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Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
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Sonegação bilionária: nota do senador foi mero blábláblá politiqueiro

29/03/2017 03:59:13
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Leis são como teias de aranha: boas para capturar mosquitos, mas os insetos maiores rompem sua trama e escapam. SÓLON (638 a.C/558 a.C), considerado um dos Sete Sábios da Grécia Antiga. Foi estadista, legislador. Teve origem na aristocracia ateniense, onde se dedicou inteiramente à política.

 

INÓCUA

Passados vários dias em que a denúncia feita pelo senador Ivo Cassol contra o também senador rondoniense Acir Gurgacz, o bambambã do poderoso grupo empresarial Cascavel, saiu na edição de ontem do “Diário da Amazônia”, jornal dos Gurgacz, uma nota com o tom de resposta à denúncia senador (e também fortíssimo empresário) pepista. Uma “nota oficial” inócua, publicada numa 7ª página do jornalão, sem destaque na capa, como se o verdadeiro objetivo fosse o esconder o assunto da opinião pública, como algo desimportante.

 

MOTIVAÇÃO

A nota não responde diretamente à denúncia de sonegação de impostos pela Eucatur, empresa líder do conglomerado dos Gurgacz, num valor astronômico (mais de um bilhão de reais), de acordo com o denunciante. Faz tergiversações sobre a importância da marca da Eucatur na história do transporte de passageiros e aponta interesses eleitorais (algo possível) de Cassol que, assim como Acir, também está de olho numa candidatura de governador (de novo???) de Rondônia no próximo ano.

A revelação de Ivo Cassol (que foi governador rondoniense por duas vezes) não impressiona ninguém. Mesmo assim deveria merecer do suposto sonegador uma explicação detalhada, um desmentido lastreado em documentos e não no simples blábláblá político, como está na nota. Afinal, para quem sonha ser governador e forte candidato no próximo ano – como é o caso de Acir da Cascavel – seria necessário uma resposta forte, para desmascarar de fato o senador Ivo Cassol, apontando-o apenas como um ardiloso e mentiroso concorrente político-eleitoral.

 

NEGATIVA

É público e notório a predileção de políticos rondonienses (incluindo os dos andares de cima, como senadores) por ter de seu lado os áulicos, os puxas-sacos e não profissionais (consultores) de qualidade para assessorá-los até mesmo na elaboração de “notas oficiais” capazes de dirimir dúvidas ou amealhar apoio da população.

Se Ivo Cassol fez de forma mais retumbante a denúncia contra Acir à luz do senso da oportunidade do início da corrida de 2018, a pirotecnia da “nota” publicada na edição de ontem do jornal do senador Gurgacz não serve para reduzir o sentimento de condenação contra ele já existente na opinião pública.

 

MÁS INTENÇÕES

A maneira como foi feita a nota pública divulgada na edição de terça (28) do Diário da Amazônia nem sequer mascara as supostas más intenções do senador Gurgacz (do PDT) de fraudar pelo seu conglomerado empresarial – como afirmou Ivo Cassol – o fisco rondoniense. Como alguém pode querer dirigir um governo estadual quando um colega de senado afirma – com todas as letras – que ele está por trás de uma sonegação que ultrapassa o bilhão de reais?

 

CONFÚCIO NA RODA

Estamos diante de uma denúncia formulada por um senador da República. Vale dizer que esse borogodó não se esgota com a simples publicação de uma nota publicada numa página interna de um jornal. Por si só, a denúncia vincula ao suposto crime o próprio governante do Estado. Enquanto fizer cara de paisagem, Confúcio é suspeito de prevaricação nesse rumoroso caso.

Quem no governo poderia garantir ao senador denunciado uma blindagem especial para continuar numa zona de conforto onde outros sonegadores não conseguem ficar?

 

FIM DA FAMÍLIA

Você já se perguntou o que tem levado a sociedade a esse grau impensável de deterioração moral, de corrupção banalizada com que nos debatemos em todo o país, com reflexos até aqui na nossa terra, onde até recentemente havia a sensação de bucolismo?

Este problema tem aumentado na medida em que entramos – já estamos nela até em Rondônia – na sociedade pós-família. Esta – nem sei se pode ser chamada de sociedade – sociedade é marcada pelo individualismo que faz o funeral da cooperação, das famílias como a conhecíamos. Bom notar que no individualismo e nas utopias dele nascidas, é preciso se deter sobre a valorização da parte sobre o todo.

 

VALORES PERDIDOS

Se a família não está desaparecendo, ela tem tomado outra forma. Mas é ela que – em qualquer processo pedagógico que se considere – ainda é responsável pela transmissão de valores. Só bem depois vem a escola, a Igreja e outras instituições. A transmissão de conhecimento, em primeiro lugar, é o que vem da escola.

Quando vemos uma comunidade pequena, como Ariquemes, colocar na parede aqueles quem é contra uma escola partidarizada, pronta a solapar valores tradicionais da família, com a imposição de visão esquerdizante como acontece lá na cultura de gênero, certamente é bom renovar a consciência de que o maior problema de nosso país é o menor, deformando o rosto do futuro para um aspecto de facínora.

 

CORRETO

O patrulhamento que se faz hoje em nome do “politicamente correto” transforma hipocrisias em verdades impostas por uma minoria militante. E assim, aquilo que no passado se resolvia de forma natural e sem conflitos pelas famílias, agora são envoltos em ideias que nada têm de libertadoras. O politicamente correto é uma aberração criada para minar usos e costumes, pondo um fim progressivo à família como a base fundamental da sociedade.

 

O POVO COBRA

Novamente a coluna recebe manifestação de leitores sobre as providências do Judiciário e da Polícia para fazer cumprir o mandado de prisão contra a ex-deputada Helen Ruth. Esses leitores são unânimes em suspeitar que “há algo estranho por trás de autoridades” que parecem desinteressadas em capturar a foragida.

Queremos – dizem os leitores – a ex-deputada na cadeia, pois na vida pública, sempre seguiu valores distorcidos do verdadeiro amor pela causa pública.

 

SEMPRE LEMBRADA

Não levou em consideração valores de dignidade e honestidade, antes de tudo, pensou apenas no dinheiro, que não é tudo na vida das pessoas, especialmente das pessoas que devem representar interesses da coletividade. Helen Ruth, diz uma das mensagens, não será esquecida pelo eleitorado rondoniense. Ela será lembrada sempre como ladra, por seu egoísmo e frieza na hora de, com seus amigos de parlamento, assaltar as finanças públicas de um estado.




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