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Porto Velho,  dom,   13/outubro/2019     
artigos

É mesmo preciso acabar com o “abuso de poder”, de quem tem poder

25/03/2017 02:29:40
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

O oposto de um fato real é falsidade, mas o oposto de uma verdade profunda pode muito bem ser uma outra verdade profunda. NIELS BOHR (1885/1962), físico da Dinamarca que conseguiu interpretar propriedades das séries espectrais do hidrogênio, prevendo a propriedade da fissão nuclear. Em 1922 foi laureado com o Nobel de Física.

 

COINCIDÊNCIA

Não sei até que ponto os cidadãos-contribuintes-eleitores concordariam com a insistência de senadores em aprovar uma lei de “abuso de poder”, como voltou a ser noticiado nesses dias. Para esse simples mortal pagador de impostos e cada vez mais descrente de que o Brasil sairá desse borogodó terceiro-mundista antes do próximo século, tem (é claro que tem) truta na movimentação dos políticos lá em Brasília. Não é mera coincidência de que os mais preocupados com isso sejam exatamente senadores como Jucá, Lobão, Raupp, Renan e personagens conhecidos por seu protagonismo em grandes maracutaias. Não é mera coincidência o desejo desse time de poderosos fazer qualquer coisa para não serem alcançados pela lei...

 

COMO VOCÊ

Embora não tenha poder algum, também me preocupo com o abuso do poder: o poder daqueles que colocam seus apaniguados em cargos de comando da gestão pública e de fiscalização, para beneficiar empreiteiros, empresários desonestos, parentes e grupelhos ligados aos titulares do poder público.

Como a maioria das pessoas de bem, medianamente informadas, também me preocupo com o abuso de poder daqueles que usam o dinheiro do contribuinte para financiar, com o disfarce da propaganda, a mídia amestrada e as agências de publicidade (nichos de fajutagem), ralos mantidos para quem está acostumado a se locupletar com os recursos das administrações públicas facilmente identificáveis.

 

ABUSO DE VERDADE

É tem abuso que é mesmo preocupante; como o de governantes que se unem a empresários para que ambos se locupletem numa boa. E esse verdadeiro abuso de poder acontece em todo canto do Brasil, até mesmo por aqui. E atém em coisas aparentemente pequenas. Ou você acha que não foi um tipo de abuso o gasto do dinheiro municipal para pagar a cerca com grade metálica em torno Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré?

Aliás, sempre se abusou do poder no Brasil. Ontem mesmo, quando fui informado sobre o montão de diárias concedidas até o fotógrafo da Escola do Legislativo, sediada em Porto Velho, fiquei imaginando se isso também não é um abuso de poder... Parece que quem está na direção daquele anexo da Assembléia se imagina com poder para fazer o quem bem entender... Talvez por imaginar que há dinheiro a rodo para ser gasto sem parcimônia.

 

EM CAMPANHA

É quase certo que a direção da Escola do Legislativo não levou em consideração méritos e títulos. Afirma-se que Licório foi escolhido politicamente. E de acordo com que acompanha os périplos do titular daquele apêndice do legislativo estadual o diretor deve estar novamente interessado em disputar uma cadeira na Assembleia no próximo ano. Onde coloca os pés no interior de Rondônia o diretor (que já disputou eleições recentes) dá tom eminentemente eleitoral em seus discursos.

 

ISSO É ABUSO?

Está claro que nós, meros mortais, pensamos muito diferente daqueles que são os poderosos da vida pública. Para mim, por exemplo, não há abuso de poder algum em responsabilizar essa gente de goela grande, sempre procurando “doações” milionárias de campanhas, propinas, caixa dois e tudo que possa render “verdinhas” para irrigar a horta de gente especializada em enganar cidadãos-contribuintes-eleitores nas eleições.

É muito natural entender a gritaria desse pessoal achando que a PF, o MP e a Justiça praticam abuso de poder contra eles...

 

CHOCANTE

É chocante o que acontece aqui mesmo em Rondônia quando as investigações de escândalos como o “Espaço Alternativo”, como as obras dos viadutos (longe de chegar ao final) e tantas outras não chegam a lugar nenhum, não responsabiliza aqueles quem embolsou os milhões que sumiram no meio do caminho. Rondônia é um estado novo, mas não escapa desse abuso do casamento entre poder e dinheiro.

 

OUTRA OBSERVAÇÃO  

Ontem uma nova operação policial balançou nomes importantes do segmento empresarial rondoniense. Não foi algo inusitado, pois não é de hoje que se ouvia em meio ao segmento econômico a promiscuidade das ações de empresas utilizando a praça de Guajará Mirim para burlar o fisco, inclusive com o objetivo de lavar dinheiro em sofisticadas operações de comércio internacional que de verdade não aconteciam. Tudo fraude e nada mais.

 

CIDADE DECADENTE

Guajará Mirim é um daqueles capítulos que ninguém sabe e ninguém viu. Já foi a “Pérola do Guaporé” e quase conseguiu se impor como “zona franca” (ZLC) rondoniense. Não deu: vítima de governantes medíocres e de prefeitos idem, Guajará tropeçou num enorme abismo econômico, caindo nessa decadência atual que chega a ser assustadora.

Mas nem esse cenário de desolação, com a brutal falta de empregos para seus moradores; com a redução drástica de visitantes (turistas), escondeu a esdrúxula realidade de hoje em Guajará onde, segundo se informou ontem, pelo menos 120 empresas receberam a visita da Polícia Federal dentro da Operação Caça Fantasmas.

Sobre essa situação de desgoverno de Guajará-Mirim, onde pelo visto a economia passou a ter o crime como um importante componente, nenhum político – especialmente senadores rondonienses que adoram se indignar contra delegados, promotores e juízes que desnudam a corrupção no país – falou nada até agora.

 

PREVISÍVEL

Quem estaria se beneficiando das tramoias do “comércio” maquiado de exportação e importação em Guajará? É previsível que a operação da Polícia Federal vai identificar “insuspeitas” grandes empresas do setor de varejo, nomes certamente marcados como grandes doadores de campanhas políticas, certamente premiadas com uma boa blindagem de “autoridades” e até de veículos de comunicação. Espera-se que a divulgação dos “empresários” alvos da operação da Polícia Federal

 

RENASCIMENTO

Guajará-Mirim vive processo eleitoral nesse momento. É processo decorrente dos desencontros políticos daquela comunidade, pois o prefeito eleito em outubro de 2017 acabou sendo impedido de assumir o cargo pela Justiça.

A cidade precisa recuperar não só a capacidade de se governar, mas também a autoestima da população para, quem sabe, reproduzir o milagre da Fênix, renascendo principalmente para o turismo. Com os últimos prefeitos e com o desleixo do governo estadual, Guajará-Mirim sofre um grande retrocesso, logo ela que chegou a ter um dos mais movimentados aeroportos do interior do estado.




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