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Porto Velho,  qua,   28/outubro/2020     
artigos

Deixaram a cidade na margem do perigoso abismo

22/02/2017 06:11:30
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

O melhor governo é aquele em que há o menor número de homens inúteis. VOLTAIRE (1694/1778). Seu nome de batismo era François Marie Arouet. Esse filósofo iluminista francês se notabilizou na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio. Suas obras e ideias influenciaram a Revolução Francesa e o pensamento republicano nos Estados Unidos. Foi autor de peças de teatros, poemas, romances e ensaios, além de obras científicas.

 

MAZELA ANTIGA

Enquanto o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, tinha que lidar com a primeira greve (política) em menos de 60 dias de gestão, a capital rondoniense ganhava mais uma vez destaque negativo no noticiário da mídia nacional pela mazela crônica, vinda de décadas de gestores incapazes de – embora torrando milhões de reais –  municipalidade – estancar as vísceras responsáveis pela exposição da pior imagem portovelhense, no segmento do saneamento básico.

Foram os mesmos prefeitos que no passado não sofreram a marcação cerrada e injusta de entidades sindicais (e pseudos lideranças) como se faz agora por puro corporativismo; os responsáveis por estas questões que afloram agora mostrando no cenário nacional nossos problemas crônicos, como é o caso da falta de coleta e tratamento de esgotos e distribuição (sofrível) de água tratada à maioria da população.

 

MUNDO PARALELO

Os “líderes de fancaria” são capazes de rotular o novo prefeito de “golpista” por sua decisão de acabar com privilégios mantidos na folha de pagamento dos servidores mas não gritaram sequer uma vez contra prefeitos anteriores que descuidaram totalmente das questões básicas, como soem ser o saneamento, deixando que nossa capital em pleno século XXI tenha qualidade de vida, no segmento da coleta de esgotos e distribuição de água tratada, comparável às das repúblicas mais pobres do continente africano.

 

HORA DA VERDADE

O prefeito Hildon Chaves ainda não completou 50 dias de gestão e sofre uma campanha orquestrada principalmente por aqueles representantes da velha política, derrotados nas urnas, pela determinação de resgatar compromissos firmados com a população, fazendo os ajustes necessários para que Porto Velho possa dar o tão desejado salto rumo ao futuro.

A busca intensa de Hildon Chaves demonstra até agora o objetivo de fazer mais e melhor com cada real arrecadado, não só no ambiente administrativo e institucional para a volta dos investimentos, enfrentando o mundo paralelo interessado na perenização dos seus benefícios.

 

NA MARGEM

O prefeito tem dito que não deixará de lado o diálogo até com quem rechaça o raciocínio matemático, usando métodos falaciosos para questionar a realidade.

Tudo isso sem mostrar à maioria da população que Porto Velho está na margem de um perigoso abismo de onde tem de sair, se pretende escapar da ameaça de um horizonte de profunda escassez para suas futuras gerações.

 

CARRO CHEFE

Saneamento básico foi carro-chefe da campanha de Hildon Chaves. O prefeito – que em menos de dois meses rendeu muitos frutos para a população, especialmente nos locais onde sobressaia-se a esterilidade da gestão anterior num cenário de abandono total – está detalhando as ações para firmar suas primeiras PPPs (como disse exaustivamente durante a campanha) de onde deverão sair os financiamentos para essas obras estruturantes, das quais o Saneamento é prioridade.

De início é possível identificar resistências à determinação de Hildon, partindo exatamente do núcleo que pretende garantir à Caerd a concessão municipal.

 

OTIMISMO

Ora, o prefeito certamente – como a maioria da população – não acredita que a estatal rondoniense tenha, depois de anos de fracasso, condições de tocar um projeto de saneamento básico para a capital. Por isso há otimismo por parte de investidores de que a prefeitura vai retomar a responsabilidade por esse segmento para colocar, o mais rapidamente possível, o programa defendido na campanha. Esse programa terá reflexos altamente positivos na economia municipal nos anos de 2018 e 2919.

 

PICARETAGEM

Quem será vítima de mais uma picaretagem inventada para enganar incautos sonhando ser possível tornaram-se repórteres (jornalistas) com participação num “workshop” de dois dias, promovido por um tal Maurício Filho (?), que se apresenta como radialista e homem de televisão? Recebi mensagem no meu “Whatsapp” e quase não acreditei. Fiquei mais abismado com as aberrações do texto onde o sujeito garante que “voo” (sic) de entregar “gatilhos incríveis” (De fuzil??? De Pistola??? De trezoitão?) “para você montar seu programa de TV”. Tudo isso fede a estelionato e, como tal, merece ser investigado pelas autoridades...

 

MAIS DE 70 MILHÕES

Em encontro que manteve com o presidente do TCE, Edilson Silva, e com o conselheiro Francisco Carvalho, o prefeito Hildon Chaves voltou a falar do peso exercido pelo pagamento de quinquênios na folha de pessoal da prefeitura de Porto Velho.

Pelos estudos da Secretaria Municipal da Administração, a se manter o quadro atual, em 2030, isto é, em apenas 13 anos, só esse adicional por tempo de serviço irá consumir um terço de toda a folha, em números de hoje, algo em torno de R$ 280 milhões anuais. Este ano, só o pagamento de quinquênios atingirá mais de R$ 70 milhões”, afirmou o prefeito Hildon.

 

INSUSTENTÁVEL

Nas declarações feitas em sua visita ao Tribunal de Contas do Estado, o prefeito descreveu uma situação também desesperadora para a previdência municipal, através do Ipam. “O atual serviço de assistência à saúde já provocou um rombo de mais de R$ 30 milhões, cujo crédito é de difícil recuperação. Isso porque ao longo dos anos uma série de procedimentos suspeitos foram se avolumando, levando o Instituto a uma situação que caminha para a insustentabilidade”, explicou Chaves.

 

DÍVIDA MONSTRUOSA

Se o prefeito não tivesse de enfrentar todas as demandas recebidas como herança maldita dos prefeitos anteriores nos segmentos da saúde, educação, transporte, saneamento, etc, etc; tem ainda um desafio monstruoso: o pagamento de precatórios.

Com a promulgação da Emenda Constitucional 94, que determinando que todos os precatórios vencidos na data base de 25 de março de 2015, deverão ser pagos até 31 de dezembro de 2020, Porto Velho terá de destinar de 11 a 12% de suas receitas mensais para pagar precatórios vencidos desde a época do ex-prefeito Tomás Correia, passando por Chiquilito Erse, José Guedes, Carlinhos Camurça, os dois mandatos de Roberto Sobrinho e parte do ex-prefeito Mauro Nazif, num total de quase 30 anos, devem ser pagos em cinco anos.



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