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Porto Velho,  ter,   14/julho/2020     
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Com o vácuo entre os caciques, ninguém está descartado para a sucessão

03/05/2017 10:17:59
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Uma sociedade de carneiros acaba gerando um governo de lobos.VITOR HUGO (1802/1885), novelista, dramaturgo, poeta, ensaísta, artista e ativista pelos direitos humanos na França, onde teve grande atuação política. Autor de “Os Miseráveis” e várias outras obras clássicas da literatura com renome mundial.

 

LEMBRANÇA

Duas tragédias tornaram o cenário musical brasileiro mais pobre nos últimos dias. Primeiro foi a morte de Jerry Adriani, certamente um artista a deixar saudades das pessoas de minha geração.

E agora foi a vez do cearense Belchior, um dos grandes poetas de nosso tempo, um letrista da mais alta qualidade, sepultado ontem.

No caso de Belchior tive a sorte de conhecê-lo pessoalmente e entrevista-lo. A primeira vez em Limeira, onde iniciei a carreira de repórter ainda na minha adolescência. Depois no Rio e em São Paulo.

Não esqueci nunca aquele sujeito que – na verdade – só tinha medo de avião numa de suas letras. Belchior, numa entrevista, me confessou que vivia mais dentro de aviões do quem sua própria casa, graças à sua agenda cheia de shows pelo Brasil, especialmente no circuito universitário. Era um sujeito de jeitão tímido e mesmo assim um excelente papo. Fiquei triste com sua partida prematura. Tanta gente que não vale nada continuando por aqui e gente como o Belchior partindo aos 70 anos.

 

A GREVE

É claro que não houve – especialmente em Porto Velho – a “greve geral” esperada no ultimo dia 28. Em Porto Velho tudo abriu e até mesmo o sistema de transporte urbano funcionou. O movimento ficou aquém das expectativas. Isso não significa que o lado governista foi vitorioso.

E muito menos se saiu bem nessa movimentação os sindicatos. Pelo contrário, as lideranças sindicais sofreram um grande revés em sua capacidade de mobilização das categorias de trabalhadores, até mesmo no serviço público.

 

NÃO FUNCIONOU

A ideia do sindicalismo ligado ao PT e às “esquerdas” era realizar um movimento retumbante, grandioso, simbolizando uma enorme derrota para as “reformas” propostas pelo governo, tanto no campo do trabalho como no da previdência. Ainda não foi dessa vez que conseguiram meter a estaca no coração do “governo Temer”.

 

MEDIOCRIDADE

O povo já estava convencido de que a convocação das “lideranças” sindicais era apenas para atender a agenda política do PT e das “esquerdas” que ainda orbitam em torno do lulopetismo oportunista.

Até no sindicalismo a mediocridade aumentou. Convocar greves em períodos de desemprego lancinante jamais pode ser uma boa ideia.

 

VÁCUO

Enquanto alguns integrantes da mídia fazem enquetes sobre a sucessão governamental do próximo ano, também são realizadas (para consumo interno) as primeiras pesquisas procurando ver os nomes mais palatáveis perante o eleitorado para participar dessa pugna.

É muito cedo para determinar quem tem ou não chances reais nessa corrida. Não dá para descartar ninguém. Afinal, a existência de um grande vácuo entre os caciques da política rondoniense é um fato. E a política não deixa o vácuo durar. Pelo que se sabe há algumas personalidades (até do segmento empresarial) interessadas em disputar o poder nas eleições de 2018.

 

HÉVERTON

Nesse dinamismo o primeiro nome fora dos limites tradicionais da política revelado nos potins do final de abril foi o do Procurador de Justiça, Héverton Aguiar. Dizem que ele se ombreia com o nome do próprio Senador Acir Gurgacz. Tanto Héverton quanto qualquer outra pessoa interessada em debutar nessa seara deve estar consciente de que a política é dinâmica. Quem é noviço nessa corrida deve saber também de uma realidade indesmentível: viabilizar-se como alternativa na disputa eleitoral é uma estrada longa e pedregosa.

 

É DE DOER

Quem viu o presidente Temer falando sobre o primeiro de maio, dizendo que está modernizando a legislação trabalhista? Dizendo que vai gerar empregos, etc e tal? Eu vi e percebi no rosto do presidente muita palidez. Ah, vocês também viram? Será que a maquiadora era pouca prática ou ela usou óleo de peroba de péssima qualidade.

 

CAIU DO CÉU

Pelo menos três deputados estaduais entraram muito felizes nesse início de maio. Um novo presente (desses corriqueiros na Assembleia) caiu do céu no colo desses três parlamentares. Foram escolhidos para ir dar um passeio num feira que será realizada na Bolívia, mais precisamente na cidade de Cochabamba, acompanhados de “aspones”. Todos com gordas diárias retiradas do cofre público. O custo total desse turismo disfarçado pode ser mais alto se os tais “defensores do povo” usar uma rota área que não tenha origem em Guayarámerin.

 

DESPROPOSITADO

E não venha com essa conversa fiada de “intercâmbio de comércio” com o vizinho país. Isso é competência do Itamaraty. Se o MP e o TCE não investigar essa queima desnecessária do dinheiro público, então realmente é presente que caiu do céu para os 3 “defensores do povo” que irão justificar na maior caradura que essas viagens são feitas em benefício do povo. Vocês acreditam?

 

HOMEM FORTE

Está virando consenso nas redes sociais: passados 4 meses da posse de Hildon Chaves como prefeito de Porto Velho, quem mais acumulou poder e prestígio na nova gestão é Breno Mendes, o secretário de governo do prefeito tucano. Além de assessor executivo do prefeito, ele é uma espécie de faz-tudo e com tanta proximidade vai ganhando status de conselheiro principal do prefeito, até superando o papel do vice, Edgard do Boi, que ainda se destaca como o operacional da nova gestão. Qual dos dois membros dessa gestão sairá para disputa eleitoral de 2018?

 

PROBLEMA

Até entre aqueles torcedores mais próximos de Acir Gurgacz, o nome do PDT para disputar a sucessão de Confúcio Moura, surgiu o consenso de que o miliardário senador continua tendo enormes dificuldades para aglutinar eleitores de outras segmentações eleitorais em favor de seu projeto político. Aliás, até entre os antigos aliados esse situação é detectável. Há afirmações de que Jesualdo Pires, o prefeito de Ji-Paraná procura descolar-se do “carimbo cascavel”.



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