capaz de exercer seu mandato com isenção, com inteligência, executando obras e serviços em favor do interesse coletivo e não de companheiros de aliança eleitoral, de companheiros de partidos, dos grupos que financiaram a campanha. Tomara que os indecisos não desistam de comparecer às urnas e votar, valorizando essa oportunidade de transformar Porto Velho.

 

CONTROLE

O anunciado apoio dos grandes (e derrotados no 1º turno) partidos, com seus caciques, à candidatura do jovem petebista, como afirmaram próceres do PT e PMDB, coloca numa suposta gestão de Leo Moraes a indelével marca do governismo.

Aliás, essa marca fica ainda mais reforçada quando se afirma em boa parte do noticiário político que até o time do prefeito derrotado estará ao lado do filho do saudoso ex-deputado Paulo Moraes. Com tanto apoio, se o representante do PTB (que já tinha o apoio do clã Cassol)

 chegar à prefeitura não terá como fazer uma gestão independente e nem ser crítico das mazelas do passado recente.

 

DUELO

Então o clima de duelo desenvolvido pelo jovem parlamentar contra o debutante político que disputa pelo PSDB pode ter sido uma saída previamente pensada para tentar esconder as possibilidades do continuísmo, levando a campanha para um confronto entre pessoas ou atributos pessoais.

Que o eleitor não seja traído pelo canto da sereia. Candidato que nunca geriu nem um boteco, que nunca enfrentou uma vida de restrições econômicas, certamente não tem capacidade para gerir contas milionárias e quase sempre insuficientes às reais necessidades de uma cidade complexa como Porto Velho.




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