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Porto Velho,  qua,   28/outubro/2020     
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Coluna do Taborda: E se Porto Velho fosse uma cidade linda inteirinha e não a capital das cenas tristes?

13/02/2017 10:29:31
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Ser civilizado significa ser capaz de reconhecer plenamente a humanidade dos outros.TZEVETAN TODOROV (1939/2017), filósofo, linguista e crítico literário da Bulgária. Ele “previu” a crise humanitária dos refugiados na Europa. Todorov foi um dos nomes mais importantes do Estruturalismo francês e um dos responsáveis por difundir o formalismo russo na Europa.

 

GOSTO DE CIDADE LINDA

Não, não consigo entender esse raivosos críticos de uma nota só, coisa muito comum aqui nessa cidade de Rondon, banhada por um rio lindo, que deveria ser o grande símbolo da capital.

Estranhamente na bandeira da cidade, o que aparece são as 3 caixas d’água, enferrujadas, mais parecendo um símbolo fálico de baixíssimo valor na heráldica. Bem que eu acharia muito melhor que a nossa Porto Velho fosse inteirinha uma cidade linda, com praças, com jardins e todo o escambau citadino próprio de uma capital de estado.

 

UMA NOTA SÓ

Então fica mesmo difícil de entender os eternos críticos de qualquer coisa que se faça para dar um pouco de dignidade a tal Praça da EFMM, até quando se trata se uma enorme limpeza e de uma grande festa (pasmem, leitores!) para comemorar o natalício da própria cidade onde vivemos. Como se isso fosse um violação de território sagrado.

Às vezes dá vontade de mandar à PQP esses contumazes reclamantes (denunciantes) de violação do “sítio sagrado da EFMM”, erodido exatamente pelos pascácios dos primórdios incapazes que foram de preservá-la, preferindo entrega-la à voracidade da ferrugem, transformando-a numa enorme massa falida sem possibilidade de recuperação.

 

CALADINHOS

Esses mesmos arautos não gritam apontando a aridez de nossas praças do mesmo (vá lá!) sítio histórico ou os locais rodeados de miséria fétida, desagradável, que descaracteriza o tal “perímetro histórico” a ser preservado, como é o caso gritante daquilo que num passado não distante chegou a ter o nome de praça dos engraxates...

São os mesmos emudecidos nos tempos do comando petralha, quando a área foi descaracterizada para abrigar um tal teatro (???) Banzeiros (que não se perca pelo nome) com a beneplácito dos Iphans da vida; essa entidade com a função de ser um espécie de cabide de empregos para petralhas mais estrelados.

A mesma entidade que gritou alto contra a construção de um hotel (onde um dia existiu a loja da extinta Teleron) e que agora sequer sussurra cobrando o fim de sua transformação num horroroso terreno baldio... É isso que faz de Porto Velho a capital das cenas tristes.

 

QUEREMOS

Finalmente a cidade tida como patinho feio das capitais brazucas ganhou um prefeito compromissado com sua transformação.

Tem mostrado isso nos poucos mais de 40 dias à frente de sua gestão. E é por isso que estou com ele e não abro. Não vou cair nesse conto do vigário de quem está oposição por ter sofrido a acachapante derrota das urnas ou – o que é pior – querendo ganhar um capital para as negociações de coxias a serem tentadas lá na frente dentro da filosofia batida do escroque, feita em tempos antanhos...

Quero uma cidade gostosa de morar, de circular nela inteira. Não a josta deixada como herança por petralhas e socialistas de mentirinha.

 

APÓIO E NÃO ABRO...

Como Hildon Chaves, também quero uma cidade arborizada, sem poluição dos igarapés, do rio Madeira, do visual, com ruas limpas, calçadas desobstruídas por onde dá gosto de andar, ruas limpas e livres de terrenos baldios como os existentes hoje, até no centro da cidade.

O novo prefeito dessa (ainda) feia cidade me dá a sensação de que vai conseguir mudar para melhor muita coisa. Seu constante trabalho de limpeza de áreas degradadas, de estar modificando os costumes responsáveis pelo atraso dos tempos passados me faz esperançoso. O novo prefeito é desses que fala com o povo, ao contrário de ficar preso ao conforto do gabinete, como seus antecessores. Estou com Hildon e não abro...

 

CAOS SOCIAL

Me cansei de testemunhar todos os dias o caos social gerado pelos antigos administradores (??) dessa desamada capital. Me cansei de uma cidade onde prefeitos (todos) foram incapazes de organizar os espaços de estacionamentos públicos. Me cansei de uma cidade onde a classe dirigente não se preocupou (de verdade) em dotá-la de opções culturais e nem mesmo de patrocinar monumentos para imortalizar sua história, glorificar seus poucos vultos, valorizar seus artistas e artesãos como é praxe em todas as urbes com alma. Me cansei de enganações do tipo “espaço alternativo”, de paliativos como a tal “solução emergencial” para o transporte coletivo...

 

DORMINHOCO

Não sei se conseguiremos deixar para trás as maracutaias criadas pelas péssimas gestões da cidade mais que centenária, traduzido em coisas como a inexistência de rede de coleta de esgoto, de usina de compostagem de lixo, de recuperação de fundos de vale, de trânsito caótico, de desemprego, insegurança pública e tudo o que a gente está cansado de ver por ai. Mas a esperança renasce com o fim da impostura no comando da cidade.

Inauguramos o fim da presença de dorminhocos, vagabundos ou caras-de-pau na chefia da cidade onde o normal era fazer cambalachos, mamar nas tetas gordas do poder eternizando a máxima de que quem não rouba é imbecil.

 

VONTADE DE MUDAR

Os problemas da cidade de Porto Velho são muitos e são enormes. Mudá-los exige sacrifício de todos. Quem deve pagar mais são aqueles que se beneficiaram do passado de cambalachos, dos negócios mutreteiros, do longo período de trapaças e planos feitos para enganar a maioria da população.

Apesar da raiva destilada em sites daqueles apeados da vida pública na sentença das urnas, constato a sincera determinação de nosso novo prefeito de conduzir as mudanças necessárias para avançarmos na concretização do sonho de termos uma cidade bonita, humana, boa para se viver. O prefeito é debutante e inexperiente nos jogos da política, mas pelo visto tem cancha para fazer essa mudança ciclópica.

 

PREOCUPAÇÃO

O político Expedito Júnior não perde seu contato com o povo. Sem ter ainda definido qual será o caminho a seguir nas eleições de 2018, o presidente regional do PSDB está participando constantemente de reuniões com grupos sociais organizados ou de reivindicações da capital e de outras regiões do estado.

São encontros esclarecedores. Expedito se recusa a agir como um vendedor de ilusão. Líder experiente, o ex-senador fala às claras das dificuldades existentes no estado sem aplicar o “panis et circenses”, mais fácil do que abordar a dura realidade que nos cerca.

 

SISTEMA PÚBLICO

Para Expedito, a progressão dos déficits públicos é implacável. Os indicadores estão gritando para quem tem ouvido, sinalizando a perda de velocidade do avião e da cota. Essa tomada de posição consciente revela que Expedito certamente vai participar da próxima eleição sem ser o vendedor de ilusão que para obter o voto fácil prefere reconhecer que estamos vivendo um processo de destruição do sistema público. Para o tucano o mais importante é “Rondônia conseguir um próximo governo de fazer reformas corretas e realistas, estancando a depressão econômica que reduz o PIB e complica ainda mais a geração de empregos”.



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