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Porto Velho,  sáb,   4/julho/2020     
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Acontecimento claramente previsível: Hildon prefeito de Porto Velho

30/10/2016 13:11:59
Gessi Taborda da Costa
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FILOSOFANDO

O Brasil não admite nem o exclusivismo do governo nem da oposição. Governo e oposição, acima de seus objetivos políticos, têm deveres inalienáveis com o povo.TANCREDO NEVES (1910/1985), estadista brasileiro.

 

O NOME DA ESPERANÇA

Não foi uma nova demonstração de pugilato, como a própria coluna já tinha antecipado. Mas também não foi um debate memorável. Sem conteúdo novo, o último debate desse segundo turno, realizado pela TV Rondônia (retransmissora local da Globo) teve uma importância ímpar, especialmente para uma grande parcela dos eleitores que estavam indecisos: reforçou o nome de Hildon Chaves, o candidato 45, como aquele mais preparado para cumprir o papel de prefeito de uma cidade em situação tão crítica como a capital do estado de Rondônia.

 

MAIS EQUILIBRADO

Embora Leo Moraes tenha repetido à exaustão o autoelogio da sapiência, não conseguiu em nenhum momento passar para quem assistiu a ideia de ser suficientemente equilibrado para o múnus da gestão executiva, de uma cidade com a complexidade e com uma economia orçamentária do tamanho característico de Porto Velho.

O último confronto deixou claro: com Hildon Chaves há esperança de recuperação. E foi de forma equilibrada que o candidato tucano soube reconhecer a importância de se fazer um pacto da gestão pública com as forças produtivas, pela retomada do crescimento econômico do município, defendendo saídas como as PPPs, tão desdenhadas pelo seu oponente.

 

VÁRIAS CRISES

Certamente o candidato Hildon Chaves conseguiu ganhar a simpatia dos moradores de Porto Velho por ter exposto de forma equilibrada ao longo da campanha a verdadeira realidade da capital rondoniense. Ela é critica, com várias as crises de origem política e econômica, responsáveis pelos vários reflexos negativos para a nossa sociedade.

 

LINHAGEM IMPERIAL

Enquanto seu oponente passou toda a campanha batendo no peito que “começou a ser preparado desde pequeninho” para ser prefeito (como se fosse de linhagem imperial); Hildon detalhou a conclamação a todos do povo para a construção de enorme pacto, com cada um fazendo sua parte no enfrentamento da crise moral e ética que, entre outras coisas, é a responsável pela situação preocupante, de uma cidade transformada num imenso canteiro de obras paralisadas por desvios, superfaturamentos e falta de gestão pública.

 

O REORGANIZADOR

O último debate selou a convicção da maioria dos eleitores de que Hildon está mais preparado para adotar as medidas necessárias à recuperação da economia municipal. Ele se compromete a fechar os ralos por onde se esvai os recursos públicos, com a reorganização das contas, o enxugamento da máquina pública, a redução de gastos e as reformas prioritárias para retomar o crescimento da economia portovelhense.

Exatamente por reconhecer na má política o cerne das dificuldades enfrentadas pela população de Porto Velho, Hildon preferiu ficar longe das forças políticas atrasadas recebidas pelo seu oponente num fraternal abraço.

 

O CEASA

Hildon Chaves deve se tornar o prefeito exatamente por ter exposto ideias mais realistas para evitar que o município acabe numa recessão geral.

Ideias essas que simplesmente foram depreciadas pelo seu oponente do PTB que preferiu manter em toda a campanha a tática do deboche, a ponto de considerar, por exemplo, como coisa menor o compromisso de se fazer um Ceasa nessa capital.

 

CONCEITOS ÓBVIOS

Com esse espírito o “boy” da política passa a matraquear conceitos óbvios e ululantes, do tipo “não se governa sozinho”, como se Hildon Chaves, um homem com muito mais preparo acadêmico e de vida do que Leo, não soubesse disso.

E assim, insistindo na tática da desconstrução durante todo o tempo, o mais moço esqueceu-se de discorrer sobre as falhas de gestão dos últimos prefeitos e os malefícios que elas provocaram. Isso é outro dado que provocou a enorme queda na preferência do eleitorado, como captou a pesquisa do Ibope divulgada pela TV Rondônia no dia 28, prevendo uma vitória folgada de Hildon.

 

COMPETÊNCIA TÉCNICA

Enquanto o “boy” da política insistiu em amealhar o apoio de conhecidas raposas felpudas dos grandes partidos (culminando com a aliança com Confúcio Moura, do PMDB, que como todos sabem busca uma janela para permanecer na política a partir de 2018), Hildon não deixou de relembrar a situação de uma prefeitura que está na zona de perigo da Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

PADRINHOS

Isso é motivo mais do que suficiente para dizer que no seu governo as nomeações em nível de secretarias e de diretores obedecerão critérios de competência técnica e não mais de indicação política, loteando a prefeitura para atender interesses de “padrinhos”.

O foco da campanha de Hildon Chaves (desde o primeiro turno) foi o de ser um prefeito capaz de assumir a responsabilidade de atuar em favor do povo e não de grupos políticos facilmente identificáveis.

Difícil compreender – sem atribuir tudo isso a um péssimo assessoramento de campanha – porque Leo Moraes deixou de lado a visão altruísta de uma gestão pública importante como a de prefeito.

 

MÁS COMPANHIAS

Talvez quando for refletir sobre o resultado das urnas, o “boy” da política descubra que lhe faltou demonstrar um compromisso claro de reequilibrar a prefeitura, erodida por petralhas e também pelo time de Nazif.

Vai descobrir que ao aceitar apoio do que de pior se conhece no mundo político da cidade e de Rondônia, não só se tornou vulnerável a continuar a má administração, mas também à submissão aos processos corruptivos nos núcleos mais importantes do poder municipal.

Foram eles os responsáveis pelas prisões de gente do primeiro andar, tanto na gestão anterior do PT como na que será substituída com o resultado das urnas. É aquilo que registra a sabedoria popular: “Diz-me com quem andas e eu te direi quem és”.




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